quarta-feira, agosto 11, 2010

Alfabetização e Letramento ***Resumo Aula 01***

Resumo realizado por vários alunos

O PROCESSO HISTÓRICO DO ENSINO E APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA.
 Alfabetização é o processo pelo qual se adquire o domínio de um código e das habilidades de utilizá-lo para ler e escrever, ou seja: o domínio da tecnologia – do conjunto de técnicas – para exercer a arte e ciência da escrita. Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-se Letramento que implica em habilidades, tais como: capacidade de ler ou escrever para atingir diferentes objetivos (In Ribeiro, 2003, p. 91).
Desenvolvimento histórico do processo de ensino e aprendizagem da Leitura e da escrita (práticas essenciais na escola moderna).
Em que momento começou o ensino da leitura e da escrita na educação? O que significa ler e escrever?
Há um momento histórico no processo pedagógico que coincide com a escola moderna (atual).

*Contexto Social da Modernidade*
Ascensão da Burguesia empreendedora como classe dominante; Devido também a expansão do comércio; Nova formação de trabalho (manufatureiro).
 JOÃO AMÓS COMÊNIO[1] – PAI DA PEDAGOGIA MODERNA: A obra mais importante de Comênio, Didactica Magna, marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente. A obra, à qual o autor se dedicou ao longo de sua vida, tinha grande ambição: “tudo para todos”. "Comênio chama sua didática de ‘magna’ porque ele não queria uma obra restrita, localizada", diz João Luiz Gasparin, professor do Departamento de Teoria e Prática da Educação da Universidade Estadual de Maringá. "Ela tinha de ser grande, como o mundo que estava sendo descoberto naquele momento, com a expansão do comércio e das navegações." No livro, o pensador realiza uma racionalização de todas as ações educativas, indo da teoria didática até as questões do cotidiano da sala de aula. A prática escolar, para ele, deveria imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam consideradas as possibilidades e os interesses da criança. O professor passaria a ser visto como um profissional, não um missionário, e seria bem remunerado por isso. E a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.
 O processo de expansão do comércio necessita de instrumentos de trabalho, trabalhadores, manufatureiros (substitui o artesão feudal)

Organização do trabalho pedagógico:
&              - Universalização da instrução( mudança de conceito: antes 1 mestre 1 aprendiz, agora 1 mestre vários aprendizes.)
&              - Superação do conhecimento aprofundado, pela instrução geral do cidadão comum (Ensinar tudo a todos).
&              - Simplificação do trabalho do professor pelo uso do instrumento do ensino: manual didático.
&              - Aprendizado simultâneo em classes heterogêneas em graus e atividades diferenciadas. Ensinar a todos!
[2] * O ensino coletivo e simultâneo ensinado com o apoio do livro didático 

Organização da produção manufatureira
Organização do trabalho pedagógico
Produção de Mercadorias para o comércio em expansão.
Universalização e instrução
Superação do conhecimento geral do artesão pelo conhecimento especializado do trabalhador manufatureiro
Superação do conhecimento aprofundado pela instrução geral do cidadão comum
Tarefas parceladas no processo coletivo de trabalho
Aprendizado simultâneo em classes heterogêneas em graus e atividades diferenciadas.
Simplificação do trabalho pelo uso do instrumento
Simplificação do trabalho pelo manual didático

O manual didático é a grande ferramenta da modernidade


                                                       Tradicional
Método                                         Letras, sílabas, palavras e frases
                                                      Também passou por mudanças até hoje.

CONTEXTO:
&              Escrita como meio privilegiado de comunicação à distância
&              Interdependência entre sujeitos de classes sociais, comunidades, religiões, países diversos.
Novas competências na escola:
Letramento: condição de cidadania, ampliar o acesso as informações para exercício consciente da vontade, inserção nas praticas sociais de leitura e escrita.

Objetivos do Letramento:
&              Produzir leitor/escritor competente.
&              Método – Domínio da textualidade e código.

ENSINO E APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA.


ENSINO TRADICIONAL
ENSINO TRANSFORMADOR
CONTEXTO
HISTÓRICO
Escrita como meio privilegiado de comunicação à distância
Interdependência entre sujeitos de classes sociais, comunidades, religiões, países diversos, produzindo novos processos e meios de comunicação instantânea.
OBJETIVO
Técnica de ler e escrever
Produzir leitor/escritor competente
MÉTODO
Cartilhas, letras, sílabas, e frases
Domínio da textualidade e do código. (o domínio da textualidade faz toda a diferença no processo de aprendizagem.


Texto e código = discurso real que se realiza entre os interlocutores.

Aula 02 Alfabetização ou Letramento.

