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terça-feira, novembro 16, 2010

FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA ALFABETIZAÇÃO

AULA 1 - O PROCESSO COMUNICATIVO E SEUS ELEMENTOS

COMUNICAR – transmitir 1 idéia e ela ser entendida pelo ouvinte

ELEMENTOS COMUNICATIVOS:

canal

Fonte -> emissor -> mensagem -> recebedor -> destinatário

Código

Fonte: origem da mensagem

Emissor: aquele que transmite a mensagem (pode ou não ser o mesmo da fonte)

Mensagem: a idéia que a fonte quer passar

Canal: meio pelo qual a mensagem é transmitida (pode ser natural ou tecnológico)

Código: conjunto de sinais que utilizamos ( no nosso caso é a língua portuguesa), pode ser verbal ou não verbal

Recebedor: aquele que recebe a mensagem

Destinatário: a quem se destina a mensagem (pode ou não ser a mesma pessoa que o recebedor)



ELEMENTOS PREJUDICIAIS À COMUNICAÇÃO:

RUÍDO: qualquer interferência no processo comunicativo, pode ser sonoro ou não. Ex: uma professora com roupa muito chamativa desvia a atenção da aula;

ENTROPIA: desorganização da mensagem. Ex: 1 pessoa que quer contar várias coisas ao mesmo tempo e não conclui nenhuma.

REDUNDÂNCIA: repetição da mesma mensagem com outras palavras.



QUALIDADES DO TEXTO (ORAL OU ESCRITO) – 3 ASPECTOS:

1- CONCISÃO – ser claro, objetivo

2- HARMONIA – texto soa bem aos ouvintes

3- CLAREZA

Evitar: repetição de palavras (usar outros termos em vez de repetir várias vezes a mesma palavra)

Rima (evitar em textos dissertativos)

Aliteração (repetição do mesmo som)

Cacofonia (quando 2 palavras formam 1 palavra vulgar)



FUNÇÕES DA LINGUAGEM:

1- Referencial ou denotativa – mensagem informal, textos informativos

2- Emotiva ou expressiva – o emissor passa sua própria emoção

3- Conativa ou apelativa ou imperativa – propagandas que querem mudar o comportamento do ouvinte, convencê-lo a comprar algo

4- Fática ou de contato – quando testamos se estamos sendo ouvidos/entendidos

5- Metalinguística – centrada no próprio código. Ex: dicionário

6- Poética



AULA 2 – VARIAÇÃO LINGUÍSTICA E OS NÍVEIS DA LINGUAGEM



Língua oral – mais antiga

Língua escrita – registra a história da humanidade



FATORES DE VARIAÇÃO DA LÍNGUA:

- ASPECTOS GEOGRÁFICOS: exemplo: nordeste e sul

- ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS

- SEXO, ETNIA E GRUPOS SOCIAIS



NÍVEIS DE LINGUAGENS:

1- CULTO: total respeito às normas gramaticais. Na escrita é obrigatório.

2- COLOQUIAL: como geralmente falamos, permite pequenos erros gramaticais.

3- VULGAR OU INCULTO: total desrespeito às normas gramaticais.

4- REGIONAL: termos extremamente regionais, não agridem a língua

5- GRUPAL-TÉCNICO: cefaléia: dor de cabeça (linguagem da medicina)/ gíria: muda de tempos em tempos



RELAÇÕES ENTRE FALA E ESCRITA:

1 – MOVIMENTO DE AUTORIA – copiar textos de outros

2 - TECNOLOGIA DE ESCRITA E LETRAMENTO – ler e escrever com e por prazer

3 – Eventos comunicativos e gêneros conversacionais – adequar a fala e escrita aos momentos

4 – Legibilidade, gênero e tipos textuais



AULA 3 – COESÃO

Para ser um texto basta 1 frase. Frase é qualquer enunciado que tenha sentido.

Ex.: “Fogo!” (todo mundo entende a mensagem)

Oração é uma frase com verbo.

Período é a união de 2 ou mais orações.



TEXTO E TEXTUALIDADE

TEXTO – sequência corrente das palavras de uma língua

Características de um texto:

- não tem tamanho definido

- pode ser oral ou escrito

- deve possuir um início e um final presumidos pelo ouvinte



TEXTUALIDADE – um conjunto de fatores que fazem do texto um texto e não uma sequência solta de palavras.

COESÃO – a união entre as partes do texto



Mecanismos de COESÃO:

1- Referência – são elementos de referência os itens da língua que não podem ser interpretados semanticamente por si mesmos, mas remetem a outros itens do discurso necessários à sua interpretação. Ex: Maria conheceu Pedro na escola. Ela (Maria) ficou muito feliz.

