segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Resumo Cultura da Infância


Cultura da Infância
Aula 1 – Condições para a Qualidade
Resumo elaborado por Nanci Fachini

► A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e ela vai ser oferecida em creches, para crianças de 0 a 3 anos e pré-escola, para crianças de 4 a 6 anos.

Qualidade na Educação Infantil
     ■ Alguns educadores europeus começaram a se preocupar com a questão da Educação Infantil e, em 1986
        reuniram-se e montaram uma Rede para a Infância da Comunidade Européia. Essa Rede tinha com
        propósito, discutir a qualidade na Educação Infantil. Esse seminário chamou-se “Qualidade nos Serviços
        para a Infância”.
     ■ Esses educadores analisara a qualidade através de três perspectivas diferentes:
         1. perspectivas das crianças;
         2. perspectivas dos pais e
         3. perspectivas dos educadores.
     ■ A partir desse seminário, esses educadores elaboraram um documento onde eles deixam bem claro alguns
        critérios para analise da educação. Esse documento foi dividido em duas partes:
        1ª parte: são colocadas as condições para a qualidade.
                       Definições como condições para qualidade:
                           a) escolhas políticas: são os conceitos apresentados publicamente.
                           b) legislação e definição de normas: as leis devem ser unificadas e iguais para as esferas
                               públicas e privadas e os poderes jurídicos, precisam fixar objetivos, definir finalidades
                               educativas.
                           c) financiamentos e recursos: devem ser adequados às necessidades educacionais, deve ter
                               padrões de eficiência e os gastos deve ser transparentes.
                           d) planejamento e controle: são as traduções das escolhas políticas, em práticas cotidianas.
                           e) consultoria e suporte técnico: são os serviços essenciais de uma creche por ex:
                               fonoaudióloga, arquiteto.
                           f) profissionais: são todas as pessoas que estão envolvidas, direta ou indiretamente, no
                              atendimento com a criança.
                           g) formação e aperfeiçoamento profissional: a formação deve ser construída, trabalhada,
                               pesquisada. O aperfeiçoamento profissional deve ser constante.
                           h) estrutura física: é a concepção de espaço.
                           i) pesquisa e desenvolvimento: a creche é um campo privilegiado para a realização e
                              desenvolvimento de pesquisa.
                           j) integração e coordenação de serviços: tem que haver toda uma política voltada para a
                              criança.
                          k) formação de planos anuais e plurianuais: devemos contar com pessoas especializadas no
                              assunto em questão.
          2ª parte: são os indicadores da qualidade



Cultura da Infância
Aula 2 - Indicadores de Qualidade

Resumo elaborado por Nanci Fachini

► São alguns aspectos que podemos observar nos serviços e espaços na Educação Infantil.
Indicadores de Qualidade
    Definições como Indicadores de Qualidade:
       a) acessibilidade e utilização dos serviços: a maioria da população brasileira é muito pobre, portanto, acesso
           dessas crianças as creches ou pré-escolas, são de grande valor, porém, a demanda é muito maior que a
           oferta sendo assim, toda a comunidade deve trabalhar em prol da solução desse problema.
       b) ambiente físico: são os aspectos de luminosidade, ventilação, estética, segurança, a funcionalidade dos
           ambientes.
       c) atividades de aprendizagem: deve haver uma programação educativa e também a elaboração de um
           projeto pedagógico.
       d) sistemas de relações: a criança, desde o nascimento, está constantemente se relacionando com pessoas,
           objetos e eventos que estão a seu redor, quanto mais rica forem essas relações, mais ela terá
           oportunidade de crescer e aprender.
       e) ponto de vista dos pais: o ponto de vista dos pais é fundamental para o conhecimento da criança, ele vai
           permitir o conhecimento da criança em diferentes momentos de sua vida, portanto, deve haver uma
           interação entre a escola e os pais.
        f) comunidade: a escola deve estar inserida na comunidade por ex: passear no parque ou praça, fora da
           creche. Deve haver a participação de todos: pais, professores e comunidade.
       g) avaliação das crianças: todas as crianças têm o direito à educação, independente de raça, cultura, sexo,
           religião, necessidades especiais. Essas diversidades devem ser conhecidas, compreendidas e depois
           trabalhadas.
       h) avaliação das crianças: avaliar e saber ler e interpretar o comportamento das crianças. A avaliação
           sempre será subjetiva, pois, não existe um modelo único de avaliação.
       i) relação custo benefício: é um indicador muito subjetivo, portanto, difícil de analisar e muito complexo.
       j) valores éticos: é um pano de fundo para todos os outros indicadores.

 
Cultura da Infância
Aula 3 - A Idéia da Infância e a sua Escola

Resumo elaborado por Nanci Fachini
A História da Infância na Idade Média
     ■ O conceito de infância depende de fatores históricos, culturais e sócias, ou seja, a criança vai ser
        compreendida de acordo com o momento histórico em que ela está vivendo e com o meio social e cultural
        em que ela está inserida.
     ■ A infância até agora teve três identidades:
        1ª – Criança-adulto ou Infância Negada (Século XIV e XV)
               ▪ Philippe Áries, historiador francês, faz um estudo sobre as crianças. Ele relata que a criança era
                 retratada como adulta em escola infantil.
               ▪ A infância, nessa época, não existia.
               ▪ Aos 7 anos, eles acreditavam que a criança poderia entender tudo que estava ao seu redor.
               ▪ Desaparece o sentido de infância e há uma grande mortalidade infantil (infanticídio tolerado).
               ▪ Fase da “paparicação”, que perdura até hoje.
        2ª – Criança filho-aluno ou Criança Institucionalizada (Século XVI e XVII)
               ▪ ocorreu na época das grandes mudanças com a revolução industrial.
               ▪ Naquela época, os pais já se preocupavam em preparar as crianças para a vida, através da escola.
               ▪ Afeição na família; limite de filhos; roupas adequadas.
         3ª – Criança Sujeito Social ou Sujeito de Direitos (Século XX)
               ▪ Nesse período, existem diferentes infâncias:
                 - criança de classe média alta, com várias atividades extracurriculares.
                 - criança que trabalha, desde pequeno, ajudando no rendimento familiar.
                 - criança que mora na rua, esmolando ou cometendo pequenos delitos.
                 - criança indígena.
       ■ É importante compreender-mos e conhecer-mos todas as diferentes crianças que convivem conosco.
       Declaração dos Direitos da Criança
PRINCÍPIO 1º
A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.
PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal, em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta, sobretudo, os melhores interesses da criança. 
PRINCÍPIO 3º
Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.
PRINCÍPIO 4º
A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especial, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.
 PRINCÍPIO 5º
À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.
PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.
PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
 Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolverem as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
 A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.
PRINCÍPIO 8º
A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.
PRINCÍPIO 9º
A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.
Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.
PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.
■ A Educação da criança pequena envolve, simultaneamente, dois processos complementares e
   indissolúveis: CUIDAR E EDUCAR.

  
Cultura da Infância
Aula 4 - A História das Creches

Resumo elaborado por Nanci Fachini
O termo creche esteve sempre vinculado à população pobre, ou seja, acompanhado de um caráter 
     Assistencial, já a pré-escola, estava mais próxima da escola, do ensino formal.
A creche costumava oferecer um serviço de período integral. A pré-escola era de meio período.
Hoje, cada instituição, pode oferecer os seus serviços no horário que bem desejar, com exceção das creches
     e pré-escolas públicas que, devem seguir a orientação do órgão competente.
A creche era comumente subordinada as secretarias de saúde e assistência social, já a pré-escola, sempre
     esteve, dentro do sistema de ensino.

Surgimento da creche na Europa e nos EUA
     ■ A primeira escola a oferecer os seus serviços, foi a Escola do Tricô, fundada pelo padre Oberlin, na França,
        em 1767, onde as crianças enquanto brincaram a professora ficava fazendo tricô.
     ■ A palavra creche é francesa e significa manjedoura.
     ■ Significado da palavra creche segundo o Dicionário Aurélio: 1. Instituição de assistência social que abriga,
        durante o dia, criancinhas, cujas mães são necessitadas ou trabalham fora do lar. 2. Estabelecimento que
        destina-se a dar assistência diurna a crianças de tenra idade.
     ■ Robert Owen criou em 1816 a Escola Infantil. Iniciou várias reformas sociais, uma delas foi à idade mínima
        para começar a trabalhar que passou a ser de 10 anos.
     ■ Instituto para a formação do caráter, foi organizado em três níveis:
        ▪ escola infantil para crianças de 3 a 6 anos;
        ▪ crianças de 6 a 10 anos e
        ▪ ensino noturno de 10 a 20 anos.
     ■ Na década de 1820 muitas dessas escolas começaram a ser criadas nos EUA.
     ■ Na Alemanha Friedrich Fröebel, criou o s jardins de infância.
     ■ Na Itália, no início do século XX, Maria Montessori criou a “Casa dei Bambini”.
     ■ Margaret Macmillan, Inglaterra, criou o “infantário, havia uma preocupação com as condições insalubres das
        crianças daquela época. Sua proposta era voltada para a criação, imaginação.