            O uso da cartilha para aprendizado da leitura e escrita perdurou durante o longo período que chamamos de “ensino tradicional”.
            Letramento é uma tradução para o português da palavra inglesa “literacy” que pode ser traduzida como a condição de ser letrado. A globalização do capital e a intensificação das relações sociais entre sujeitos de classes sociais, comunidades regiões e países diversos exigiu esse novo patamar de leitura e de escrita. A nova realidade social mostra que, além de saber ler e escrever, devemos estar prontos para responder às exigências de leitura e escrita que a sociedade faz.
            Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente um indivíduo letrado. Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura, da escrita e da textualidade (coesão, coerência, unidade temática, clareza e concordância, que no modelo tradicional de alfabetização, não era levado em conta).
            Alfabetizar letrando, é ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, assim o educando deve ser alfabetizado e letrado. A linguagem é um fenômeno social, estruturada de forma ativa e grupal do ponto de vista cultural e social. A palavra letramento é utilizada no processo de inserção numa cultura letrada. Embora a palavra literacy já constasse do dicionário desde o final do século XIX, foi nos anos 80 , que o fato tornou-se foco de atenção e de estudos nas áreas da educação e da linguagem.
            Não se pode separar a alfabetização do letramento, pois a princípio o estudo do aluno no universo da escrita se dá por meio desses dois processos: a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades da leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, o letramento. O conhecimento das letras é apenas um meio para o letramento , que é o uso social da leitura e da escrita.
            […]  Letramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequencia de ter-se apropriado da escrita.


AULA 3 A PRODUÇÃO SOCIAL DA LINGUAGEM ORAL E ESCRITA

A linguagem escrita na educação infantil e nas series iniciais do ensino fundamental.

...Aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. (Paulo Freire)


PRODUÇÃO SOCIAL
+
CARÁTER PEDAGOGICO
Cuidar da criança,
A criança vem à escola com a necessidade de aprender sobre o dia a dia, cotidiano.

Os homens produzem sua própria história, é historicamente produzido, o processo pedagógico da aquisição da linguagem escrita se fundamenta no princípio da produção social da linguagem oral e escrita.

 A LINGUAGEM É A CONSCIÊNCIA

Condições, modo e finalidade das ações empreendidas impõem a existência de auxílio mutuo, sejam quais forem e em qualquer circunstância. A linguagem é produto da cooperação mútua efetiva entre os homens, essa é a produção da linguagem.
   
Por meio da linguagem é possível organizar a atividade prática coletiva, sistematizando e comunicando as informações necessárias à sua realização. Sobretudo, a linguagem permite acumular as experiências socialmente realizadas, num processo de troca e transmissão da informação, pois é possível codificá-las pela palavra. Por essa razão, as gerações seguintes podem dar continuidade ao processo de desenvolvimento das formas humanas de vida à partir do estágio já alcançado, sem voltar ao ponto de partida da geração que a precedeu.

O modo pelo qual os homens produzem seus meios de vida depende dos meios já em encontrados e que podem reproduzir, construindo assim a historia da humanidade.
        

LINGUAGEM =
PRODUÇÃO SOCIAL

Possibilita que as gerações dêem continuidade aos conhecimentos já adquiridos, sem voltar ao ponto de partida, (Acumular conhecimento para passar aos demais do grupo. Assim as gerações futuras não começam do zero) Ex. ninguém precisa reinventar a roda.

A linguagem é simbólica representa a realidade, viabiliza a representação do mundo exterior na consciência e a operação mental por meio de conceitos. Pela linguagem é produzida a possibilidade da consciência real e pratica dos homens.

O desenvolvimento da linguagem está ligado ao desenvolvimento do pensamento. Linguagem e a consciência são resultados da ação dos homens.

A linguagem e a consciência não são faculdades naturais e inatas, mas resultado da ação que os homens realizam ao longo do processo histórico de produção social da existência humana.

A DIMENSÃO SIMBÓLICA DA LINGUAGEM, POSSIBILITA A REALIZAÇÃO DE PROCESSOS MENTAIS MAIS ELABORADOS.

A linguagem avançou em possibilidade de representação até a construção de um sistema de código capaz de transmitir informações mais abstratas. A  linguagem escrita é o produto e o resultado mais desenvolvido do esforço de abstraí-la do concreto.

O texto escrito não conta com elementos extra-verbais (gestos, mímicas, entonação) que o vinculam a situação pratica. Ex.: Desenhos das cavernas (sem códigos escritos).

A apropriação da língua escrita - A linguagem passa a ser representação da representação. Desde o processo de alfabetização é a possibilidade de construir estruturas de pensamento capaz de realizar abstrações necessárias à apreensão da realidade concreta. Apreensão da realidade – conhecimento.