2- Substituição – consiste na colocação de 1 item no lugar de outro(s) elemento(s) do texto, podendo ser também a substituição de uma oração inteira. EX: Maria conheceu Pedro na escola e Joana também. ( “também” substitui “conheceu Pedro na escola”).

3- Elipse – seria uma substituição por zero: omite-se um item lexical, um sintagma, uma oração ou todo um enunciado, facilmente recuperáveis pelo contexto. Ex:

Maria perguntou a Pedro: - Você vai aceitar o almoço na minha casa? Ele respondeu: - Vou.

( a resposta “vou” substitui sem alterar)

4- Articuladores – são palavras que estabelecem relações entre as partes do texto – as conjunções. EX: Maria convidou Pedro e ele aceitou. Mas no dia marcado ele teve febre e não foi.

5- Coesão lexical – é obtida por meio de 2 mecanismos: a reiteração e a colocação. A 1ª se faz por repetição do mesmo item lexical ou através de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos. A 2ª, por sua vez, consiste no uso de termos pertencentes a um mesmo campo significativo.



Tipos de Coesão:

- Referencial – é aquela em que um componente da superfície do texto faz remissão a outro(s) elementos(s) nela presentes ou inferíveis a partir do universo textual.

- Sequencial – diz respeito aos procedimentos lingüísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto progredir.



AULA 4 – COERÊNCIA



COERÊNCIA é a relação entre as idéias do texto em uma sequência contínua e lógica. Está intimamente relacionada com o conhecimento que se tem do assunto (quando conhecemos e gostamos do assunto sabemos escrever sobre ele).



Fatores de Coerência

- Elementos Linguísticos: precisa haver coerência entre as palavras utilizadas no texto. Não se pode falar da arte de comer bem e usar, sem nenhuma ligação, palavras relacionadas a carro.

- Conhecimento de mundo: é o conhecimento adquirido com o passar dos anos e com as várias atividades e leituras que fazemos. É através dele que podemos entender as entrelinhas do texto.

- Conhecimento compartilhado: para que o leitor entenda as novas informações é preciso que o autor dê informações velhas, ou seja, dados que o leitor já conheça para poder entender aqueles que serão apresentados no texto.

- Inferência: é a operação pela qual, utilizando seu conhecimento de mundo, o receptor (leitor/ouvinte) de um texto estabelece uma relação não explícita entre 2 elementos deste texto que ele busca compreender e interpretar. Ex: Maria parou de fumar. Inferências: 1 - Maria era fumante. 2 - Maria não fuma mais.



Fatores de Contextualização:

Sem o contexto, fica difícil entender a grande maioria do que é dito ou escrito.

1. Situcionalidade: o texto deve ser adequado à situação em que será dito ou lido.

2. Informatividade: o texto será informativo e, consequentemente, mais atraente, se tiver um bom nº de informações novas, baseadas nas velhas.

3. Focalização: um bom texto centra o foco em um assunto, aprofundando-o para que seja melhor compreendido.

4. Intertextualidade: muitos autores escrevem textos tendo como base um outro texto. A compreensão do 1º está intimamente ligada à leitura daquele que foi a fonte ou o ponto de partida.

5. Intencionalidade e aceitabilidade: o autor de um texto sempre o escreve a fim de atingir certas metas. Para que se obtenha a compreensão da mensagem é necessário que o leitor perceba a intenção do autor e aceite-a.

6. Consistência e relevância: o leitor busca a leitura de textos que tenham relevância para a vida dele e consistência nos dados apresentados, ou seja, que o texto seja importante dentro daquilo que se propõe e contenha informações verdadeiras.



AULA 5 – RETEXTUALIZAÇÃO



TRANSCRIÇÃO: é a “fala passada a limpo através da escrita”. Ex: falamos “iscola” e escrevemos escola.

Codificação da transcrição (quadro na página 64 do livro).



RETEXTUALIZAÇÃO: “passar para a escrita o texto oral”, respeitando as idéias de quem falou mas colocando nas normas da língua materna.

Passos:

1. Eliminando marcas interacionais, mudança fonética para modalidade escrita, inclusão de pontuação;

2. Retirada de repetições, redundâncias, autocorreções, introdução de substituições;

3. Introdução da paragrafação;

4. Reconstrução de estruturas truncadas, concordância, reordenação sintática, encadeamento (coesão entre as orações e os períodos);

5. Tratamento estilístico com seleção de novas estruturas sintáticas e novas opções léxicas (reconstrução visando a uma maior formalidade), passagem do discurso direto para o indireto, agrupamento de argumentos (condensação de idéias).



AULA 6 – REESCRITA DO TEXTO



Escolha de um texto para ser objeto de análise e reflexão, que apresente dificuldades comuns à maioria da classe, para que todos participem ativamente.