► Surgimento das creches no Brasil
     ■ Surgiu com o capitalismo, a crescente urbanização e a necessidade da força de trabalho das mulheres.
     ■ Surge em primeiro lugar a “Casa dos Expostos ou Casa da Roda”, era um local onde as crianças
        indesejadas eram deixadas na roda, sem que ninguém soubesse sua identidade. Essa roda foi criada por
        Romão de Mattos Duarte, diante de sua preocupação com tantas crianças abandonadas em qualquer lugar.
        Em 13 anos de funcionamento, a roda recebeu, mais ou menos, 12.000 crianças, sendo que apenas 1.000
        sobreviveram, pois as condições de atendimento eram muito precárias.
     ■ As primeiras iniciativas, voltadas para crianças pequenas, tinham um caráter higienista, tentando diminuir o
        alto nível de mortalidade infantil, existente nessa época.

► O Atendimento à Infância no Brasil, durante o Século XX
     ■ necessidade de contratação de imigrantes europeus para as indústrias, porém, eles começaram a se rebelar
        contra as péssimas condições de trabalho e para amenizar a situação, os empresários começaram a
        oferecer alguns benefícios aos trabalhadores e, dentre eles estavam às creches e escolas maternais, para
        os filhos de operários.
     ■ Houve, nessa época, muitas iniciativas de grupos privados, em junto à educação, já que o Estado tinha uma
        grande apatia em relação à criança e suas necessidades.
     ■ Em 1896 foi criado a Escola Jardim de Infância Caetano de Campos, em São Paulo, que serviu de modelo
        para outros estados do Brasil.
     ■ Em 1909 foi criado o Jardim de Infância Campos Salles, no Rio de Janeiro.
     ■ Em 1922, o Estado começa a se preocupar com a criança e organiza o Primeiro Congresso de Proteção à
        Infância.
     Década de 30
        ▪ O papel do Estado passa a ser defendido pelas autoridades governamentais.
        ▪ Mário de Andrade (escritor) assume a direção do Departamento de Cultura e começa a estruturar os
          parques infantis, que oferecia atividades para crianças de 3 a 6 anos e de 7 a 12 anos (fora do horário
          escolar).
     Década de 40
        ▪ Durante o governo de Getúlio Vargas, a legislação previa que todos os estabelecimentos que tivessem
          mais de 30 mulheres trabalhando, deveria existir uma creche no local de trabalho. Infelizmente, até hoje,
          essa lei não é cumprida na sua íntegra.
        ▪ Criado o Departamento Nacional da Criança no Brasil. Durante 30 anos, ele centralizou todos os seus
          serviços, para as crianças pequenas.
     Década de 50
        ▪ Discurso psicanalítico com ênfase na relação mãe-filho. Trazia a idéia de que a creche poderia prejudicar
           o desenvolvimento da criança.
         ▪ A creche passa a ser vista como um mal necessário, ou seja, quem não pode ficar com a criança em
           casa vai para a creche, trazendo assim, um sentido de culpa nas mães.
         ▪ 1945 foi criada a LBA (Legião Brasileira de Assistência).
         ▪ 1946 foi criado o UNICEF (Fundo das Nações Unidas pela Infância).
         ▪ 1952 foi criado o OMEP (Organização Mundial de Educação Pré-escolar).
      Década de 60
         ▪ Educação Compensatória: são ensinamentos voltados a crianças menos favorecidas financeiramente.
      Década de 70
         ▪ Surge os movimentos sociais trazendo propostas mais positivas para as crianças e a sociedade.
         ▪ Em 1979 oficializou-se o movimento da luta por creches. Luta por uma rede pública de creches.
         ▪ Em 1975 o MEC lançou a Coordenação de Educação Pré-escolar.
         ▪ Em 1977 foi fundado o Projeto Casulo.
      Década de 80
         ▪ Houve um avanço considerável com relação à Educação Infantil.
         ▪ A Constituição de 1988 passou a definir a creche como um direito da criança e um dever do Estado.
   

Cultura da Infância
Aula 5 – Organização do Espaço na Educação Infantil I
Resumo elaborado por Nanci Fachini


► Recomenda-se que os espaços sejam ricos e estimuladores.

Concepções do Desenvolvimento Infantil
     ■ Foram feitas pesquisas, em algumas creches, e concluiu-se que todas as concepções de desenvolvimento
        estavam inadequadas para as crianças.
     ■ Segundo a professora Márcia, autora deste livro, a creche é uma contextualização de crianças pequenas,
        é diferente de sua própria casa e diferente da escola. A criança, na creche, pode e deve escolher a
        atividade que irá realizar e também, um só adulto, pode cuidar de diversas crianças simultaneamente.

► Elementos que condicionam a organização do espaço
     ■ Eles são classificados em duas categorias:
        a) Elementos contextuais: ambiente, escola, sala de aula.
        b) Elementos pessoais: crianças e professores.

 
Cultura da Infância
Aula 6 – Organização do Espaço na Educação Infantil II

Resumo elaborado por Nanci Fachini
Critérios para uma adequada organização dos espaços da sala de aula:
     Estruturação por áreas: são os espaços de vivências e aprendizagens das crianças.
     Delimitação clara das áreas
     Transformação (conversibilidade): são os espaços flexíveis dentro da sala.
     Favorecimento da autonomia das crianças.
     ■ Segurança: em relação aos móveis e materiais utilizados.
     ■ Diversidade: organização com diferentes áreas de trabalho. Existem 4 vertentes de diversidade:
        Estruturação;
        Agrupamentos;
        Posição corporal e
        Conteúdo.
      Polivalência do espaço: é a possibilidade de mudança, de acordo com a necessidade.
      Sensibilidade estética: deve ser um ambiente agradável e, ao mesmo tempo, educacional.
      Pluralidade: trabalhar com vários tipos de raças, culturas.

► Funções da Organização do Ambiente
     ■ Considerar as diferentes necessidades das crianças.
     ■ Normalmente as creches são caracterizadas por rotinas de comportamento onde, as crianças têm poucas
        possibilidades de escolhas.
     ■ O espaço, é um componente curricular e tem que estar de acordo com a organização do ambiente da sala.
     ■ De acordo com David e Westen, educadores americanos, todos os ambientes construídos para crianças,
        devem cumprir 5 funções relativas ao desenvolvimento infantil:
a)     Identidade pessoal: espaço próprio para a criança.
b)    Desenvolvimento de competência.
c)     Oportunidades para crescimento.
d)    Sensação de segurança e confiança.
e)     Oportunidade para contato social e privacidade.
f)       
► Uma experiência de creche em Reggio-Emilia, Itália
     ■ Creche Arcobaleno (1975) → essa creche serviu de modelo arquitetônico para outras creches.

► Estudo sobre arranjo espacial
     ■ Lejandle, educador francês, fez uma pesquisa sobre como as crianças de 2 a 3 anos se relacionavam de
        forma diferente, dependendo do arranjo espacial feito na sala de aula. Nessa pesquisa, ele considerou 3
       diferentes arranjos espaciais:
1.     Semi-aberto: definido por 3 lados fechados, sendo também chamado de “zona circunscrita”.
2.     Aberto: a criança interage muito pouco.
3.     Fechado: a criança se sente mais insegura.


Cultura da Infância
Aula 7 – A Rotina na Educação Infantil

Resumo elaborado por Nanci Fachini
Segundo a professora Márcia, autora deste livro, a rotina é aquela estrutura básica da creche.
     ■ O importante é que o professor conceba a rotina com possuidora de movimento.
     ■ Rotina é a realização do planejamento. É através dela, que podemos por em prática tudo aquilo que havia
        sido previsto.
     ■ A rotina é uma seqüência de atividades, diferentes, que acontecem durante a jornada de trabalho numa
       Creche.
     ■ é uma seqüência de trabalho que vai permitir, às crianças, se situarem com relação ao tempo e espaço.

► Organização das atividades no tempo
     ■ essa organização é composta de várias atividades, com por ex.: alimentação, descanso, atividades.
     ■ Devemos levar em consideração 3 diferentes necessidades das crianças:
        1. Necessidades biológicas: dormir, higiene, etc.
        2. Necessidades psicológicas: são as especificidades individuais.
        3. Necessidades sociais e históricas: referentes às culturas e estilos diferentes de vida de cada
            Comunidade.

