sexta-feira, setembro 24, 2010

Pesquisa em Educação

1. A partir do que foi discutido no texto, escreva qual a relevância da pesquisa na formação de professores.
A formação de professores pesquisadores justifica-se em especial pela intensificação das transformações sociais. Alguns conceitos (neste caso, educacionais) parecem não ser mais suficientes para entender a sociedade em que se vive e responder aos desafios que ela nos apresenta. Num mundo onde se alteram rapidamente as formas culturais de crianças, jovens e adultos, tornasse necessária, para o professor, a atitude de pesquisar, problematizando as ações docentes cotidianas e as práticas sociais em que os alunos e suas famílias encontram-se enredados.

2. Sintetize, em uma frase, os três modelos pedagógicos estudados por Varela
Caracterizando brevemente cada um deles. Os três modelos pedagógicos estudados por Varela (2000) são: pedagogias disciplinares, que previam programas de ensino capazes de civilizar e domesticar as crianças, especialmente das classes populares; pedagogias corretivas, direcionadas para crianças com dificuldades de aprendizagem; pedagogias psicológicas, cujo enfoque recai sobre a programação e vigilância do desenvolvimento infantil.

3. Na sua opinião, quais fatores evidenciam o descompasso entre a escola moderna e a sociedade atual?
A sociedade atual é caracterizada por uma percepção e um uso diferenciado do tempo e do espaço. A própria democratização da internet e o lugar central que ela ocupa na vida das pessoas evidencia que se pode estar em qualquer lugar, ao mesmo tempo, desde que se esteja conectado. No entanto, a escola continua com seu modelo de confinamento (espacial) e rotina (temporal). Outro fator, conectado a este primeiro, que aponta para o descompasso é que, com a revolução tecnológica, as crianças e os jovens passaram do lugar de aprendizes para o lugar de conhecedores do funcionamento de toda uma aparelhagem a que os adultos devem se adaptar e que, para isso, muitas vezes pedem auxílio às crianças. Portanto, no contexto de uma sociedade caracterizada como “digital”, a escola moderna parece estar desencaixada, na medida em que continua a pôr em funcionamento os seus modelos pedagógicos tradicionais, apesar das críticas que ao longo do tempo se fazem a eles.

4.Com base nas ideias de Ariès sobre a história da infância, liste três caracterís-ticas que descrevam as crianças da Idade Média.
As crianças da Idade Média eram entendidas e tratadas como adultos em miniatura. As três principais características que evidenciam isso são: a) os modelos das roupas que as crianças vestiam eram exatamente iguais aos dosadultos, em tamanho reduzido; b) a aprendizagem das crianças acontecia nocontato direto entre elas e os adultos; c) as crianças participavam das festasdos adultos, dos jogos de azar e das atividades profissionais da época.

 
5. Pense nas características da sociedade medieval, referidas neste texto, e responda: de todas elas, qual mais te surpreende quanto às formas como as crianças eram entendidas e tratadas? Por quê?
A partir de um olhar moderno, uma das características mais surpreendentes da Idade Média em relação às crianças refere-se ao infanticídio tolerado, em função da inexistência de sentimentos de afeição ou culpa por parte das fa-mílias, que logo substituíam uma criança que morria por outra, evidencian-do o descaso com os recém-nascidos.

6. Estabeleça a relação entre os Tratados de Civilidade e a invenção da infância moderna.
Os Tratados de Civilidade – como, por exemplo, Civilidade Pueril, de Erasmo– constituíram-se em discursos que forjaram os novos modos de entender e tratar a criança, sugerindo seu disciplinamento por meio da interiorização de códigos, regras e normas sociais. Nesse sentido, pode-se dizer que os Tra-tados de Civilidade, em conexão com as transformações que ocorreram no final da Idade Média, são um dos elementos que compõem a rede discursiva de invenção da infância moderna.

4. O que a Modernidade significou em termos de transformações nos modos de entender e tratar as crianças?
Com a Modernidade, as crianças passaram a ser educadas em locais especí-ficos para elas (as escolas). O surgimento da família nuclear possibilitou que as famílias se organizassem em torno dos filhos, redirecionando o lugar ocu-pado pelas crianças entre os adultos. As crianças passaram a ser respeitadas em sua individualidade, deixaram de ser anônimas e os adultos passaram a ter por elas sentimentos de amor, afeto, proteção, cuidado, na intenção de preservar as suas vidas. Passou-se a depositar nas crianças a esperança de um mundo melhor, de um novo ser humano.