O que analisar:

- colocação de elementos coesivos (pronomes, conjunções, advérbios);

- procura da sequência lógica;

- substituição de redundâncias (repetições de palavras, frases ou informações desnecessárias);

- pontuação adequada;

Expansão de idéias (ampliar e enriquecer os textos);

Colocação de recursos coesivos (preposições, advérbios, conjunções, pronomes);

Produção da coerência textual.

Como realizar a reescrita:

1. O professor deve explicar, reexplicar, apontar no texto escrito na lousa, propondo questões aos alunos;

2. Anotar as respostas dos alunos na lousa e escolher a resposta mais adequada para ser colocada no texto;

3. Analisar o texto reescrito com o autor para que ele não perca sua intenção inicial.



OBS.: NA AULA EM VÍDEO TEM UM EXEMPLO NA PRÁTICA. VALE A PENA VER!







AULA 7 – A ESCRITA E A LEITURA NA VIDA MODERNA



Esferas da utilização da escrita em nossa vida:

1. Organização da vida doméstica: contas, agendas, horários, bilhetes, listas etc.

2. Vida íntima e relacionamento pessoal: diário, pensamentos, listas de idéias, cartões, emails, cartas etc.

3. Vida social: estatutos, folhetos, correspondências, documentos, informativos etc.

4. Informação e participação: notícias, jornais, livros, revistas etc.

5. Formação e instrução: anotações, cadernos, fichas – não só escolares, mas qualquer formação, até mesmo religiosa.

6. Laboral e profissional: protocolos, avisos, escalas, relatórios etc.

7. Lazer e entretenimento: ler revistas, palavras cruzadas, gibis + leituras descomprometidas ou leituras de Romances, poesias etc. como hobbie.



Formas de produção e circulação do conhecimento da escrita:

A escrita produz conhecimento. Instâncias em que ele é produzido:

- Escola

- Poder Público (órgãos públicos em geral: postos de saúde, cadeias, etc.)

- Instituições sociais (Igrejas, clubes, sindicatos etc.)

- Mídia (impressa, rádio, TV, internet), divulga informações

Criam valores e formas de compreender o mundo. Estão interligadas apesar de suas particularidades.



Tecnologias da Informação (meios de transmissão e de suporte da informação):

- textos impressos (livro, jornal, revistas)

- mídias audiovisuais (cinema, CDs, DVDs, fotografias)

- meios virtuais (internet)

Todas são importantes e devem ser acessíveis a todas as pessoas.







AULA 8 – PEDAGOGIA DO LETRAMENTO E DA ALFABETIZAÇÃO



Alfabetização e Letramento são conceitos diferentes e complementares. Alfabetizar é uma ação de letramento, é aprender as letras e as palavras, começa quando nascemos e nunca termina. Letramento é saber fazer coisas com a escrita, estar inserido no mundo da escrita.

Ser alfabetizado é muito importante para que a pessoa participe na vida em sociedade, pois os analfabetos geralmente são excluídos dela. Mas somente a alfabetização não é suficiente para a inclusão social!



O sistema da Escrita – escrever e falar são coisas diferentes e complementares, ninguém escreve como fala. EX: falamos “cidadi” e escrevemos “cidade”.



O sistema alfabético e outros sistemas de escrita

· Sistema alfabético ou fonográfico – para cada som da fala existe 1 letra para representá-lo; porém há letras que representam mais de 1 som, como a “S” por exemplo, que representa o som de S e de Z; e sons que podem ser representados por diferentes letras.

· Sistema pictórico: não é alfabético, mas entendemos a mensagem. EX: uma placa com uma bicicleta desenhada e um risco em cima dela (só há desenhos sem escrita), entendemos que ali não podemos estacionar bicicletas.

· Representação idiográfica ou lolográfica: comemos pedaços de palavras, como por exemplo: “p/”, para representar a palavra “para”.



Especificidade do Código: mais importante do que aprender ortografia é entender como são as relações entre a fala e a escrita, que falamos de um jeito e escrevemos de outro. Isso é muito complicado para quem está sendo alfabetizado!



A aprendizagem deve ser contextualizada, ou seja, precisa fazer sentido para a criança ou adulto, contribuir para sua vida. Não deve ser um ato mecânico, fazer as coisas só como um exercício que será esquecido em seguida! Tudo o que for produzido deve ser significativo e fazer sentido, fazer parte da vida do aluno.

Deve ter: diversidade de práticas = atividades diferenciadas que remetam à vida real dos alunos. EX: carta, pesquisa, etc. e diversidade de textos = portadores diversos como listas, cartas, bilhetes, músicas etc., para ler e produzir.

OBS.: o quadro da página 110 ajuda a entender melhor o assunto.

AULA 9 – PEDAGOGIA DA LEITURA E DA ESCRITA

A escola não é a única, mas é a principal instância de letramento na sociedade contemporânea.