AULA 4 RELAÇÃO ENTRE APRENDIZADO DA LÍNGUA ESCRITA E DESENVOLVIMENTO DO PENSAMENTO
O aprendizado é uma necessidade cultura e social da criança. O processo inicial de apropriação da língua escrita assume nos primeiros níveis de educação escolar. Assim o aprendizado da língua escrita possibilita a construção do pensamento. E são capazes de realizar abstrações necessárias e concretas.
Uma das questões importantes é em que momento começar o aprendizado? Em que momento determinados conteúdos deve ser ensinado?
Para a educação, mais importante do que determinar os níveis de aprendizado é compreender a interação entre o desenvolvimento e o aprendizado.

Reflexão de Vygostsky em relação ao aprendizado e desenvolvimento
&              - Para educação o mais importante do que determinar os níveis de aprendizado é compreender a interação entre o desenvolvimento e o aprendizado.
&              - o aprendizado é um fato e cria a zona proximal, desperta capacidade na criança de interagir com outras pessoas
&              - o aprendizado resulta no desenvolvimento mental

[O acesso da criança a leitura e escrita não tem uma idade indicada, segundo alguns estudos quanto mais cedo melhor, este, interesse se inicia, por exemplo, quando os pais lêem histórias para seus filhos. Desenvolvendo desta maneira o gosto pela leitura em seus filhos através deste contato inicial. ]

Conceito de zona de desenvolvimento proximal
A criança entra na escola mais cedo e  se aproxima da escrita e da leitura através de livros, brinquedos, literatura e computador.
O contato com lúdico e o real precisa ser espontâneo.
O acesso a leitura e escrita não tem idade determinada.
Nível de desenvolvimento potencial – Pode ser determinado por meio da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou colaborador ( propor tarefas as crianças sob a orientação de um adulto.

 O desenvolvimento segundo vygostsky possui dois níveis
&              Real – aquele já alcançado e determinado por meio da solução independente de problemas que são proposto a criança
&              Potencial – é determinado por meios da solução de problemas sob orientação de um adulto ou colaboração  do professor.

Implicações educacionais do conceito de zona de desenvolvimento proximal
1-                 Reflexão diferenciada de vygostsky- é quando o processo de desenvolvimento progride de forma mais lenta, significa que os professores tem que se ocupar dos elementos de aprendizagem que vai oferecer aos alunos
2-                 Aprendizado orientado – é quando os níveis de desenvolvimento já foram atingidos e são ineficazes do ponto de vista global da criança, o professor oferta novos conteúdos desencadeando novos aprendizados
3-                 Bom aprendizado – é aquele que se adianta ao desenvolvimento oferecendo novos aprendizados e novos desafios.
4-                 Domínio inicial – determinados conteúdos é base para o desenvolvimento subseqüente de vários processos internos, altamente complexo, no pensamento da criança.

Relação aprendizado e desenvolvimento
É o conceito de mediação e compressão e representação da fala e  exige a presença do professor que é capaz de desenvolver um processo pedagógico bem definido.

Criança e professor
São sujeito da prática pedagógica com participação diferenciada

Professor – ensina sistematizando os procedimentos
Alunos  - aprende e consolida as informações

Domínios do professor
Professor precisa ter domínios do conteúdo a ensinar, estratégias e procedimentos com capacidades didáticas.
Podemos concluir que o processo inicial da língua assume, nos primeiros níveis de educação escolar, um papel fundamental ao instrumentalizar a criança para a inserção na cultura letrada.
Sobre relação entre aprendizagem da língua escrita e o desenvolvimento do pensamento podemos afirmar que nesse processo de aprendizagem, o texto é um pretexto para apresentação da palavra-chave ou de família silábicas, letras e fonemas.  
( vygostsky – pensador pioneiro nos estudos do  desenvolvimento intelectual da criança )

AULA 05 TEXTUALIDADE, CÓDIGOS E MEIOS DE PRODUÇÃO DA ESCRITA

Crítica aos métodos tradicionais de alfabetização - são importantes, pois eles se centraram no processo de codificação/decodificação são orientados pelo princípio ou de síntese ou de análise.
Métodos tradicionais: se orientaram por dois princípios ou pela síntese ou pela análise;
Método sintético: Unidades da língua: letras, sílabas, famílias silábicas, palavras. VÃO  DAS PARTES PARA O TODO.
Métodos analíticos: Unidade mais ampla – Palavra – chave; a escolha da palavra chave deve fazer parte do universo da criança. É um processo tradicional
No ensino dito tradicional, a concepção de alfabetização está orientada pelo principio de que o aprendiz  pode ser considerado alfabetizado quando reconhece o alfabeto, escreve o nome  ou é capaz de ler e escreve o próprio nome ou e capaz de ler e escrever textos simples.
Entretanto, atualmente, há um consenso quanto à superação desse conceito limitado e só se considera alfabetizado quem é capaz de utilizar; escrita conforme sua vontade e necessidade, tanto veiculando seu próprio discurso quanto interpretando o discurso escrito de outrem, inclusive identificando sua intencionalidade. Dessa concepção decorrem exigências pedagógicas não consideradas pelos ditos métodos tradicionais de alfabetização; os quais centravam  exclusivamente no domínio, básico do código.