1. Traçando um breve histórico dos modos de vida das crianças, podemos entendê-los como característicos de três épocas: Idade Média, Idade Moderna e tempos atuais. Que palavras-chave você destacaria como representativas de cada uma dessas épocas no que se refere à infância?
Considerando a categoria infância e os modos de vida das crianças, desta-cam-se as seguintes palavras-chave para cada época histórica: Idade Média: inexistência da infância, crianças entendidas e tratadas como miniadultos; Idade Moderna: invenção da infância, separação entre crianças e adultos, crianças entendidas e tratadas como frágeis, imaturas, inocentes, ingênuas, inconscientes, carentes de razão e de juízo, necessitando de proteção, cuidados, educação, disciplina etc.;Tempos atuais: empalidecimento da infância moderna, revolução tecnológica, crianças entendidas e tratadas como autônomas, independentes, espertas, consumidoras, erotizadas, e, em alguns casos, assustadoras e perigosas.

2. Alguns autores, como Mariano Narodowski e Neil Postman, falam no possível fim da infância moderna. Você concorda com eles? Por quê?
O suposto fim da infância moderna pode ser percebido, sim, nas próprias formas como as crianças de hoje vivem. Postman apontou a difusão da televisão como um fator determinante para o fim da separação entre crianças e adultos. Atualmente, pode-se pensar também na internet e em todos os artefatos e aparelhos da tecnologia contemporânea. Crianças que têm acesso a isso vivem uma infância hiper-realizada, como salienta Narodowski; as que não têm vivem uma infância desrealizada. Em todo caso, não se trata mais da mesma infância, tal como foi concebida pela Modernidade.

 
3. Estabeleça as relações entre infância, tecnologia e consumo.
As mudanças culturais da sociedade contemporânea, possibilitadas em especial pela combinação entre tecnologia e consumo, fazem emergir novas crianças no cenário social. Trata-se de crianças muito mais habilitadas para manusear a aparelhagem tecnológica do que os adultos, configurando uma relação imediata e quase natural entre crianças e recursos tecnológicos, tais como telefones celulares, computadores, internet, jogos eletrônicos etc. Os novos modos de as crianças viverem na sociedade atual, além de refinarem a relação entre infância e tecnologia, também propiciam a formação de crianças consumidoras, não apenas de bens, mercadorias, produtos e marcas, mas também e principalmente, de ideias, imagens, slogans, estilos de vestir, de falar, de se comportar, estilos de ser.

4. Em relação às novas formas de vida das crianças de hoje responda às seguin-tes questões: quais são as práticas sociais que mais influenciam na constru-ção de novas culturas infantis? A escola entende e trabalha com essas culturas? De que maneiras?

As novas culturas infantis (ou seja, os novos modos de as crianças viverem) são construídas por uma combinação de fatores, tais como: a dissolução da família nuclear; o ingresso das crianças em instituições educativas desde a mais tenra idade; a permanência das crianças em instituições educativas por mais de um turno por dia; o aumento da violência urbana, confinando as crianças em ambientes fechados (em casa ou em espaços fechados de entre-tenimento); o acesso das crianças a diferentes informações, antes exclusivas dos adultos, tais como aquelas relacionadas à sexualidade, por exemplo, fa-vorecendo a apropriação, por parte das crianças, a toda uma série de códigos expressos pelos programas de televisão a que elas assistem, pelas músicasa que escutam, cantam e dançam, pelos brinquedos que preferem, pelas brincadeiras que realizam, pelas roupas que elas usam etc. De forma geral, aescola não está preparada para lidar com todas essas novas culturas infantis, talvez por ainda basear seus modelos pedagógicos em conceitos modernos de infância.

1.Liste alguns tópicos que sintetizem um breve histórico da Psicologia.
A Psicologia foi estruturada como ciência autônoma sob a influência da teoria da evolução (de Darwin) e do Positivismo (de Comte). A partir das primeiras abordagens psicológicas (Funcionalismo, Estruturalismo e Associacionismo), a Psicologia foi se ramificando em escolas. Atualmente, há diferentes abor-dagens psicológicas que disputam entre si a imposição de seus significados e que são responsáveis pela produção de métodos, teorias e práticas.