► Organização do espaço em sala de aula
     ■ As atividades de um dia, na creche, podem ser organizadas em 4 diferentes grupos:
        1. Atividades de organização coletiva: são as atividades de livre escolha.
        2. Atividades de cuidados pessoais: binômio → CUIDAR/EDUCAR.
        3. Atividades dirigidas: são as atividades organizadas pela creche.
        4. Atividades livres.
  
Cultura da Infância
Aula 8 – Elaboração da Proposta Pedagógica: Diretrizes Curriculares Nacionais
Resumo elaborado por Nanci Fachini
O que é uma Proposta Pedagógica?
      ■ Para Sonia Kramer, educadora e pesquisadora brasileira, a Proposta Pedagógica é um convite, um         desafio, uma aposta.
      ■ A Proposta Pedagógica é um caminho, não é um lugar. Caminho que precisa ser construído e que tem
         uma história e ser contada. Por isso, toda Proposta Pedagógica traz consigo uma série de valores, traz
         também, os problemas e as dificuldades que cada realidade enfrenta, os sonhos e os desejos daquelas
         pessoas que estão ali envolvidas.
      ■ É impossível existir uma única proposta pedagógica, cada instituição deve elaborar a sua proposta própria.
      ■ Não existe um único responsável na elaboração de uma proposta pedagógica, ela tem que ser elaborada
         com todos os seus envolvidos, ou seja, crianças, professores, profissionais não docentes, pais, familiares e
         toda a comunidade.
      ■ Não existe uma diferença estabelecida entre Proposta Curricular e Proposta Pedagógica na verdade,
         devemos seguir alguns princípios que vão nortear todo trabalho educativo.
      ■ A Proposta Pedagógica é um processo, não é um documento acabado, pronto por isso, ela tem que ser, 
         constantemente, revista e escrita.
► Conteúdos Curriculares
     ■ O nosso desafio é conceber novas experiências no campo curricular, principalmente na creche onde
        podemos trabalhar esses conteúdos de uma forma totalmente diferente, como um caráter político,
        artístico, etc., onde o conhecimento está ligado ao domínio de informação e desenvolvimento do raciocínio.
► O MEC em 1996, realizou um diagnóstico sobre as propostas pedagógicas e curriculares em diferentes
     municípios brasileiros e com isso, ele apresentou uma sugestão de roteiro para avaliação e elaboração de
     propostas pedagógicas:
     Roteiro
        1. As condições de produção do documento.
        2. Os fundamentos teóricos das propostas.
        3. Estrutura, organização e funcionamento da Educação Infantil.
        4 Política de valorização e profissionalização dos recursos humanos.
► Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil
     ■ Em 7 de abril de 1999, o Conselho Nacional de Educação, institui as DCN para a Educação Infantil onde,
        as Propostas Pedagógicas de Educação Infantil devem respeitar os seguintes fundamentos norteadores:
a)     Princípios Éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum.
b)    Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do Exercício da Criticidade e do Respeito à
      Ordem Democrática.
c)     Princípios Estéticos da Sensibilidade da Criatividade, da Ludicidade e da Diversidade de
      Manifestações Artísticas e Culturais.
  ■ As instituições de Educação Infantil, ao definir suas propostas pedagógicas, deverão explicitar o,
     reconhecimento da importância da identidade pessoal dos alunos, suas famílias, professores e outros
     profissionais e a identidade de cada unidade educacional, nos vários contextos em que se situem.
  ■ As instituições de Educação Infantil devem promover em sua propostas pedagógicas, práticas de educação
     e cuidados que, possibilitem a integração entre os aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos,
     lingüísticos e social da criança entendem que, ela é um ser completo, total e indivisível.
  ■ As propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, ao reconhecer as crianças como seres
     íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, com os demais e o9 próprio ambiente de
     maneira articulada e gradual deve buscar, a partir de atividades intencionais, em momentos de ações,
     ora estruturadas, ora espontâneas e livres, a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos
     da vida cidadã, contribuindo assim, com o provimento de conteúdos básicos para a constituição de
     conhecimentos e valores.
  ■ As propostas pedagógicas para a Educação Infantil, devem organizar suas estratégias de avaliação,
     através do acompanhamento e dos registros de etapas alcançadas, nos cuidados e na educação para
     crianças de 0 a 6 anos, “sem o objetiv0o de promoção, mesmo, para o acesso ao ensino fundamental”.
  ■ As propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil, devem ser criadas, coordenadas,
     supervisionadas e avaliadas por educadores com, pelo menos, o diploma do Curso de Formação de
     Professores mesmo que, da equipe de profissionais, participem outros das áreas de ciências humanas,
     sociais e exatas assim como, familiares das crianças, da direção das instituições da Educação Infantil,
     devem participar, necessariamente, um educador com, no mínimo, o curso de Formação de Professores.
  ■ O ambiente de gestão democrática, por parte dos educadores, a partir de liderança responsável e de
     qualidade, deve garantir direitos básicos das crianças e suas famílias à educação e cuidados, num contexto
     de atenção multidisciplinar, com profissionais necessários para o atendimento.
  ■ As propostas pedagógicas e os regimentos das instituições de Educação Infantil, devem, em clima de
     cooperação, proporcionar condições de funcionamento das estratégias educacionais, do uso do espaço
     físico, do horário e do calendário escolar, que possibilitem a adoção, execução, avaliação e o
     aperfeiçoamento das diretrizes.

Cultura da Infância
Aula 9 – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
Resumo elaborado por Nanci Fachini

O RCNEI é um material elaborado e publicado pelo MEC em 1998, porém, são raros os materiais que
     foram publicados, até hoje, em relação à Educação Infantil, o que está faltando, ainda, é uma
     política nacional voltada para crianças de 0 a 6 anos.
Resumo do RCNEI.
     Ele está organizado em 3 volumes:
VOLUME 1 - INTRODUÇÃO

Introdução
Características do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
Algumas considerações sobre creches e pré-escolas
A criança
Educar
Cuidar
Brincar
Aprender em situações orientadas
Interação
Diversidade e individualidade
Aprendizagem significativa e conhecimentos prévios
Resolução de problemas
Proximidade com as práticas sociais reais
Educar crianças com necessidades especiais
O professor de educação infantil
Perfil profissional
Organização do Referencial Curricular Nacional para a educação infantil
Organização por idade
Organização em âmbitos e eixos
Componentes curriculares
Objetivos
Conteúdos
Organização dos conteúdos por blocos
Seleção de conteúdos
Integração dos conteúdos
Orientações didáticas
Organização do tempo
Atividades permanentes
Seqüência de atividades
Projetos de trabalho
Organização do espaço e seleção dos materiais
Observação, registro e avaliação formativa
Objetivos gerais da educação infantil
A instituição e o projeto educativo
Condições externas
Condições internas
Ambiente institucional
Formação do coletivo institucional
Espaço para formação continuada
Espaço físico e recursos materiais
Versatilidade do espaço
Os recursos materiais
Acessibilidade dos materiais
Segurança do espaço e dos materiais
Critérios para formação de grupos de crianças
Organização do tempo
Ambiente de cuidados
Parceria com as famílias
Respeito aos vários tipos de estruturas familiares
Acolhimento das diferentes culturas, valores e crenças sobre educação de crianças
Estabelecimento de canais de comunicação
Inclusão do conhecimento familiar no trabalho educativo
Acolhimento das famílias e das crianças na instituição
A entrada na instituição
Os primeiros dias
Remanejamento entre os grupos de criança
Substituição de professores
Passagem para a escola
Acolhimento de famílias com necessidades especiais
Estrutura do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil

VOLUME 2 - FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL
Introdução
Concepção
Processos de fusão e diferenciação
Construção de vínculos
Expressão da sexualidade
Aprendizagem
Imitação
Brincar
Oposição
Linguagem
Apropriação da imagem corporal
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Auto-estima
Escolha
Faz-de-conta
Interação
Imagem
Cuidados
Segurança
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Nome
Imagem
Independência e autonomia
Respeito à diversidade
Identidade de gênero
Interação
Jogos e brincadeiras
Cuidados pessoais
Orientações gerais para o professor
Jogos e brincadeiras
Organizando um ambiente de cuidados essenciais
Proteção
Alimentação
Cuidados com os dentes
Banho
Troca de fraldas
Sono e repouso
Organização do tempo
Atividades permanentes
Seqüência de atividades
Projetos
Observação, registro e avaliação formativa
Estrutura do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil

VOLUME 3 – CONHECIMENTO DE MUNDO
MOVIMENTO
Introdução
Presença do Movimento na educação infantil: idéias e práticas correntes
A criança e o Movimento
O primeiro ano de vida
Crianças de um a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
Expressividade
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Equilíbrio e coordenação
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Organização do tempo
Observação, registro e avaliação formativa
MÚSICA
Introdução
Presença da Música na educação infantil: idéias e práticas correntes
A criança e a Música
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
O fazer musical
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Apreciação musical
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Organização do tempo
Oficina
Jogos e brincadeiras
Organização do espaço
As fontes sonoras
O registro musical
Observação, registro e avaliação formativa
Sugestões de obras musicais e discografia
ARTES VISUAIS
Introdução
Presença das Artes Visuais na educação infantil: idéias e práticas correntes
A criança e as Artes Visuais
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
O fazer artístico
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Apreciação em Artes Visuais
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Organização do tempo
Atividades permanentes
Seqüências de atividades
Projetos
Organização do espaço
Os recursos materiais
LINGUAGEM ORAL E ESCRITA
Introdução
Presença da Linguagem Oral e Escrita na educação infantil: idéias e práticas correntes
A criança e a Linguagem
Desenvolvimento da linguagem oral
Desenvolvimento da linguagem escrita
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Falar e escutar
Orientações didáticas
Práticas de leitura
Orientações didáticas
Práticas de escrita
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Ambiente alfabetizador
Organização do tempo
Atividades permanentes
Projetos
Seqüência de atividades
Os recursos didáticos e sua utilização
Observação, registro e avaliação formativa
NATUREZA E SOCIEDADE
Introdução
Presença dos conhecimentos sobre Natureza e Sociedade na educação infantil:
idéias e práticas correntes
A criança, a natureza e a sociedade
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Organização dos grupos e seu modo de ser, viver e trabalhar
Orientações didáticas
Os lugares e suas paisagens
Orientações didáticas
Objetos e processos de transformação
Orientações didáticas
Os seres vivos
Orientações didáticas
Os fenômenos da natureza
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Diversidade de recursos materiais
Diferentes formas de sistematização dos conhecimentos
Cooperação
Atividades permanentes
Jogos e brincadeiras
Projetos
Organização do espaço
Observação, registro e avaliação formativa
MATEMÁTICA
Introdução
Presença da Matemática na educação infantil: idéias e práticas correntes
Repetição, memorização e associação
Do concreto ao abstrato
Atividades pré-numéricas
Jogos e aprendizagem de noções matemáticas
A criança e a Matemática
Objetivos
Crianças de zero a três anos
Crianças de quatro a seis anos
Conteúdos
Crianças de zero a três anos
Orientações didáticas
Crianças de quatro a seis anos
Números e sistema de numeração
Orientações didáticas
Contagem
Notação e escrita numéricas
Operações
Grandezas e medidas
Orientações didáticas
Espaço e forma
Orientações didáticas
Orientações gerais para o professor
Jogos e brincadeiras
Organização do tempo
Observação, registro e avaliação formativa
Estrutura do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil

► Organização do RCNEI
      ■ Em 1996 o MEC fez um diagnóstico com relação às propostas pedagógicas e curriculares de Educação
         Infantil, em vários Estados e Municípios brasileiros e observou que, existe um grande desencontro entre os
         fundamentos teóricos adotados e as orientações metodológicas. A maioria das propostas não deixa claro
         como ela vai fazer essa articulação entre aquilo que ela deseja e aquilo que ela realmente consegue fazer.
         Por isso, o Referencial, deixa bem claro aquilo que se deseja fazer e as propostas que serão realizadas,
         relacionando assim, os objetivos gerais e os objetivos específicos, os conteúdos com as orientações
        didáticas. O documento está dividido por faixas etárias: 0 a 3 anos e 4 a 6 anos.

► A Instituição e o Projeto Educativo
     ■ O Referencial nos coloca que para a elaboração de um projeto educativo, é preciso considerar 2
        dimensões:
a)     condições externas e
b)    condições internas.
  Número de crianças por adulto:
     - de 0 a 12 meses = 6 crianças para um professor e um auxiliar.
     - de 1 a 2 anos = 8 crianças para um professor e um auxiliar.
     - de 2 a 3 anos = 15 crianças para um professor.
     - de 3 a 6 anos = 25 crianças para um professor.
 Substituição de professor
     - É sempre um problema, principalmente para a criança.

► Proposta Curricular
    ■ O 2º e 3º volumes, se referem a 2 âmbitos de experiências: Formação Pessoal e Social e Conhecimento do
       Mundo, que estão voltados a todos os conteúdos, objetivos e orientações didáticas.
    ■ Proposta Curricular de um modelo italiano para crianças de: 0 a 3 - creche; 4 a 6 – Educação Infantil e 6 a
       10 anos – Ensino Fundamental.
       - A percepção e o movimento; o corpo e o movimento; Educação física.
       - Os problemas, os experimentos, as soluções; O espaço, a Ordem, a Medida; Matemática.
       - O Eu e os Outros; E Eu e os Outros; Introdução às Ciências Sociais.
       - O gesto, a Imagem, a Palavra; Os Discursos e as Palavras; Língua italiana e Língua estrangeira.
       - A Sociedade e a Natureza; As coisas, o Tempo, a Natureza; História, Geografia, Ciências.
       - Mensagens, Formas e Meios de Comunicação; Arte; nesse item não entra a creche.


Cultura da Infância
Aula 10 - O Planejamento das Atividades na Educação Infantil

Resumo elaborado por Nanci Fachini

De uma forma geral, o planejamento tem 3 fases:
     Previsão.
     ■ Realização.
     ■ Avaliação.
     ■ É muito importante o planejamento participativos, envolvendo todos que estão ligados a escola bem como,
        a comunidade.
     ■ O planejamento é uma reflexão sobre aquilo que nós estamos prevendo, sobre como fazemos e como
        avaliamos.
     ■ O planejar nos permite ordenar e organizar um ensino de qualidade.

►Programação da aula
     ■ A programação anual pode acontecer através de um plano de trabalho que pode ser: semanal, quinzenal,
        mensal, trimestral.

► Unidades de programação na Educação Infantil
     ■ hábitos e rotinas.
     ■ unidades temáticas.
     ■ laboratórios.
     ■ cantinhos.
     ■ oficinas.
     ■ passeios e festas.
     ■ atividades de recreio.
     ■ atividades especializadas com por ex.: música, expressão corporal.
     ■ Exemplo de programação de atividade de cuidado: “O almoço está servido”.
        - crianças de 24 a 26 meses.
        - vinculado ao campo de natureza e sociedade.
        - Objetivo: conhecer os lugares onde a criança senta e todos os seus amigos; comportamento adequado à
                         mesa; reconhecer as relações de espaço.

► Programação de outros âmbitos da atividade das crianças e da intervenção educativa.
     Itens da programação:
        1. lugar da unidade no programa.
        2. perguntas-chave ou projetos a serem considerados.
        3. respostas esperadas dos alunos.
        4. atividades para consegui-las.
        5. aprendizado com essa atividade.
        6. recursos necessários.
        7. organização da sala.
        8. organização do tempo.
        9. acompanhamento ajuda e comprovação da aprendizagem.
► Laboratórios em sala de aula
     Laboratório da comunicação
         - sofá e poltroninhas.
         - tapete com almofadas.
         - prateleiras.
         - caixa-arquivo.
         - material gráfico.
         - quadro negro.
         - aparelho de som.
         - CD’s e fitas cassetes.
         - Exemplo: Projeto Biblioteca.
      ■ Laboratório do Ambiente
         - potes.
         - recursos ambientais: folhas, areia, conchas.
         - murais.
         - aquário.
         - instrumento de jardinagem
         - Exemplo: coleção de objetos; mercadinho.
      Laboratório da Lógica
         - mesas e cadeiras.
         - armários e potes.
         - área livre.
         - cordas e elásticos.
         - massinhas.
         - jogos de construção.
         - diferentes objetos e gravuras.
         - Exemplo: Jogos de encaixe e transformação.
      Laboratório do corpo
          - brinquedos de playground.
          - espelhos.
          - tapete, colchonetes, almofadas.
          - sólidos geométricos de espuma.
          - bastões, cordas, redes, túneis.
          - Exemplo: Jogos de coordenação motora e equilíbrio.
      Laboratórios e malas
          - Exemplo: A mala do aprendiz de feiticeiro. Deverá haver dentro da mala, vários objetos relacionados ao
                                                                                 tema.

► Programação dos cantinhos e oficinas
      ■ cantinho da biblioteca e linguagem.
      ■ jogo simbólico.
      ■ elaboração de invenção e observação.
      ■ jogos de mesa.
      ■ artes plásticas e habilidades manuais.