Como se dá a experiência da escrita? “O sujeito se constitui como tal à medida que interage com os outros, sua consciência e seu conhecimento de mundo resultam como produto sempre inacabado.”

Aprender a língua escrita não é decorar regras de gramática ou de formas de uso, mas sim usar a escrita para viver, para fazer coisas, para pensar.

3 princípios complementares:

1. A leitura e a escrita no conhecimento escolar não deve se limitar às disciplinas de língua portuguesa ou alfabetização, tudo precisa da escrita!

2. A aprendizagem da leitura e da escrita deve se dar em função do uso: no uso e na reflexão sobre o uso está a melhor possibilidade de desenvolver os conhecimentos de leitura e escrita.

3. Projetos de estudo levam a aprender com conhecimento e a aprender a estudar, estudando.



As práticas da leitura e produção de textos podem ocorrer em qualquer área do conhecimento.

Leitura:

- tomar 1 texto e trazê-lo para a leitura. Ex: doenças; trazer variados textos para ler sobre o mesmo assunto (diferentes portadores: jornal, revista, livro); a partir das leituras realizadas surgirão reflexões, debates, relatos e gerará o processo de escrita.

- há 2 tipos de leituras: leitura autônoma = a criança/adulto realiza sozinha e leitura assistida = realiza com a ajuda de um leitor mais experiente.

Produção de Textos:

- são resultado da ação anterior de leitura: resumos, anotações, opiniões, poemas, cartas, cartazes.

- podem ser expostos ou não, dependendo do objetivo da produção de textos.



Análise Linguistica:

- refletir sobre o que se escreveu

- compreender melhor os recursos que a língua oral nos dá

- Compreender melhor o uso da língua

- ampliar os conhecimentos lingüísticos



Relação entre escrita, fala e normatividade

Princípio muito importante: ESCREVER NÃO É FALAR, FALAR NÃO É ESCREVER. EU FALO DE UM JEITO E ESCREVO DE OUTRO.

Não há certo ou errado: as línguas nunca foram perfeitas, elas variam e dentro de 1 mesma língua há variações.

A avaliação negativa da língua alheia é preconceito e deve ser combatido!



AULA 10 – LETRAMENTO E ALFABETISMO

Mesmo os analfabetos participam da vida diária e têm contato com o mundo da escrita,porém não têm autonomia para resolver tudo sozinhos.



Compreensão histórica do Alfabetismo

Antigamente – métodos antigos/tradicionais (cartilha), a realidade era outra, o conhecimento era outro

100 anos atrás – era considerado alfabetizado quem sabia escrever seu nome (só isso já era suficiente)

Atualmente – aprendizagem contextualizada

Alfabetizado é quem sabe ler e escrever pelo menos um bilhete simples (descrição da UNESCO)



Analfabeto funcional – pessoa alfabetizada apenas para entender na área em que trabalha, na sua função, sendo completamente despreparada para entender textos ou problemas de outras áreas do saber, o que configura uma espécie de tecnicização do conhecimento (o que a pessoa sabe de leitura e escrita serve para poucas coisas).



Relação entre Letramento e Alfabetismo

Níveis de Alfabetismo:

Analfabeto – nível 0 = pessoas que não dominam o sistema de leitura e escrita

Alfabetismo nível 1 = pessoas que têm certo domínio, capazes de realizar algumas coisas muito simples com a leitura e escrita (coincide com o analfabetismo funcional).

Alfabetismo nível 2 = pessoas que utilizam a escrita para muitas coisas em sua vida, no trabalho, no lazer, mesmo que tenham dificuldades com textos mais complexos e mais sofisticados.

Alfabetismo nível 3 = uso pleno da escrita conforme as demandas sociais gerais.



Fatores de Alfabetismo no Brasil

1. Desenvolvimento econômico e industrial no país – gerou necessidade de escolarização

2. Urbanização – criou um modo de vida em que a escrita se tornou mais presente e mais necessária e também um acesso mais fácil à escola

3. Ampliação da oferta de produtos de escrita – jornais, revistas, livros, rádio, TV...

A ação do Estado foi muito pouco significativa nesse processo!



Evolução histórica dos níveis de alfabetismo:

1920 – 64% de analfabetos no Brasil (não escreviam nem o nome)

1960 – 40% (diminuiu devido à forte industrialização e urbanização)

1980 – 25%

2000 – 13,6%

OBS: Se houvesse tido mais investimentos na educação certamente esse número seria muito menor!!!!



** Resultados do INAF (indicador Nacional de Alfabetismo Funcional)

2001 2003

Analfabeto9%8%

Alfabetismo nível 131%30%

Alfabetismo nível 234%37%

Alfabetismo nível 326%25%

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