2. Escreva, em uma frase, quais são os objetivos e os métodos de pesquisa da Psicologia do Desenvolvimento.
Os objetivos da Psicologia do Desenvolvimento são: descrever as funções psicológicas das crianças em diferentes idades e entender como tais funções mudam com a idade; para se atingir esses objetivos, utilizam-se métodos longitudinais (observações realizadas sobre um mesmo sujeito ao longo de sua infância e juventude) e os métodos transversais (observações sobre vários sujeitos de diferentes idades).

3. Como profissional da Educação, como você analisa os discursos psicológicos que circulam no cotidiano de uma escola?
Os saberes científicos da Psicologia (em especial da Psicologia do Desenvol-vimento) dizem as verdades sobre as crianças e estabelecem determinados tipos de cuidado e educação que correspondam aos estágios pelos quais elas têm necessariamente que passar para que se “encaixem” em formas desejáveis de desenvolvimento. Essas verdades, por serem adjetivadas de científicas, acabaram se tornando leis sobre todas as crianças, algumas vezes desconsiderando os contextos culturais, econômicos, tecnológicos em que as crianças estão inseridas.

4. Cite uma ou duas situações escolares em que o referencial da Psicologia é predominante.
O currículo escolar pode ser entendido como uma organização baseada em saberes da Psicologia, na medida em que classifica e seleciona conhecimen-tos correspondentes à faixa etária e ao respectivo nível de desenvolvimento intelectual. Outra situação escolar em que se utilizam os saberes da Psicolo-gia são as fichas de avaliação, especialmente utilizadas na Educação Infantil, que são geralmente elaboradas com base na divisão comportamentalista das áreas de desenvolvimento, separando os aspectos afetivo, social, per-ceptivo-motor, cognitivo etc.

1. Descreva o modo como Norbert Elias entende o conceito de sociedade. E quanto a você, como definiria esse conceito?
Para Elias, os sujeitos vivem em associações e, portanto, constituem teias de interdependência ou configurações de muitos tipos, como famílias, escolas, cidades, Estados. Mas essas configurações não são singulares, não existem sozinhas, não são isoladas umas das outras: elas formam uma rede. Além disso, essas configurações que se estabelecem são construídas e reconstruídas o tempo todo e devem ser entendidas como processuais, ou seja, não há um início ou um fim de cada configuração (família, escola, cidade): trata-se de uma cadeia de relações que se configuram ao longo do tempo.

2. Pense nas crianças entendidas como atores sociais ativos. Com base no que foi discutido no texto, escreva um parágrafo sobre as relações estabelecidas entre infância e sociedade.
As crianças são atores sociais ativos desde que nascem; elas não precisam ser inseridas na sociedade por meio da escola, por exemplo: elas já partici-pam da sociedade, são seres sociais desde o seu nascimento. A partir desse ponto de vista, a infância é uma categoria social cujos membros (as crianças) participam das trocas, das interações e dos processos de ajustamento que transformam as sociedades. As crianças integram um grupo social que deve ser considerado em si mesmo. Ou seja, as crianças não são objetos manipulá-veis, elas são capazes de fazer suas próprias interpretações da sociedade, dos outros e de si próprias, de pensamentos e de sentimentos. Elas fazem isso tudo e de modo diferenciado dos adultos. Por isso, as crianças são dotadas de um sentido próprio, que não deve ser visto como inferior ou deficitário.

3. Comente as novidades trazidas pela Sociologia da Infância no que se refere às formas de se entender e tratar as crianças nos estudos e nas pesquisas sociológicas.
A Sociologia da Infância é uma área das ciências sociais que se preocupa em estudar as culturas e as relações sociais das crianças no presente. Nessa perspectiva, as crianças são entendidas como seres sociais desde que nascem, como seres ativos na construção e na determinação de suas vidas e das vidas das pessoas que as cercam. Antes de a Sociologia da Infância se constituir num campo de pesquisa, a criança era entendida pelos estudos sociológicos de forma geral como um começo de ser, como uma pessoa que está se formando, que não existe ainda de forma completa; a criança entendida não como uma obra realizada, mas como algo que está se realizando, em devir, com uma inteligência fraca, frágil, com faculdades muito limitadas. A análise da vida cotidiana das crianças se reduzia à socialização delas dentro das instituições, em especial a família e a escola. Com a emergência da Sociologia da Infância, as crianças passaram a ser entendidas como atores sociais e não como meros objetos passivos que seriam socializados pelas instituições

1. Defina o seu entendimento do conceito de políticas sociais.
Políticas sociais são ações planejadas e executadas na intenção de resolver problemas da sociedade; são programas e projetos que os governos (municipal, estadual ou federal) ou a sociedade civil realizam na tentativa de garantir a igualdade dos direitos básicos fundamentais para todas as camadas e grupos sociais.