Alguns exemplos de métodos segundo o princípio organizador:

SINTÉTICOS
ANALÍTICOS
MISTOS

FONICOS
MONTESSORI

GLOBALIZADO

 
Lúdico


TÔNICOS

GLOBALIZADOS

ABELHINHA

SILÁBICO
CAMINHO SUAVE

ERASMO PILOTTO


A prática pedagógica do ensino da língua escrita

O ensino centrado na cartilha é limitador por que exclui do ensino da língua escrita o estudo das relações textuais.
Muitas propostas de alfabetização enfatizam as questões da gramática textual. Trata-se de outra tendência reducionista que ao incorporar os conteúdos da discursividade, secundarizaram-se os recursos e princípios articuladores do código da escrita,  deixando-se que o aluno “os descubra” por si mesmo. Enquanto o domínio da escrita, caracteriza-se por desenvolver simultaneamente os conteúdos relativos à textualidade e os conteúdos de codificação/decodificação. Nesse sentido, incorpora à sua prática pedagógica os conteúdos gerais da gramática textual (coesão, coerência, unidade temática, clareza, concordância, entre outros) e, também, os conteúdos básicos do código da escrita alfabética (letras, sílabas, famílias silábicas, direção da escrita, segmentação etc.). No que se refere ao código, requer estratégias específicas para seu ensino, propondo atividades de sistematização que desenvolvam conteúdos relativos aos recursos do código e seus princípios organizadores.
Podemos concluir que a necessidade de superar as concepções reducionistas que limitam a alfabetização ao domínio do código. Assim, pode-se afirmar a compreensão de que a alfabetização constitui o ensino-aprendizagem da língua escrita em que ambos os campos de conteúdo necessitam de desenvolvimento sistematizado, a compreensão das funções sociais do texto escrito.

AULA 06  AS QUATRO PRÁTICAS DA ALFABETIZAÇÃO

Afirmar que o processo de alfabetização é centrado no trabalho con­junto com o texto e o estudo do código implica a compreensão de alguns pressupostos relativos ao ensino da língua escrita, em razão de que esses princípios norteiam as quatro práticas pedagógicas da alfabetização, a saber: leitura e interpretação; produção de textos orais e escritos; análise lingüística; sistematização do código.
O trabalho permanente com textos, baseado nas quatro práticas articula­das acima citadas, permite que em cada nova situação discursiva se repitam os fundamentos da língua escrita, explicitando o sentido de cada um de seus recursos. Dessa forma, o aluno passa a ter reiteradas oportunidades de rever o mesmo conteúdo, sob enfoques diferentes, num processo gradativo, mas não fragmentado. Por outro lado, a compreensão gradativa dos fundamen­tos da lingua permite uma avaliação processual em que o que conta são os fundamentos de que o aluno se apropriou e não os erros que cometeu.
Após definirmos nossa prática de Alfabetização, temos que refletir sobre o desenvolvimento das práticas efetivas em sala de aula.

As 4 Práticas efetivas em sala da aula são:
1-) LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: Procedimentos sociais pedagógicos: O texto deve contemplar tipologia variada de textos para conhecer. Função social dos textos. De que textos estamos falando: textos narrativos, literários, entre outros. 2 preocupações para serem desenvolvidas função social  e os  elementos que o constituem.

EXEMPLO DE TEXTOS E SUAS FUNÇÕES SOCIAIS
TIPOS DE TEXTOS
FUNÇÃO SOCIAL
INFORMAÇÃO IMEDIATA

Ex.: Proibido fumar!
FORMATIVO
Informar o leitor
Informação imediata

NARRATIVO
Relatar fatos ações ou coisas em uma seqüência temporal e casual.
Personagem que realizam a realizam a ação; seqüência temporal e casual da ação;  momento da conclusão da ação.
LITERÁRIO
Privilegia a mensagem pela própria mensagem, Expressar o sentido do não dito, captando a imaginação do leitor
Articulação dos elementos lingüísticos segundo padrões estéticos ( Padrões livres).

