sábado, agosto 25, 2012

Valores [Retirado da Internet]


REVITALIZAR VALORES MAIS ALTOS QUE NÃO UNICAMENTE O DESEJO DE TER, TER E TER SEMPRE E SEMPRE MAIS AS COISAS.

Enfim, combater a alienação que os impede de ver a realidade que os cerca.
Outra coisa que podemos fazer é não aceitar as chantagens que eles nos fazem. Ah, e como fazem bem!... “Todo mundo vai”; “Só você que não deixa!”; “Até o pai da fulana comprou.” Essas e outras afirmativas povoam a nossa vida. Só que você adulto, responsável e seguro do que deseja transmitir, não se deixará levar por este tipo de coisa. A não ser que não esteja realmente seguro ou esteja competindo com outros pais, e não educando seus filhos segundo seus próprios critérios.
Existem também diferenças individuais. O que significa “dar todo o conforto”, “toda~ a atenção” ? Justamente pelas diferenças entre os indivíduos, o que é o máximo de carinho que uma pessoa pode dar pode ser muito pouco para a que recebe, e para outra excessivo e até “meloso
Também nesse aspecto é muito pouco o que pode ser feito. Jamais teremos um filho igual ao outro. Os meus dois, por exemplo, são como água e vinho. Portanto, cada um me vê e ao meu marido de formas distintas. Eu mesma os vejo de forma diversa da que eles se vêem e da que meu marido os vê.
A que chegamos então? Cruzamos os braços? Não. Evidentemente, o que foi colocado aqui tem a grande valia de tranqüilizar os pais sobre as diferentes reações dos filhos em relação aos fatos da vida diária.
Assim, mais tranqüilos, podemos falar sobre o papel da educação. E esse o espaço de que dispomos para agir.
A forma pela qual vivemos as relações dentro da nossa casa vai influenciar, inegavelmente, nossos filhos. Grandes educadores comprovaram em seus estudos: John Dewey, Maria Montessori, Jean Piaget, Vigotsky, ainda que de formas diversas, ao elaborarem suas teorias, consideraram o poder do eio, o qual, evidentemente, pode auxiliar ou comprometer o desenvolvimento do indivíduo. Se não acreditássemos que a
educação tem algum poder, o que estaríamos fazendo, nós, educadores, nas
escolas 2
A herança genética, a personalidade são fatores determinantes no comportamento, sim. Mas a ação do meio pesa, alterando a relação das forças.
Se a família estiver alicerçada em alguns princípios educacionais, se os pais estiverem realmente imbuídos da importância da transmissão de valores aos filhos, se tiverem um mínimo de segurança e de clareza de objetivos, excelente! Porque, sem dúvida, seus filhos se espelharão em seus exemplos, em suas atitudes e forma de encarar a vida.
Partindo, pois, dos pressupostos acima, o que podem os pais fazer para que os filhos não se sintam insatisfeitos, excluindo a parte que reflete as características individuais e a percepção pessoal que citamos 2
A meu ver, devemos preservar para nossos filhos alguns sonhos e desejos. As classes média e alta de tal forma “lambem”, mimam seus filhotes, de tal forma se antecipam em “dar tudo aos filhos” que , muitas vezes, eles não conseguem ter a oportunidade de sonhar, de desejar, e - mais importante - de lutar para conseguir o que almejam.
Na infância, cada merchandising que aparece na T.V. e que agrada aos pimpolhos é rapidamente transformado em realidade. Há pais que nem sequer esperam o aniversário, o Dia da Criança, ou o Natal. Todo dia é dia de fazer as vontades dos filhos. Não, não me considerem uma “bruxa”! Não desejo, nem preconizo que se deixe a criança passar necessidades. Nem físicas, nem materiais. Defendo sempre que se dê muito amor, muita atenção, tempo, comidinha gostosa, carinho, amizade, orientação, tudo enfim de que eles precisam. Mas defendo também que nós adultos tenhamos um pouquinho de equilíbrio quando interpretamos esse “tudo que ele precisam”. Será que eles precisam TER TUDO LOGO SEMPRE? Ou não será saudável deixá-los sonhando uns meses, enquanto não chega o aniversário, para, então sim, dar a bicicleta pedida?
Aos dez anos, a criança de classe média já está cansada de ir a restaurantes, parquinho de diversão, teatrinhos. Isso tudo para elas é “café pequeno”. Não as emociona mais. Então começam a querer outras coisas. E os pais começam a levá-las às discotecas. Morrendo de medo, porque pode ter rapazes mais velhos, drogas, ou sabe-se lá o quê mais... Não sabem dizer não. Abreviam a infância dos filhos, porque os vizinhos o fazem, os coleginhas da classe também, e porque já esgotaram tudo que podiam lhes dar.
Uma viagem à Disneyworld? Ah, já foram umas três vezes...A primeira, provavelmente, ainda bebê de colo (dormiu o tempo todo, no colo da mãe ou do papai). A segunda com idade apenas para considerar tudo aquilo um simples parque de diversões. A terceira, quando poderia realmente “curtir”, foi provavelmente sem os pais, em grupo de amigos, porque o prazer era, na verdade, “ir sem os pais, muito caretas, chatos, que não deixam fazer nada...”