2. Cite as principais mudanças jurídicas instauradas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Antes do ECA, criado em 1990, existia apenas o Código de Menores, datado de 1979 e que abarcava somente crianças e adolescentes que estivessem em situação irregular. E aí está a primeira mudança trazida pelo ECA: é uma lei para todas as crianças e todos os adolescentes, independente da condição social, econômica, cultural, familiar. Por isso, as crianças e os adolescentes passaram a ser considerados cidadãos, com direitos pessoais e sociais garantidos, desafiando os governos municipais a implementarem políticas públicas especialmente dirigidas a esse segmento etário. Reconhece-se que o ECA permitiu o avanço de situações concretas que inibiram o trabalho infantil, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes, e a violência dentro das famílias. Nesse sentido, o Estatuto inaugurou uma nova ordem jurídica e institucional referente às relações entre adultos e crianças, já que ele estabeleceu limites à ação do Estado, do juiz, da polícia, das empresas, e até das famílias. Mas apesar de todos os avanços e de todas as conquistas legais que o ECA trouxe, a precária situação de existência de muitas crianças brasileiras ainda é uma realidade.

3. Na sua opinião, por que o ECA, apesar de ser referência mundial em termos de legislação destinada à infância e à adolescência, não foi capaz de alterar significativamente a precária situação de existência de grande parte das crianças e dos jovens brasileiros?
A legislação é de qualidade, mas não foi suficiente para garantir transformações efetivas nas formas de entender e de tratar as crianças e os jovens brasileiros. Isso se deve talvez ao fato de que as políticas públicas destinadas a esse grupo etário são planejadas mais para atender às exigências da lei e menos com o objetivo de se prevenir os problemas. Ou seja, trata-se de políticas assistencialistas, programas emergenciais, mas que não chegam à raiz do problema.

4. Aponte as condições de possibilidade para o surgimento das pesquisas político-demográficas sobre a infância.
O conceito de população é uma das condições que fizeram surgir as pes-quisas político-demográficas sobre a infância, na medida em que a população, entendida como um corpo múltiplo e numerável, é composta por vários grupos, sobre os quais recaiu a necessidade de conhecê-los, estudá-los, investigá-los para melhor governá-los. Dentre tais grupos, está o grupo das crianças. Ou seja, o conceito de população permitiu quantificar as pessoas em grupos, destacando suas necessidades e problemas; e a infância é um desses grupos, com direitos próprios legalmente garantidos. A partir do mo-mento em que o Estado tomou para si parte das funções antes exclusivas das famílias, tomou também a tutela de crianças e adolescentes. Foi nessa direção que surgiram as pesquisas político-demográficas sobre a infância, a partir da necessidade de se fazer o mapeamento, a caracterização, a quanti-ficação, o diagnóstico, enfim, o levantamento de dados sobre as crianças, os contextos em que estão inseridas, suas necessidades, seus modos de vida.

1. Releia a primeira parte do texto e aponte as condições necessárias para que o pesquisador construa um projeto de pesquisa. Feito isso, pense de que forma tais condições se apresentam para você, caso queira construir um pro-jeto, ou seja: o que você tem feito para que seja possível a construção de um projeto de pesquisa seu?
As condições necessárias para que o pesquisador construa um projeto de pesquisa consistente são: estudos, leituras, anotações; participação em au-las, cursos, congressos, seminários e em outras atividades acadêmicas. Além disso, é necessário um trabalho dedicado e persistente por parte do pesquisador, por meio de estudo sistemático e busca incessante por informações. Outra condição essencial está em se enfrentar o desafio de enxergar de ou-tros modos a sua área acadêmica e/ou profissional, de forma mais abrangente, fora dos preceitos que se pretendem únicos, exclusivos e definitivos.