QUAIS SÃO AS POSSIBILIDADES QUE A LEITURA E INTERPRETAÇÃO OFERECEM AO ALUNO:

Quantidade de práticas de leitura.
Qualidade de textos:
Distinguir leitura de pura fruição, objetivos: produzir intimidade com o material de leitura, despertar o gosto pela leitura, não intervenção direta do professor no momento da leitura, não haverá cobranças do professor. Não há cobranças, todos os livros e textos são colocados a disposição dos alunos, jornais, revistas, livros, gibi e etc. O professor deve propor opções de textos, clima agradável, crianças estimuladas, para buscar livros, incentivo pela busca de novos textos (gêneros). Leitura com intenção pedagógica: Existe cobrança o aluno deve interpretar a leitura. Superar o nível superficial de localização de informação ou identificação do enredo. A interpretação vai além da identificação da história principal em uma leitura, por isso na interpretação o leitor deve proceder a explicitação do tema e conteúdo das entrelinhas, posições e intenções do autor. Apenas a identificação não da conta do nível mais amplo da interpretação de textos. Desenvolver a critica sobre os conteúdos ideológicos.

Quais são esses  conteúdos?
&              Função social do texto a que se destina e qual sua interpretação, o que se propõe como objetivo do texto, como ele está construído, codificação e decodificação.
&              Textos, a escolha e determinada pelos conteúdos a serem sistematizados. Escolher os textos em seqüência

Procedimentos:
Inicialmente a leitura e feita pelo professor.
Aluno desenvolve a autonomia da leitura

2-) PRODUÇÃO DE TEXTOS ORAIS E ESCRITOS
Tipos de textos:
&             Denominação dos elementos do desenho do aluno.
&             Registros e relatos de uma forma discursiva
&             Correspondência (escrever um bilhete)
&             Procedimentos composição podem ser individuais ou coletivos.
&             Oralmente produzido pelos alunos e registrado pelo professor na presença dos alunos.
&             Trabalhar com textos que tenham significados Sociais, levar os alunos a interpretar o texto, ir além do registro gráfico. O aluno deve ser levado a registrar o que ele pensa, a escrita é o registro do pensamento de uma fala.
&             Articular o domínio do código ( língua português),


3-) ANÁLISE LINGUÍSTICA
Objetivo:
&              Aprender os mecanismos de constituição de sentido do texto (sentido, clareza)
&              Desenvolver a análise lingüística, aprendendo os mecanismos no contexto do texto.

4-) SISTEMATIZAÇÃO PARA O DOMÍNIO DO CÓDIGO: Permite compreender as relações entre letras e fonemas, identificar as letras valores fonéticos, código, reconhecer a exigência de uma única forma de grafia para uma dada palavra. O importante não é ressaltar os erros, mas mostrar as formas corretas de escrita.

Procedimentos:
A partir de uma palavra já identificada num texto trabalhado. Desenvolver atividades variadas de comparação gráfico-fonetica com outras palavras. Identificar as palavras no interior do texto, decodificação/codificação.
Composição, decomposição,  identificação  e comparação.
Memorização é necessária, mas as atividades não podem ser massantes e sim prazerosas. Propor formas novas e lúdicas.

Pressupostos do trabalho com textos, baseado nas quatro práticas da alfabetização.
O texto é um eixo norteador para articular o código e a textualidade.

1- Texto: Os fundamentos da língua escrita são repetidos em cada nova situação discursiva ( quando o aluno toma contato com o texto).
2- O aluno tem a oportunidade de rever o mesmo conteúdo, sob enfoque diferente, num processo gradativo, mas não fragmentado. (continuidade)
3- A compreensão gradativa dos fundamentos da língua permite uma avaliação processual em que o professor pode acompanhar a apropriação que o aluno faz da lingua, e não os seus erros.

Aula 7 Leitura e interpretação

A alfabetização pressupõe a prática de leitura como de produção de sentido, através da interação do leitor com o texto. Crianças pequenas, que não sabem ler, mantêm contato com material gráfico onde vivem (pinturas, sinais e propagandas) aprendem o seu significado que de forma limitada.Assim, estabelecem interação com alguns elementos do texto escrito.
Ler, é dialogar com o texto, estabelecendo interlocução .Sendo assim a produção de sentido não constitui livre interpretação,sendo qualquer afirmação aceitável, fazendo com que os alunos assumam uma postura crítica na leitura,  aprofundando o estudo do texto.
A leitura é a busca de significações pelo processo de produção de texto e produção da leitura. o professor precisa ter clareza dos textos e verificar em que contexto  podem ou não ser interpretados de forma crítica, sempre.incentivando o aluno a ler criticamente. Afinal trata-se de um diálogo que envolve por que lemos, para quê, e como lemos.