Cultura da Infância
Aula 11 - O Trabalho com Projetos

Resumo elaborado por Nanci Fachini

Os Projetos fazem parte do currículo na Educação Infantil, vai ser através deles que vão poder encorajar as
     crianças a tomar suas próprias decisões.
Acredita-se, também, que os projetos acabam reforçando na criança, sua auto-estima, pois com eles, elas
    poderão ter a certeza de sua capacidade de pensar, concluir e criar, além de estar estimulando na criança, de
    sempre querer aprender mais.
Os projetos sempre geram novas aprendizagens, e até mesmo, novos projetos.
O professor deve estar sempre atento e observando cada etapa e avaliando o processo como um todo e estar
    aberto a possibilidades de mudanças, na estruturação do trabalho.

As atividades de um projeto podem incluir:
    observação direta.
    ■ perguntas relevantes.
    ■ coleta de materiais.

Como escolher o tema do projeto?
    ■ Geralmente, um projeto tem como ponto de partida, uma notícia que aparece na TV, um fato que acontece
       na sala de aula ou na comunidade, na leitura de um livro, na observação de um fenômeno natural.
    ■ Esses temas podem ser trazidos pelas crianças, pais, professores ou qualquer outra pessoa que interfere no
       processo educativo.
    ■ A idéia escolhida deve mobilizar o grupo como um todo.
    ■ Os projetos podem ser desenvolvidos tanto em creche, quanto em pré-escola.

►Projetos: experiências
1.  Aprendendo a mover-se no mundo
       ▪ crianças de 1 a 2 anos.
       ▪ Realizado em Barcelona, Espanha - durante as Olimpíadas.
       ▪ Movimentos na Terra , ar, água.
2. “O que acontece no supermercado”.
           ▪ crianças de 4 a 5 anos.
           ▪ Realizado na cidade de Reggio-Emilia, Itália.
    3. “A multidão
           ▪ crianças de 4 a 5 anos.
           ▪ Realizado na cidade de Reggio-Emilia, Itália.

► Projetos: lembretes
    ■ Preparação do projeto.
    ■ Estratégias de representação.
    ■ Objetivos cognitivos.
    ■ Interpretação do trabalho das crianças.

Cultura da Infância
Aula 12 – A Inserção da Criança na Creche
Resumo elaborado por Nanci Fachini
►A separação
    ■ A criança começa a enfrentar novas questões de sociabilidade, fora do convívio familiar.
    ■ A criança vai ter que conhecer esse novo ambiente, o que se faz e, quem são aquelas pessoas, adultos e
       crianças, que ali estão.
    ■ A criança vai ter que confiar no professor, que ainda é um adulto completamente estranho.
    ■ Os familiares enfrentam muito conflitos pessoais ao ter que optar deixar a criança na creche como,
       insegurança, desconfiança e até mesmo, o medo de perder o amor do filho.
    ■ A inserção da criança na creche ainda é vista como um fato muito delicado, isso por 3 motivos:
       1. dificuldade na separação;
       2. solução assistencialista e
       3. sentimento de culpa por deixar o filho na creche.
    A quem afeta a separação?
       - a criança e a família.
    Existem traumas pela separação?
       - Na existe fundamento cientifico a esse respeito porque, na creche, a separação é temporária e planejada e
         não definitiva, como por exemplo, em orfanatos ou colégios internos.
► Reações da criança e da família no momento da inserção
    ■ Os bebês reagem mais negativamente, porém, os maiores (4anos) aceitam mais facilmente a inserção.
    ■ É comum à família fazer uma série de perguntas ao professor do tipo: se a criança chorou brincou, comeu.
► Com fazer a inserção?
    ■ Estabelecer parcerias com a família e a instituição.
    ■ A inserção deve ser gradativa.
    ■ Deve haver um calendário planejado entre pais e professores.
    ■ Os pais não devem mentir para os filhos, ou seja, dizer que vão ficar lá fora, quando na realidade, eles irão
       embora. As crianças precisam confiar nos adultos e isso só vai acontecer, se elas não forem enganadas.
    ■ É importante deixar os pais circularem pela creche, eles têm esse direito.
    ■ Deixar que a criança traga, para a sala, os seus objetos pessoais prediletos, para facilitar o seu processo de
       inserção.
    ■ A criança deve compreender que a creche é de uma forma e na sua casa, é de outra, mas de uma forma
       harmônica. A criança deve compreender que a creche, não é um prolongamento de sua casa.
    ■ Cabe a nós professores, ter uma maturidade profissional para compreender e auxiliar os pais, durante toda
       essa caminhada.
► Uma proposta metodológica de inserção da criança na creche.
    ■ Laura Saitta e Nádia Bulgarelli (educadoras italianas) e seus pressupostos teóricos:
          - separar aquilo que está unido e unir aquilo que está separado.
          - início de uma relação a três (criança. professor e pais).
          - a comunicação inter-pessoal é fundamental.
► Objetivos de uma boa inserção
    Em relação às crianças:
        - fazer um distanciamento gradual da família.
        - estabelecer relações com os professores e seus novos colegas.
        - explorar o esse ambiente creche com novos jogos e brincadeiras.
    Em relação aos pais
        - propiciar o distanciamento gradual do seu filho.
        - conhecer o novo ambiente, que é o da creche.
        - saber a organização do dia-a-dia.
        - ter consciência da proposta educativa que está sendo executada.
        - estabelecimento de uma relação de colaboração e não de rivalidade, com os professores.
    Em relação aos professores
        - conhecer, através da observação, cada criança.
        - observar como a criança se relaciona com os pais.
        - gradualmente, que a criança mude o foco de seu interesse, que antes era só com seus pais e agora,
          passe também com seu professor e colegas.
        - estabelecimento de colaboração e não rivalidade com os pais.
► Estratégias
    ■ Em primeiro lugar, é preciso ter uma reunião geral.
    ■ Entrevista não diretiva (metodologia de Carl Rogers).
    ■ Questionário para os pais.
    ■ A inserção, propriamente dita.
► O trabalho coletivo dos profissionais
    ■ Toda essa proposta tem que ser discutida e pensada coletivamente.
    ■ Logo após, cada professor vai individualizar sua proposta, de acordo com a característica de sua turma.
    ■ Por último, será feita uma avaliação.

Cultura da Infância
Aula 13 – Jogos e Brincadeiras

Resumo elaborado por Nanci Fachini

Desde a época mais antiga, a criança procura conhecer o mundo, através de adivinhas, brincadeiras com
     bola, aros, bonecos e até mesmo, com as cirandas. Parece que brincar sempre foi a principal atividade da
     crianças, algumas, permanecem até hoje, talvez com algumas mudanças nas regras. Tem brincadeiras que
     têm 100 ou até 1.000 anos de idade.

► O que é brincar?
     ■ O brincar traz muito prazer e divertimento para a criança.
     ■ O jogo espontâneo infantil, traz 2 aspectos: prazer e seriedade.
     ■ Os jogos e brincadeiras são muito importantes para o desenvolvimento e aprendizagem da criança.
     ■ A criança brinca independente do lugar e da hora.
     ■ A brincadeira é para a criança, um espaço de investigação e de construção do conhecimento, de si mesma
        e do mundo que a cerca e faz parte do seu cotidiano
     ■ A imaginação é para a criança, um instrumento que vai, auxilia-la a, relacionar os seus interesses, e as
        suas necessidades, com o conhecimento desse mundo novo.
     ■ Tanto meninas, quanto meninos podem brincar de bonecas e carrinhos, pois faz parte dos jogos e
        brincadeiras das crianças, portanto, não deve haver preconceito.

► Relação entre sentimentos e brincadeiras
     ■ A criança, através da brincadeira, reflete, organiza e desorganiza, constrói, desconstrói, reconstrói, o seu
        mundo.
     ■ É um espaço onde a criança vai expressar, de forma simbólica, as suas fantasias, os seus sentimentos, os
        seus medos, seus sentimentos agressivos, seus conhecimentos, através de suas experiências vividas no
        dia-a-dia.
     ■ “A brincadeira, é uma ponte para a realidade” (Bruno Bettelheim).
     ■ A professora Vera Lúcia dos Santos, classificou os jogos infantis, da seguinte forma:
        - Jogos do tipo liquidação (superação de situações desagradáveis).

