quarta-feira, abril 11, 2012

Colaboração da Amiga Marga

Modulo 10 - Atenção à Saúde Infantil
 
 
People,
 
Achei interessante essa matéria sobre controle do esfíncter na qual há questões ligadas ao assunto no mód. 10 - Atenção à saúde infantil.
 
Considerando nossas regras sociais, é necessário um processo de educação do controlar do xixi e do cocô, isto é, ela precisa aprender a fazer suas necessidades no lugar certo, sem se juntar. É importante fazer com que esse processo ocorra de forma tranqüila para criança, senão, ela poderá sofrer com isso e apresentar outros tipos de problemas no decorrer do tempo.

Durante o tempo em que está aprendendo a controlar os esfíncteres, a criança está construindo sua auto-estima, desenvolvendo uma boa relação com o seu corpo e, conseqüentemente, consigo mesma.

Sendo assim, qual a melhor época para se iniciar a educação do controle do xixi e cocô? Mais importante do que a idade da criança, são as capacidades que ela precisa desenvolver para iniciar esse processo.

Essas capacidades são:

* Percebe sua necessidade de fazer xixi e cocô e saber comunicá – la ao adulto;
* Conseguir adiar essa necessidade, mesmo que por poucos instantes;
* Controlar a musculatura do intestino e da bexiga;
* Entender o que o adulto quer ao conduzí-la ao banheiro e oferecer-lhe o penico;
* Conseguir manter-se sentada no penico sem a ajuda do adulto.

Em geral, a criança adquire essas capacidades por volta dos dois anos de vida. Deve-se levar em conta que essa é uma idade média, visto que algumas crianças demoram mais, outras menos, até conseguir  esse controle.

Qual a melhor forma de conduzir a educação do controle do xixi e do cocô?
Essa educação pode durar semanas ou até meses.

No início, quando percebemos que as crianças estão fazendo xixi e cocô, devemos nomear o ato com expressões simples. Afinal, as crianças estão também aprendendo a falar e a reconhecer as coisas através da fala. Assim, elas poderão utilizar mais tarde as expressões dos adultos para reconhecer e demonstrar sua necessidade de ir ao banheiro.

Pode ser que, antes disso, a criança só consiga avisar o adulto depois que a coisa já está feita, nas calças mesmo. Então, passa a chamar a atenção para dizer que está com vontade de fazer xixi ou cocô. Mas é importante notar que, se ela chama a atenção do adulto, é porque percebe que essas coisas são do interesse dele. Ou então, passaram a fazer parte do interesse também, para não se sentir desconfortável.

Quando a criança tem o penico ao seu alcance, ela costuma ensaiar algumas brincadeiras, sem fazer uma associação clara entre penico-xixi-cocô e as brincadeiras que pode criar. Ela pode, por exemplo, colocar o penico na cabeça e fazer de conta que é um chapéu. Posteriormente, com a ajuda e o incentivo do adulto e também através da imitação de outras crianças, ela passa a deixar no penico suas fezes ou urina. Quando isso acontece, é visível a reação de satisfação da criança, ao ver seu produto e perceber que com ele agrada àqueles de quem mais gosta!

Mas ela pode fracassar, mesmo que queira fazer direito, pois isso depende de uma aprendizagem que leva um certo tempo. Aos poucos os sucessos tornam-se mais freqüentes que os fracassos. Para que isso aconteça, a compreensão do adulto, quando ela não consegue se controlar, é fundamental.

Além de aprender a controlar o próprio organismo, a criança tem que aprender hábitos de higiene relacionados com o “fazer xixi” e “fazer cocô”. Ela precisará entender por que o xixi e o cocô são jogados fora, por que ele deve se limpara, por que não dá pra ficar com a roupa suja etc. Na primeira semana de uso do penico, é normal a criança não querer jogar o xixi e o cocô no vaso sanitário ou sentar no penico, ou mesmo tirar a fralda. Além disso, como também é próprio dessa faixa etária, o adulto provavelmente ouvirá várias vezes “não” diante da proposta de utilizar o penico. Muitas vezes ela só responde assim para afirmar sua autonomia, contrapondo-se ao adulto.