A prática pedagógica da leitura e interpretação

Ler é uma prática social, entre pessoas pelas relações sociais de seu tempo: seu lugar na estrutura social, suas relações com o mundo e com os outros. É importante que a criança aprenda a efetuar uma análise desse texto para perceber a  intenção do autor e suas idéias A leitura desenvolve-se nas formas abaixo.:

&              Estudo do texto, procurando, por meio da interpretação, fazer uma leitura crítica, ou seja, uma análise do texto, que ensejará, inclusive, a possibilidade de outras leituras, bem como a produção de textos.
&              Fruição, quando o aluno seleciona livremente a leitura que deseja fazer, sem a intervenção do professor, e lê pelo prazer que isso lhe proporciona.
&              Busca de informação em textos que contenham instruções, notícias, comunicações, como folhetos informativos sobre saúde, meio ambiente e outros assuntos de interesse; verbetes de dicionário e de enciclopédia;textos didáticos etc. Trata-se de uma leitura de busca de informação esclarecedora ou prática, que possa atender a uma necessidade de conhecimento imediato por parte do leitor.

TEXTOS INFORMATIVOS,- o aluno percebe as idéias do texto, as relações ou contradições ,apreende a intencionalidade do autor e os argumentos que usa para convencer o leitor.
TEXTOS LITERÁRIOS - , papel fundamental na alfabetização, principalmente os poéticos, pela sonoridade e a musicalidade facilita a forma lúdica a compreensão da relação entre oralidade e escrita, comporta também muitas interpretações de acordo com a sensibilidade, a cultura e a visão de mundo do leitor.

O professor deve orientar os alunos sobre os limites da interpretação, idéias pertinentes ao texto do autor. O texto literário torna rica as atividades de interpretação, mas, a avaliação da sua leitura e interpretação não obedece os mesmos critérios do texto informativo ou científico.A prática de leitura, deve ser constante no trabalho pedagógico.

Seleção dos textos de leitura

A seleção criteriosa e variada de textos , a boa qualidade dos textos, quer na forma, quer no conteúdo, é preocupação do professor
As crianças devem ler, na escola, os mesmos textos do cotidiano: rótulos, avisos,listas, cartazes publicitários, receitas, manuais, agendas, bilhetes informais, postais,convites, cartas, correspondência comercial, notícias da imprensa, etc.
Devem ser trabalhadas as linguagens: jornalística, televisiva e cinematográfica, uma vez que presente na sociedade contemporânea. Mostrar ao aluno como elas se relacionam e o contexto no qual se originam e são veiculadas.
É fundamental desenvolver leituras segundo a tradição cultural, próprios do universo infantil,como as cantigas de roda; rimas, os trava-línguas , as poesias, as narrativas como as lendas, as fábulas, os contos, as crônicas e as histórias da literatura infantil. Os objetivos determinam o tipo de texto a ser escolhido.

Relação de conteúdos

Conteúdos mais específicos da leitura e produção escrita

&              Reconhecimento de idéias contidas em alguns símbolos usuais.
&              Criação de símbolos em contextos diversos, com compreensão de sua convencionalidade.
&              Utilização e interpretação de formas variadas de representação (mímica, dramatização, desenho etc.).
&              Compreensão da função do símbolo.
&              Interpretação de desenhos.
&              Uso do desenho para representar idéias: compreensão do desenho como uma forma de representação gráfica de imagens visuais.
&              Compreensão das funções da escrita.
&              Distinção entre os símbolos da escrita e outros grafismos (desenho, logotipo, número etc.).
&              Discriminação visual das letras:
– distinção das letras;
– traçado legível das letras;
– reconhecimento das letras em caixa alta e cursiva;
– reconhecimento de letras escritas em tipos diferentes.
&              Distinção entre letras e notações léxicas (acentos, til, trema, apóstrofo, cedilha, hífen).
&              Reconhecimento da direção convencional da escrita.
&              Reconhecimento da segmentação entre palavras no texto escrito.


Conteúdos mais específicos da interpretação de textos orais
&              Compreensão das idéias e argumentos de textos orais.
&              Análise da coerência e pertinência das idéias e argumentos de textos.
&              Análise crítica de idéias e argumentos.
&              Distinção entre informações, idéias e argumentos essenciais e acessórios nos discursos.
&              Reprodução compreensiva e adequada das idéias veiculadas em discurso oral.
&              Identificação da temática de um discurso, distinguindo-a do enredo.
&              Identificação de incorreções lingüísticas em texto ouvido.
&              Identificação de inadequações de fluxo, de ritmo, de entonação
&              Identificação de inadequações lexicais.
&              Identificação de inadequações de ordenação lógica das idéias.

Conteúdos mais específicos da interpretação de textos escritos
&              Compreensão das idéias e argumentos do autor.
&              Análise da coerência e pertinência das idéias e argumentos do autor.
&              Análise crítica das idéias e argumentos do autor.
&              Distinção entre informações, idéias e argumentos essenciais e acessórios no discurso do autor.
&              Reprodução das idéias veiculadas no texto.
&              Identificação da temática de um discurso, distinguindo-a do enredo.
&              Identificação, no texto, de incorreções gráficas e lingüísticas.
&              Identificação, no texto, de inadequações lexicais.
&              Identificação, no texto, de inadequações de ordenação lógica das idéias.
&              Estudo de vocábulos desconhecidos.