► O desenvolvimento Infantil e os Jogos
     ■ Em cada momento do processo de desenvolvimento da criança, ela vai procurar instrumentos que sejam
        adequados a sua forma de construir e organizar o seu pensamento.
     ■ A maneira de brincar vai sempre evoluindo e a criança, via se adequando, de acordo com as características
        daquela fase.
     ■ Os jogos de exercícios são também chamados funcionais e tem início a partir dos 4 meses e é a primeira
        forma de brincadeira da criança.
     ■ Imitar é muito importante para o desenvolvimento infantil, pois ela irá assimilar o mundo a seu redor e
       desenvolver a sua capacidade de expressão. Quando muito pequenas, elas só imitam quando tem um
       modelo presente, porque elas não são capazes de imaginar alguma coisa.
     Jogos de manipulação são aqueles que a criança vai ter prazer com as sensações táteis.
     Jogos de construção são aqueles que a criança vai trabalhar com a ordenação de objetos.
     ■ Os jogos simbólicos ou faz-de-conta, são aqueles que são criados, imaginados, pela própria criança Ex.:
        brincando de médico; mamãe e filhinho.
     ■ Quando ela passa a imitar a si mesma, é o início dos jogos simbólicos.
     ■ Quando ela ainda não consegue fazer o que o adulto faz, é chamado de compensação.
     ■ Quando a criança dá seu significado a um objeto real, é chamado de transposição. Ex.: fingir que o cabo de
        vassoura é um cavalo. 
     ■ Dos 4 aos 7 anos, a criança vai ter a tendência de querer, cada vez mais, se aproximar do real.
     ■ Segundo a professora Vera Lúcia dos Santos, existem 3 características durante a fase do jogo simbólico:
        1. Forte tendência à ordenação.
        2. Evidencia-se a intenção do realismo.
        3. Maior diferenciação de papéis.

► Jogos com regras
     ■ À medida que as crianças crescem vai, também, se intensificando o seu processo de socialização e os
        jogos com regras, aparecem, normalmente, nessa época, porque a criança vai ter que trabalhar no
       sistema de cooperação com seus colegas, as regras vão ter que ser definidas pelo grupo.
     ■ Os jogos com regras se desenvolvem, normalmente, a partir de brincadeiras e de jogos simbólicos.
     ■ Existe uma integração entre os jogos com regras e os jogos simbólicos.

► O papel do professor
     ■ O professor deve incluir os jogos e brincadeiras em seu planejamento ou, fazer para te do dia-a-dia da
        creche ou da pré-escola.
     ■ O jogo infantil não precisa, necessariamente, ser espontâneo, precisa partir da criança, das suas idéias e
        dos seus desejos.
     ■ Aquele que é trazido pelo professor e também jogo e brincadeira porque, o que caracteriza o jogo é a
        liberdade que a criança vai ter de ação e de idéias.
     ■ O professor deve saber que a criança, é um ser ativo e criador e, portanto, deve procurar atividades que
        tenham significados para aquelas crianças, que são seus alunos.
     ■ O professor po9de ser o juiz das brincadeiras, tentando manter as regras, pois, sua observação,
        participação e intervenção são muito importantes nos jogos e brincadeiras.
    ■ A professora Vera Lucia dos Santos, destaca 3 funções importantes no papel do professor:
       1. Observador: evitar intervir na brincadeira.
       2. Catalisador: perceber o que as crianças estão necessitando e proporcionar para que aquela atividade seja
           enriquecida.
       3. Participante ativo: intervir como mediador, ou até mesmo, brincando com as crianças.
    
  Cultura da Infância
Aula 14 – A Disciplina na Educação Infantil

Resumo elaborado por Nanci Fachini

Além das brigas que acontecem com freqüência, existem também reclamações por parte das crianças.
Para trabalhar a disciplina com crianças pequenas, precisa-se pensar em alguns aspectos:
    ■ Idade; Capacidades e Organização de atividades.
► Regras de convivência
    ■ Normas de convivência.
    ■ Hábitos de higiene.
    ■ Organização.
    ■ As crianças vão perceber que as regras vão ajudá-la, a saber, os direitos e deveres de cada um e, que não
       é apenas uma proibição.
    ■ Trabalhar regras com as crianças é um exercício longo e, que exige constância, paciência e firmeza.
    ■ O respeito entre o professor e os alunos é indispensável.
    ■ A escola também pode contribuir muito na formação das crianças, enquanto cidadãos educados,
       responsáveis e críticos.
    ■ Cada professor, com a turma estabelecida, é que deverá definir as regras da sua convivência.
► Os limites
    ■ Quando é preciso colocar limites para as crianças?
    ■ Muitos pais e professores se sentem inseguros ao estabelecer limites, ao definir se eles devem seguir uma
       disciplina rígida ou sem limites.
    ■ Não existe uma regra definida, mas é muito importante no estabelecimento de limites nos termos: bom
       senso, clareza, firmeza, equilíbrio.
    ■ Limites são situações ou opiniões que nos mostram o que pode e o que não pode ser feito, em
       determinados momentos.
    ■ É comum professores estabelecerem limites com mais facilidade que os pais.
    ■ Os limites são fundamentais para todas as crianças, embora eles devam ser apresentados de forma
       adequada para cada criança.
► Autonomia e Liberdade
    ■ Segundo Constance Kamii, a essência da autonomia é que as crianças se tornem aptas a decidirem por si
       próprias.
    ■ Autonomia não significa liberdade total e sim, que a criança vai levar em conta, fatores relevantes, para
       decidir e agir de forma que seja o melhor para todos.
    ■ A criança não vai ter trânsito livre em todos os espaços da creche, é preciso que ela aprenda os limites da
       instituição porque só assim, ela terá uma liberdade responsável.
► Castigos e Recompensas
    ■ Existe uma diferença muito grande entre a colocação de limites e os castigos.
    ■ Não há necessidade de punirmos as crianças, existem outras maneiras delas aprenderem que estão
       fazendo alguma coisa errada, e de como devem agir e corrigir os seus erros.
    ■ Sanção por reciprocidade, é quando a criança compreende o que fez de errado e o que isso vai afetá-la.
    ■ As recompensas não devem ser utilizadas. A criança não precisa ser recompensada por aquilo que ela fez.
    Escola de Summerhill, Inglaterra, fundada por Alexander Sutherland NEILL (1888-1973)
        - Educador que ensinava apenas uma coisa: Ser sem interferir nos direitos dos outros. Sua ação se
          baseava no amor incondicional.
        - A escola trabalhava com a questão da disciplina e liberdade de uma forma diferente.
        - Para ela, as crianças não deveriam se adaptar a escola e sim, a escola se adaptar as crianças.
        - As crianças tinham uma liberdade quase que total.
        - A escola renunciou totalmente a disciplina, a direção, a sugestão, ao treinamento moral e a instrução
          religiosa.
        - As crianças moravam na escola, só vão para casa nas férias.
        - As aulas eram opcionais, ou seja, cada criança ia se quisesse ou não para a aula.
        - Existia sim um horário, mas é só para os professores.
        - O ensino não era prioritário, o que valia é o desenvolvimento da personalidade e do caráter.
        - Todo sábado à noite, existia uma assembléia geral da escola, onde se discute todas as regras de
           convivência da escola. Todos votavam e o voto de uma criança de 5 anos valia o mesmo que dos
           professores.
  - Summerhill hoje não mudou fundamentalmente desde seu primeiro início. Ela tem até o presente seguido
    por setenta e cinco anos. Seu sucesso em prover um feliz desenvolvimento para as crianças, e em produzir
    homens e mulheres felizes e equilibrados, permanece como uma contínua prova da noção de Neill que "A
    ausência do medo é a melhor coisa que pode acontecer a uma criança."


Cultura da Infância
Aula 15 – As políticas de Formação do Professor de Educação Infantil

Resumo elaborado por Nanci Fachini

Professor ou Educador?
     ■ O professor já tem uma história de lutas e se ele não fosse integrado a Educação Infantil, ele perderia todas
         essas conquistas e o educador, ainda não é uma categoria profissional.

► A situação da formação dos professores no Brasil
     ■ Ainda não temos dados completos e atuais sobre a formação dos profissionais que trabalham com crianças
       pequenas.
     ■ Em 1998, foi publicado um texto chamado “A situação da Educação Infantil no Brasil”. Alguns dados nos
        mostram que a maioria dos professores ainda não tem sequer o 1º graus completo. Eles trabalham sobre
        condições precárias e os seus salários são ainda muito baixos. Esses dados ainda mostram que 35%
        desses profissionais, que trabalham com a creche e a pré-escola, só tem o 1º grau incompleto.
     ■ Nesse texto podemos encontrar a seguinte tabela:
        Educação Pré-escolar funções docentes por grau de formação no Brasil (1996)
        1º grau incompleto     1º grau completo             2º grau          3º grau       TOTAL
         16.198                        19.069                            144.189         40.061        219.517
          7,38%                         8,69%                            65,68%          18,25%       100% 

► A LDB e a formação de professores da Educação Infantil
     ■ Título VI, art. 62:
         “A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de
          licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como
          formação mínima para o exercício do magistério na Educação Infantil e nas quatro primeiras séries do
          ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal”.
     ■ Título IX, art. 87, parágrafo 4º:
         “Até o fim da década da Educação, somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou
          formados por treinamento em serviço”.