2. No texto, são apontados dois diferentes tipos de análise a partir dos quais se podem realizar pesquisas na área educacional: as análises internas e as externas. Caracterize cada uma delas
As análises internas se situam no “lado de dentro” de sua própria racionalidade, ou seja, entendem os conceitos que servem de aporte teórico para as análises como sendo verdadeiros e indiscutíveis e, partindo deles, realizam o trabalho analítico. As análises externas supõem um modo diferenciado de exercitar o pensamento, pois questionam os próprios conceitos que servem de aporte teórico para as análises. Ou seja, colocam em questão determina-dos significados transcendentais vistos como legítimos. 3. Liste os elementos fundamentais que deverão compor um projeto de pes-quisa e faça considerações sobre os cuidados que se deve ter na indicação das formas metodológicas.

Os elementos fundamentais de um projeto de pesquisa são:
Título do projeto; delimitação do tema e do problema; apresentação das hipóteses; explicitação do quadro teórico; indicação dos procedimentos metodológicos e técnicos; cronograma de desenvolvimento e referências bibliográficas básicas. A indicação prévia de formas metodológicas não serve necessariamente como garantia de validade ou relevância das pesquisas, ou seja, indicar e descrever no projeto uma metodologia específica não significa que ela por si só possa assegurar o sucesso da investigação. Por outro lado, isso também não significa abandonar qualquer rigor metodológico, mas os próprios procedimentos vão sendo possibilitados pelas lentes teóricas e conceituais e pelas ferramentas analíticas utilizadas na pesquisa.

4. Quais temas, na sua opinião, são relevantes de serem investigados atual-mente na área da Educação? Apresente argumentos consistentes que justifiquem a escolha dos temas.
O mais importante na seleção dos temas a serem investigados é que eles sejam de interesse direto do pesquisador, que tenham a ver com seu cotidiano, seu trabalho, sua vida, suas dúvidas, seus questionamentos sobre as coisas envolvem sua própria rotina. É preciso que o pesquisador esteja insatisfeito com aquilo que já sabe, a fim de partir em busca de novas formas de pensamento sobre verdades que estão postas. Por isso, o pesquisador precisa indagar sobre uma situação que já está dada como certa; duvidar, suspeitar dos significados já estabelecidos e que lhe parecem muito naturais. Nesses atos de questionamento e dúvida é que nascem os objetos e os problemas de pesquisa. E é dessa forma que o pesquisador poderá justificar a escolha de um ou outro tema. Portanto, a escolha de um tema sempre dependerá da forma como o pesquisador entende e analisa a sua própria ação. Nesse sentido, resta a cada pesquisador pensar nos temas que ele se interessaria por pesquisar, temas que ele sentiria necessidade de avaliar novamente, de investigar de outros modos, atribuindo novos sentidos a eles.

1. Com base nas informações apresentadas no texto, faça considerações sobre o referencial dos Estudos Culturais em Educação.
Os Estudos Culturais são uma perspectiva de pesquisa que estuda as formas culturais da sociedade e que se movimenta no entrecruzamento de diversas disciplinas: trata-se de um campo antidisciplinar que rejeita qualquer tipo de definição que se pretenda fixa ou exata. Além disso, essa perspectiva de análise entende que os processos culturais são intimamente conectados às relações sociais e envolvidos com relações de poder.

2. Explique o entendimento que você tem do conceito de cultura.
Cultura pode ser entendida como formas de vida, ou seja, os modos pelos quais os sujeitos vivem as suas vidas, as formas de as pessoas estarem no mundo. Nesse sentido, todas as pessoas têm cultura. Não existe pessoa sem cultura, o que existem são culturas diferentes, ou seja, modos de vida diferenciados. Partindo dessa ideia, pode-se afirmar que não existe tão somente uma Cultura com “C” maiúsculo e no singular, como se houvesse apenas uma cultura padrão da qual todas as pessoas deveriam se aproximar: existem muitas e variadas culturas, no plural, e cada uma com sua legitimidade própria.

3. Vários autores afirmam que a escola é uma instituição cultural onde se dá a produção de subjetividades. Você concorda com essa afirmação? Justifique.
A escola pode sim ser entendida como uma instituição cultural onde se dá aprodução de determinadas subjetividades, à medida que os modos de organização da escola em que as crianças e os jovens estudam estão implicadosnas suas formas de vida. Ou seja, as crianças e os jovens constituem as suasidentidades também através do que eles vivem na escola, através das maneiras como são entendidos e tratados por eles mesmos e pelos adultos com os quais convivem na instituição escolar.

Enviado pela Viviane Bonfim

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