Aula 8

PRODUÇÃO DE TEXTO

Concepção de texto oral e escrito.
O texto é tanto oral como escrito o texto consiste em uns processos de comunicação verbal com um processo de comunicação verbal com um interlocutor real ou virtual, porque eu posso saber a quem se destina a comunicação ou eu posso supor vários leitores.

2° momento importante.
A enunciação se realiza por meio de um código e contem unidade temática, estrutura, coerência e coesão.
Unidade temática: vem a ser o tema em torno do qual os ideais se organizam
Estrutura: a própria organização a seqüência do texto.
Coerência: a lógica e seus elementos.
Coesão: significa articulação entre as palavras, frases e até parágrafos essa coesão ela é feita tanto através dos elementos coesivos da língua como as conjunções, as preposições como a própria pontuação.
“Os elementos próprios do código as letras e recursos como pontuação acentuação e parágrafo.”
Elementos próprios do código constitui-se no elemento material tanto gráfico como fonética que vai portar o enunciado elementos para a articulação dos sentidos do texto.
E os elementos para articulação dos sentidos eles é que vão compor o enunciado propriamente dito.
Já falamos que alguns recursos à língua são sempre muito ricos nesses recursos trata-se de elementos de coesão, conjunções as preposições, a concordância nominal verbal e gênero, numero a regência a relação entre os verbos e seus objetos entre outros elementos importantes tanto os elementos do código como os elementos de articulação dos sentidos dentro do texto eles só são trabalhados e ganham vida no interior de uma produção de um texto, ou seja é o exercício da produção de um texto que vai requerer: a combinação e organização destes elementos que nos vimos e a partir  do que a partir do que?
A partir dos objetivos do texto do interlocutor a quem o texto é dirigido, esses dois elementos os objetos do texto e o interlocutor a quem ele é dirigido é que vão definir toda a organização e dos elementos da língua que produz a textualidade esta definição. Portanto ela é tão importante e esta definição importante e preliminar, é ai que o professor começa o trabalho com seus alunos, aqueles a quem se destina o nosso texto e sobre o que e do que ele vai tratar, porque a partir daí é que vai ser estruturado  o conteúdo, a forma, o tipo de texto, qual a linguagem mais adequada qual argumentação vamos usar, quais informações são necessárias. Esta definição preliminar estrutura o conteúdo e a forma de texto quanto ao tipo de texto, a linguagem mais adequada, a argumentação e as informações necessárias.

PRODUÇÃO DE TEXTO ORAL.
            Quando o aluno vem para sala de aula ele já é falante de sua língua nativa, sua língua materna, ele já é doutrinado de uma fala e da sua expressão oral claro que a escola vai levar em conta sua expressão oral e as diferentes formas de expressão que aparecem na escola, por outro lado o aluno vem dominando uma língua á qual chamamos de língua popular .
A escola é o local de ampliação do domínio da expressão oral, para aquilo à que chamamos de linguagem de jornal .
 Portanto sem desrespeitar a linguagem popular do aluno que traz diferentes pronuncias, diferentes formas e articulações um vocabulário especifico nós sabemos que muitas crianças tem falares muito próximo a uma língua caipira troca o L pelo R, enfim uma série de questões próprias tanto de articulação como de vocabulário de uma determinada comunidade de um determinado conteúdo ora sem desrespeitar sem agredir a lição cultural que o aluno traz à escola vai propor a ele diferentes formas de expressão e é interessante que as crianças aprendem a conviver com duas formas de linguagem esta que ele traz de casa que nós chamamos de linguagem popular e esta que ele adquire na escola que nós de linguagem formal.
Portanto o primeiro objetivo da escola é oferecer ao aluno a possibilidade de aquisição de linguagem formal. Para isso é preciso promover o contato reintegrado do aluno com a linguagem formal através de conversa, bases, contos, recontos relatar à inúmeras situações que a escola promove em possibilidade da criança se expressar e sistematicamente o professor vai orientando para isso nós chamamos de linguagem formal, todas as escolas conheceram, mas muitas vezes não dá à esta estratégia o devido valor, à aquelas velhas atividades a hora  do conto, a hora da conversa, ou então as escolas relegam essas atividades para as séries iniciais ou para a educação infantil e esquece que elas tem um sentido de todo o desenvolvimento da educação infantil e desenvolvimento do ensino fundamental, pois a produção do nível de linguagem  oral é o objetivo importante do ensino sistematizado do ensino da escola é preciso propiciar portanto o ensino e o aprendizado do uso dos diferentes recursos da linguagem oral, novos vocábulos, novas formas de construção da linguagem novas formas de usos dos  recursos da língua transcendem  ou vão além ou ampliam, expandem o domínio da oralidade que ela já traz e precisa produzir um aluno capaz.
Outro objetivo é ampliar a experiência lingüística, tendo em vista que a maioria das crianças que tem noção de contextos informa familiares coloquiais, portanto o âmbito, o vocabulário e de estrutura lingüística que ela traz da conta de uma produção no ambiente familiar e comunitário a que ela pertence, agora para estabelecer interlocução com outros interlocutores virtuais ou reais enfim para inserir-se nesta pratica social da língua é preciso que a criança amplie muito sua experiência lingüística, amplie bastante o domínio da sua oralidade.
Ampliar, proporcionar, enriquecer e aperfeiçoar o discurso, uma criança que freqüenta a escola tem que ter um discurso diferente daquele discurso que ela trouxe antes de ir a escola, é preciso que ela tenha um domínio argumentativo, um domínio de organização da linguagem que reflita o domínio da organização do pensamento, é preciso promover atividades de produção de textos orais. Quando elas passam a adquirir confiança começam a se expressar individualmente.
É necessário que esses conteúdos sejam articulados, e o primeiro deles deve ser a pronuncia correta das palavras  A criança adquire a pronuncia correta daquilo que nós chamamos de linguagem formal, A criança também pode conviver dom as duas formas ela não abandona a articulação que traz na linguagem popular mas ela traz com a pronuncia correta e isto é importante porque vai se refletir na escrita se a criança falar BARBE ela teria que escrever Barbe com R, portanto ela  tem que aprender a dizer Balde para depois ser capaz da escrita correta da palavra Balde, isso não significa que ela não possa dizer na sua casa barde e na escola a linguagem comum da palavra balde, nós conhecemos inúmeros países em que as crianças são falantes de um dialeto próprio e de uma linguagem formal que é universal e é aquela que  ela vai aprender no serviço escrito.
Outra questão importante é a Entonação adequada da frase, se a frase é interrogativa, se a frase é exclamativa, se a frase é afirmativa a entonação adequada da frase é o conteúdo importante a ser trabalhado. Ritmo importante da oralidade não falar depressa demais nem devagar e que todas as palavras da frase sejam adequadamente articuladas.