► As ações do MEC para a formação de professores.
     ■ Em 1994 o MEC, publicou um documento chamado “Política de Educação Infantil”. Esse documento
        apresenta as diretrizes gerais que vão orientar as ações da Educação Infantil. Essas diretrizes estão
        organizadas em 2 aspectos:
1.     Diretrizes pedagógicas.
2.     Diretrizes de Recursos Humanos.
- Educar e cuidar.
- valorização dos professores.
- formação, especialização e atualização.
- conteúdos específicos da Educação Infantil devem ser orientados pelas Diretrizes da Educação
  Infantil.
- prazo máximo para qualificação de 8 anos.
■ Hoje está muito pior, houve um grande retrocesso em relação à Educação Infantil, como por ex.: a tentativa
   de um prefeito de uma capital, em querer privatizar as nossas creches públicas.
■ O MEC em 1994, organizou um encontro técnico em Brasília, onde se discutiu as políticas de formação
   para o professor de Educação Infantil. Desse encontro, resultou um documento muito importante chamado
   “Por uma política de formação profissional da Educação Infantil”.
    “(...) uma das ações prioritárias explicitadas na política de Educação Infantil é a promoção da formação e
     valorização dos profissionais da área, o que exige acordos e compromissos entre as instâncias que
     prestam esse serviço, as agências formadoras e as representações desses profissionais. Ao MEC cabe o
     papel de articulação e coordenação além do apoio técnico e financeiro a ações desenvolvidas nessa
     direção”.
 ■ Documento escrito pelo MEC e divulgado em 1996 “Propostas Pedagógicas e Currículo em Educação
    Infantil”.
    - Foram discutidas e analisadas propostas pedagógicas em diferentes regiões do Brasil e chegaram à conclusão
      que a maioria das propostas, pedagógicas, e curriculares, não explicitavam uma política articulada de
      recursos humanos e perceberam que a grande maioria desses profissionais, ainda trabalhava em
      condições precárias, salários baixos e principalmente eles ainda não tinham o plano de salário para
      todos.
 ■ Nesse documento existe um capítulo chamado: Conclusões e Recomendações, que se refere à existência
    de alguns entreves e dificuldades, quando se fala da formação dos professores:
     - a mobilidade e rotatividade dos professores que atuam na área.
     - a não definição de responsabilidade na formulação e na implementação de uma política de recursos
        humanos.
     - a inexistência de especificidade, nos concursos públicos, no que concerne à Educação Infantil.
 ■ Em 1997 o MEC lançou mais um documento chamado “Referencial Pedagógico-curricular para a
    formação de professores da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental”. Esse documento
    foi dividido em 4 partes:
1.     Análise da situação atual da formação de professores.
2.     Repensar a formação de professores.
3.     Delineamentos de uma proposta de referencial pedagógico-curricular para a formação inicial de professores.
 ■ E, finalmente, o último documento que o MEC publicou foi em 1998 que é o “Referencial Curricular
    Nacional de Educação Infantil”.
    - No Referencial existem apenas duas páginas que vão falar sobre o professor e seu perfil profissional


Cultura da Infância
Aula 16 – A Formação do Professor

Resumo elaborado por Nanci Fachini
Formação Inicial.
► Formação de serviço.
► Perfil do professor.

     ■ A arte de formar-se (Libâneo).
        - Libâneo trás a idéia de que existe um molde já pronto.
        - A proposta de Libâneo é baseada nos 4 pilares escrito por J. Delors, a pedido da UNESCO, que são eles:
          1. Aprender a conhecer e a pensar.
              ▪ Através da cultura da informação;
              ▪ Aprender a relacionar e a contextualizar.
              ▪ Aprender a conhecer é a pessoa ser considerada uma ilha no meio de um arquipélago, quanto mais
                 pontes ela construir, para ter acesso a outras ilhas, maior será o seu conhecimento.
              ▪ Reconhecimento de si nas obras literárias.
              ▪ A lição das coisas e dos objetos.
              ▪ Aprender a analisar (inteligência analítica) e sintetizar (inteligência sintética).
              ▪ Mundo de incertezas.
              ▪ A superação do dogmatismo.
           2. Aprender a fazer
     ▪ A perspectiva ética.
     ▪ Duplo aprendizado de uma técnica, relação mútua entre aprender a fazer e aprender a conhecer.
     ▪ Estratégia e reflexibilidade.
     ▪ Aprender o feito e aprender a fazer (Edgar Loran)
 3. Aprender a viver junto
   Aprender a ser tolerante (nível das idéias e nível das práticas).
   A ameaça do individualismo.
   Comunitarismo de evento e grupo afins.
   ▪ A descoberta do valor de si e dos outros.
   ▪ Sociedade da informação e trabalho em equipe.
   ▪ Experiências de convívio.
4. Aprender a ser
   Unilateralismmo da cultura ocidental.
   Desenvolvimento integral da pessoa humana.
   Dimensão geracional.
   ▪ A dialética do ser e ter.
   ▪ O ocultamento de si.
   ▪ Enfrentamento da mídia e da cultura moderna.
   ▪ O mundo dos sentidos.
   ▪ A dimensão da beleza.
   ▪ A dimensão da verdade.
   ▪ a dimensão do bem.


Cultura da Infância
Aula 17 – A Participação da Família

Resumo elaborado por Nanci Fachini

► A participação dos pais é, fundamental para o desenvolvimento das crianças.

O relacionamento entre adultos que compartilham a Educação da criança
     ■ Surgimento de dificuldades e conflitos.
     ■ Recriminação.
     ■ Reclamações dos professores
        - os pais não respeitam as regras da creche.
     ■ Relacionamento entre pais e professores, envolve uma série de sentimentos característicos, tais como:
        - medo de julgamentos.
        - sentimento de culpa dos pais.
        - sentimento de superioridade dos professores.
        - disputa entre professores e pais, para saber quem conhece melhor a criança.
        - é importante que o professor faça essa integração entre a família e a escola.
      ■ Alguns motivos para compartilhar a educação, segundo as educadoras: Bassedas, Huguet e Sole:
        - conhecer a criança (progressivo e mútuo).
        - estabelecer critérios educativos comuns.
        - estabelecer estratégias para facilitar o desenvolvimento da criança (confiabilidade).
        - oferecer modelos de intervenção e relação com as crianças.
        - ajudar a conhecer a função educativa da creche.

► Formas de trabalho da creche com a família
     Formas individuais de trabalho da creche com os pais
         - A entrevista antes da inserção da criança (acolhimento dos pais).
         - os contatos informais e cotidianos.
         - as entrevistas solicitadas.
         - Aspectos que deve estar presentes na preparação da entrevista, segundo as educadoras, Bassedas,
           Huguet e Sole:
1.     Porque é preciso fazer a entrevista?
- Tem que haver clareza do motivo para a entrevista.
2.     Quem se convoca?
- Vai se chamar o pai ou a mãe? Ou é importante a presença dos dias?
3.     O que será feito? Quanto tempo deve durar?
- Deve ter clareza o que se vai colocar para os pais, ou seja, deve haver um planejamento.
4.     Onde fazer a entrevista?
- O local é muito importante, de acordo com o assunto.
5.     Ambientação e clima da entrevista.
- Sugestão de roteiro para entrevista, alguns itens a serem alcançados:
1. Obter um bom nível de comunicação.
2. Ver a ligação que a criança estabelece entre a sua casa e a creche.
3. Aprofundar determinados aspectos do desenvolvimento e da aprendizagem da criança.
4. Chegar a acordos concretos.
- Reuniões com os pais
   ▪ Podem ocorrer com todos os pais da creche ou com os pais de uma determinada turma.
▪ Elas podem ser dirigidas por um profissional da creche (diretor, coordenador, professor) ou pode ser
  através de um profissional de fora (convidado).
Outras formas de participação dos pais
    - Representação dos pais nos Conselhos ou Associações.
    - Exposições, murais ou outros métodos visuais.
    - cadernetas ou agendas.
    - integração dos conhecimentos dos pais nos projetos e trabalhos, desenvolvidos com as crianças, na
      creche.
    - Festas (bingos, bazar) e passeios (visitas, viagens).
  