Aos dezoito, o rapaz ganha seu primeiro carro. Muitos, aos dezesseis, já estão por aí dirigindo sem carteira, ilegalmente. Com o consentimento (e o orgulho) dos pais. Nas cidades do interior, essa prática é bastante comum.. Bem como bastante comum a morte por acidentes automobilísticos. Mas acontece também nas grandes cidades.
Alguns pais, orgulhosíssimos de suas crias, apressam-se a mostrar-lhes, bem sucedidos economicamente que são na vida, que “tudo um dia será seu, meu filho!” A fábrica, a loja, o apartamento...
E assim, aos poucos, ainda nem terminada a adolescência, muitos jovens estão enfastiados da vida. Não têm preocupações com o futuro. Sabem que o papai está aí.. .Não precisam lutar por nada. Tudo lhes foi oferecido em bandeja de prata. E rápido, rapidinho mesmo. Não deu nem para sonhar, para idealizar o objeto do desejo...
Com a vida toda resolvida, com uma bagagem de viagens e bens nas costas e o futuro financeiramente garantido, o jovem, o adolescente de repente percebe não ter pelo quê lutar. NÃO TEM O QUE DESEJAR, NEM PELO QUE SONHAR. E aí a insatisfação cresce. Muitas vezes começam a beber, para sentir alguma emoção nova. Depois são os tóxicos, enfim qualquer coisa que possa lhes fazer vibrar o coração, a pele, a alma.
Não quero estabelecer relação de causa e efeito, porque não acontece com todas as pessoas que têm muito, materialmente falando, e seria simplista atribuir problemas tão complexos a uma única causa. Mas acontece com bastante freqüência nos dias de hoje. Não seria bom repensar esse excesso de pressa que os pais vêm demonstrando ultimamente ? Pressa de dar coisas, MUITA PRESSA DE DAR COISAS MATERIAIS. Pouca paciência ou para ENSINAR A SER, A TER VALORES, A RESPEITAR O OUTRO. E, o que é pior, POUCA OU QUASE NENHUMA CORAGEM PARA SER DIFERENTE do vizinho, do amigo ou dos parentes. Se um mandou o filho à Europa, ele também o faz, “para não ficar para trás”. É a competitividade conduzindo nossas vidas.
São esses os valores que estão sendo passados como primordiais aos jovens da geração atual. E depois, quando eles abandonam os estudos, por exemplo, a primeira frase que se ouve é “Mas eu sempre dei tudo a ele”; “Sempre fiz tudo que ele queda”... Não terá sido esse o erro?
Na verdade, os sentimentos do outro são realmente DO OUTRO. Muito pouco podemos fazer para modificá-los. Então, o que os pais podem fazer é ter clareza do que pretendem com seus filhos. Para tanto, é preciso que se conscientizem de fatos básicos, que lhes penflitam uma reflexão crítica sobre como vêem desenvolvendo sua vida familiar, sobre quais são os sentimentos que vêm ditando suas atitudes.
Os pais, por terem abandonado um modelo antes de ter um outro, começaram a resolver grande parte de suas dúvidas e incertezas através das coisas materiais. Cada vez que se sentem culpados ou inseguros, se redimem, trazendo para seus filhos novos brinquedos, roupas, álbuns de figurinhas, revistinhas, fitas de videogames etc. E mais fácil, é cômodo e, à primeira vista, dá a impressão de que funciona. Realmente, naquele momento a criança fica feliz, encantada. Mas, aos poucos, vai aprendendo que o seu valor pessoal é muito pequeno. O seu e dos seus pais e irmãos também. O que vale são AS COISAS QUE TEM, AS QUE GANHA E, PRINCIPALMENTE, AS QUE AINDA NÃO TEM. Então, é um tal de pedir mais e mais, querer novos brinquedos, novas roupas, novas fitas... Porque na verdade não se satisfaz nunca a necessidade de atenção, de segurança, de conversa amistosa, de cumplicidade pai/filho, quando em seu lugar se colocam presentes e mais presentes, roupas e viagens e muito, muito dinheiro... Talvez aí esteja a chave da insatisfação que vemos na nova geração. Por mais que tenham e ganhem, parece que sempre lhes falta algo. Não será alguma coisa pela qual lutar?



Nota: Tania Zagury é Mestra em Educação pela UFRJ, Prof. Adjunto da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduada em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Autora dos livros “Sem padecer no paraíso”, editora Record, 1991 e “O adolescente por ele mesmo”, editora Record, 1996.

Um comentário:

  1. Bom dia!!
    Hoje, um domingo maravilhoso estou fazendo uma visitinha,para te desejar muita paz e muita luz Divina no teu caminho, na tua vida e de seus familiares e amigos.Como reflexão deixo esse pensamento ( Mensagem Angels) ,para que possamos refletir e tomarmos como lição de vida. Abraços fica na paz e no amor de Jesus.
    Andar com Fé
    Andar com fé é saber que cada dia é um recomeço. É saber que temos asas invisíveis e fazer pedido para as estrelas, voltando os olhos para o céu.
    Andar com fé é olhar sem termos as portas desconhecidas com a mão estendida para dar e receber.
    Andar com fé é usar a força e a coragem que habitam dentro de nós, quando tudo parece acabado.
    “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.”
    Tudo, menos o amor, pois este sempre viverá.
    Amiga! Tenho selinho de presente pra você, passe lá no blog, se gostar pode trazer para o seu. Bjuss

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