Na creche, os adultos podem usar alguns recursos para ajudar no processo de controle dos esfíncteres:

•planejar a rotina da turma e estabelecer a melhor época para iniciar o processo com todas as crianças ao mesmo tempo, mesmo que algumas estejam mais adiantadas do que as outras;
•informar as famílias sobre a época em que se iniciará a educação do controle dos esfíncteres e solicitar a sua colaboração com ações complementares em casa;
•colocar algumas crianças ao mesmo tempo sentadas em rodas nos peniquinhos de forma que fiquem, umas em frente às outras, favorecendo a imitação;
•oferecer brinquedos, livrinhos ou sucatas às crianças para que permaneçam sentadas no penico, tendo, assim, tempo de fazer xixi e cocô. Esse tempo varia de criança para criança, e é interessante que levemos em conta o ritmo de cada uma nesse processo, mas em geral não leva mais que 10 ou 15 minutos;
•ao vestir as crianças, procurar deixa-las sem fraldas, principalmente no verão, para que possam rapidamente que começaram a urinar ou defecar e consigam tirar a roupa com facilidade para sentar-se no penico. Por isso, o verão é uma boa época para iniciar o processo de educação do controle de esfíncteres;
•manter alguns penicos ao alcance das crianças, sempre no mesmo lugar, para que possam chegar a eles rapidamente.
O uso do vaso sanitário durante esse processo deve ser especialmente trabalhado, pois algumas crianças aceitam seu uso com tranqüilidade, mas outras assustam-se, seja com o barulho da descarga, seja com o fato de suas produções sumirem com a descarga é acionada. Vale a pena tentar tranqüiliza-las e aos poucos fazer com que se acostumam com o aparelho.

É importante, também, ficar atento a possíveis necessidades da criança em observar sua urina ou fezes no vaso sanitário, especialmente quando vai se dar descarga, pois para ela o fato de suas produções simplesmente desaparecerem é um mistério; em alguns casos, é até motivo de preocupação. Por vezes, realizar rituais como, dar tchauzinho para o xixi ou o cocô podem ser ações muito bem-vindas.

O fato de a criança manifestar alguma dificuldade num dia pode ser uma coisa passageira. Os adultos não devem expressar preocupação. Somente se a dificuldade persistir por muitas semanas, será necessário investigar melhor o que está acontecendo ou procurar ajuda de alguém mais especializado, se for preciso. Se nessa fase aparecerem tensões e ansiedades maiores na criança, convém que o adulto suspenda temporariamente esse processo educativo.

Desaparecendo tais alterações, a educação pode ser retomada dentro de algumas semanas de forma menos tensa, mais lenta e tranqüilizadora. É importante que o adulto evite gerar tensões, pois isso só tornará a tarefa mais difícil tanto para ele quanto para a criança.

Penico ou vaso sanitário?
Num primeiro momento, é mais fácil para a criança aceitar o penico que o vaso sanitário.
O penico deve ter um formato que possibilite à criança sentir-se estável; ela precisa apoiar os pés no chão para sentir maior segurança. Aos poucos, aprenderá a retirar a roupa, pegar o penico e usá-lo de forma independente.

É necessária uma boa desinfecção a cada vez que o penico for utilizado, principalmente quando é de uso coletivo, como em creches. Esta é uma das principais formas de evitar a transmissão de doenças. O adulto deve lavar muito bem as mãos, entre o auxílio de uma criança e outra e, além disso, levar a criança a lavar também. Dessa forma, evita tanto a sua própria contaminação quanto a das crianças.

Enfim, a educação do controle do xixi e do cocô e a aquisição de hábitos de higiene são de interesse das crianças, dos adultos e da sociedade como um todo. Nesse período, faz-se necessário o acompanhamento dessa atividade, de forma tranqüila, pelos pais e educadores. Nessa tarefa, a integração família-creche, para compartilhar ações e promover um bom desenvolvimento da criança, é fundamental.


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Margareth Reboledo
http://lattes.cnpq.br/1339622364962358

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