 
Cultura da Infância
Aula 18 – A Gestão Social
Resumo elaborado por Nanci Fachini

► O que é Gestão Social?
     ■ A palavra gestão significa: gerências, administração, estão estudando administração social.
     O que é administração social?
         ▪ É quando um grupo de pessoas que assumem a condução do serviço de uma determinada instituição. No
           caso específico, das creches e pré-escolas e relativo à participação dos pais, dos profissionais e da
           comunidade.
     ■ A participação dos pais no trabalho da creche, ajuda, auxilia, faz para, numa gestão social.
     ■ Esse grupo composto de crianças, famílias e educadores é inseparável nas suas relações, de tal forma,
           que o bem estar de um ou o desconforto, vai acabar afetando o bem estar e desconforto do outro. 
     ■ Esses 3 componentes: crianças, famílias educadores, eles estão inseridos num contexto maior que é a
           sociedade e que, portanto, pode ser considerado o 4º componente.
     ■ A creche, portanto, não pode ser vista como uma instituição separada, isolada, mas sim, como uma
        Instituição, que está em constante interação com a realidade econômica e social.
     ■ Desenvolver um trabalho de gestão social, trata-se de uma proposta, concepção de prática educacional.
     ■ É um valor ético que vai permear todas as experiências educativas das crianças, é uma forma de trabalho
        participativo.
     ■ As lutas que algumas pessoas fazem para reivindicar os seus direitos, são grande percussoras das
        gestões sociais.
     ■ Não adianta a prefeitura construir uma creche e equipa-la adequadamente, se ela não tiver relação com as
        necessidades daquela comunidade.
     Porque é difícil administrar uma creche de forma participativa?
         ▪ Uma das razões é a falta de consciência por parte dos educadores e dos pais da importância e do valor
           da gestão social.
         ▪ Muitos pais de nível sócio econômico mais baixo, se sentem sem capacidade, para poder trabalhar junto,
           na gestão.
         ▪ Por outro lado, os pais que tem uma condição de vida melhor, costumam dizer que, não tem tempo para
           isso e que vai ser mias uma tarefa que eles terão que cumprir.
         ▪ Os profissionais           que trabalham nas creches e pré-escolas, também encontram uma grande dificuldade de
           relacionamento, eles não sabem com trabalhar de forma democrática.
         ▪ Trabalhar em grupo não é fácil, porém, é muito mais enriquecedor.
         Problemas iniciais identificados:
            - havia dificuldades nas atividades realizadas pelos pais.
            - os pais, não queriam se limitar a dar aval às decisões que haviam sido tomadas por outras pessoas.
            - eles reivindicavam um envolvimento na gestão, de forma mais direta e participativa.
      Como trabalhar a questão social?
         Não existe uma resposta única, cada situação, cada circunstância, vai exigir diferentes propostas.
      Experiência da creche Arcobeno, Itália: Conselho de Gestão. Dados apresentados por Sérgio Spaggiari –
         diretor do Departamento de Educação Infantil de Reggio Emilia (está no DVD).
      ■ Experiência da Rede de pré-escolas da Cidade de Modena, Itália.
         ▪ Livro: Qualidade em Educação Infantil - Miguel A. Zabalza – cap. 5.
            - Apresenta 3 finalidades básicas no modelo das pré-escolas municipais de Modena:
              1. Uma pré-escola para a criança.
              2. Uma pré-escola das experiências e dos conhecimentos.
              3. Uma pré-escola baseada na participação e integrada com a cidade, tendo 2 aspectos importantes:
                   - gestão social.
                   - recursos educativos.

► A renovação das modalidades de participação e de gestão social
     ■ Essas novas modalidades devem fazer parte de uma reflexão mais ampla, mais complexa, em que vai
        haver uma integração entre as políticas de infância, e as diferentes formas de administrar e organizar as
        pré-escolas.

► Diretrizes para a superação das dificuldades com pais e mães
     ■ Conseguir fazer com a participação das famílias fossem realmente significativa e os pais, se sentissem
         importantes, nesse processo.
     ■ Garantir instrumentos necessários para uma adequada participação.
     ■ Fazer com que essa participação dos pais, fosse o máximo possível, efetiva.
     ■ Devia-se prestar mais atenção ao número de participantes e a sua motivação (grupo mais restrito).

► Aspectos organizacionais e estruturais da gestão social (quadro no DVD).
     ■ Projeto “A cidade das crianças”. (imagens no DVD).
     ■ Projetos que buscam o aperfeiçoamento dos serviços para a infância, são compostos de várias propostas:
        1. Reforço e aperfeiçoamento das creches e pré-escolas.
        2. Continuidade vertical e horizontal.
        3. Aperfeiçoamento da gestão social.
        4. Realização de planos de formação permanente dos professores.
        5. Projetos especiais.
    ■ Projetos que se referem à cidade como uma aula didática e laboratório educativo:
       1. Centro de documentação educativa (biblioteca, oficinas).
       2. Propostas de itinerários didáticos.
       3. Iniciativas diversas de atualização.
    ■ Projetos referentes ao planejamento dos espaços da cidade:
       1. Qualidade no planejamento urbano.
       2. cultura e memória da cidade.
       3. redes de serviços.
       4. ambiente saudável, trabalhando as diferenças.
       5. comissão dos espaços.


Cultura da Infância
Aula 19 – Educação das Crianças com Necessidades Especiais

Resumo elaborado por Nanci Fachini

Até pouco tempo, essa crianças eram chamadas de deficientes e eles, eram atendidas em salas ou escolas,
     separadas.
Hoje, já não se aceita mais, essa nomenclatura, essas crianças agora são chamada de: portadoras de
     necessidades especiais.
A LDB, no seu art. 58, diz que a educação dessas crianças deve ocorrer, preferencialmente, na rede regular
     de ensino.
     ■ O que realmente precisa é:
         - política efetiva.
         - bom sendo.
     ■ Devemos ter a consciência que, essas crianças têm os mesmos direitos que as outras e receber educação
        que seja capaz de suas necessidades básicas e essenciais, de seu processo de desenvolvimento e de
        aprendizagem.

Uma proposta de inclusão
     ■ necessidade de um projeto didático.
     Necessidade de uma dupla reestruturação:
        - reestruturação organizativo-estrutural.
        - reestruturação pedagógico-didática.
          ▪ trabalho em equipe.
          ▪ alto nível de profissionalismo.
          ▪ disponibilidade e competência do pessoal não docente e auxiliar.
          ▪ colaboração com as famílias.
          ▪ colaboração com as outras instituições.
    ■ Integração da equipe
       - Todos os profissionais envolvidos, devem prestar a máxima atenção nos seguintes aspectos:
          ▪ aspectos estruturais (conhecer a origem da lesão).
          ▪ aspectos reabilitativos.
          ▪ aspectos relacionais.
          ▪ aspectos cognitivos (nível de competências das crianças).
    Algumas dificuldades
       - A criança com necessidades especiais é, frequentemente, é percebida, pela turma, como uma criança
         passiva ou que perturba e com isso, acaba sendo rejeitada.
       - o professor vai ser o responsável por fazer a valorização dessas diferenças.

► Documento editado pelo MEC em 2001.
    ■ “Estratégias e Orientação para a Educação de Crianças com Necessidades Educacionais Especiais”.
        Capítulo 1 – Introdução.
        Capítulo 2 – Fundamentação Teórica.
        Capítulo 3 – Fundamentação Legal.
        Capítulo 4 – Princípios (9).
        Capítulo 5 – A Educação Especial no Âmbito da Educação Infantil
                            - Orientações gerais para creche e pré-escolas.
                            - Orientações e redirecionamento dos “Programas de Atendimento Especializado e Apoio às
                              “Necessidades de Educação Especiais”.
                               ▪ São destacados alguns aspectos:
1.     conceituação e objetivo.
2.     planejamento e organização dos programas de atendimento especializado.
3.     locais de atendimento.
4.     avaliação e atendimento.
5.     recursos humanos.
6.     conteúdos curriculares.
7.     recursos materiais.
Capítulo 6 – Interface das áreas de educação, saúde e assistência social.
RECOMENDAÇÕES GERAIS


Cultura da Infância
Aula 20 – Transformação da Prática Pedagógica

Resumo elaborado por Nanci Fachini
Questões fundamentais na Educação Infantil

      Indissociabilidade do educar e do cuidar.
      Organização do espaço físico.
         - organização do espaço externo.
         - estruturação da sala de aula.
         - decoração dos ambientes.
         - questões das janelas.

      A função do professor
         - saber ouvir e observar seus alunos, para então depois, organizar as atividades que ele vai oferecer.
- planejar.
- desenvolver a autonomia dos alunos.
- compreensão do papel da família.
- formação do professor.
- aprender a questionar.
- estar sempre problematizando.

■ Necessidades de se ter muito mais
   - correr riscos por aquilo que acreditamos.
   - as ilegalidades devem ser denunciadas.
   - formação de grupos de apoio.

Movimento Interfóruns de Educação Infantil no Brasil (MIEIB).
   - “Não devemos desistir”

Um comentário :

  1. Gostei muito desse material. Tudo que eu precisava para estudar, vcs estão de parabéns.

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