DOMÍNIO VOCABULAR
-uso adequado dos termos
-incorporação de novos termos
Preciso, adequado cada termo empregado na sua  forma precisa que ele contem e ao mesmo tempo ampliado aperfeiçoado ganhando mais precisão a esse conteúdo vocabulário se utiliza o uso adequado dos  termos e  a incorporação de novos termos isso é muito importante a ampliação do domínio líxico.
Outro aspecto importante é a riqueza de idéias
-originalidade
-argumentação coerente e consistente ao mesmo tempo lógico e ao mesmo tempo claro, o aperfeiçoamento do estilo as eliminações de expressão viciosas, as crianças normalmente quando vão comprar alguma coisa elas dizem e daí, e daí e depois essas repetições viciosas ficam repetitivas e que todos nós temos tem uma tendência a empregar, pode ser corrigida, suprimidas numa linguagem oral, na produção de texto oral.

PRATICAS DA ORALIDADE
&              responder oralmente à problemas apresentados pelo professor
&              descrever objetos cenário e personagens
&              recriar histórias
O aluno precisa se adequar a linguagem ao grau de formalidade, que precisa ser desenvolvido, ou seja um discurso uma produção de texto. Contar filmes é uma pratica que enseja oralidade, outra pratica que enseja o desenvolvimento da oralidade, e as crianças normalmente gostam de contar filmes.
Produzir uma oralidade rica desenvolvida e de boa qualidade e também não esquecer a gama de conteúdo que estão presentes no desenvolvimento destas praticas.

AULA 09 Produção de texto escrito

Para que os alunos tenham êxito na escrita, é fundamental que se tenha atividades com o texto.
Os métodos tradicionais de alfabetização, geralmente, iniciam o ensino e aprendizagem da língua escrita no reconhecimento das letras à elaboração de frases e texto. Tais composições nem podem ser denominadas ‘textos’ por não apresentarem as características fundamentais da composição textual, as quais são: unidade temática, coesão, articulação interna, coerência, estrutura textual.
Ocorre que o problema desse método de ensino, ou seja, da composição escrita no modelo dos textos típicos dos métodos que se utilizam da cartilha, é que a criança mentaliza a ideia de que há uma diferença de estrutura entre o discurso oral e o escrito, ou seja, a criança apropria-se do princípio equivocado de que falamos fluentemente, usando recursos de coesão, mantendo a coerência e a estrutura do texto oral e assim por diante, mas, ao escrever, devemos fazê-lo de modo fragmentado.
Repare nos exemplos abaixo. Enquanto a composição da cartilha apresenta “Raul joga a bola. Ana pega a bola. A bola pula...”, na produção de texto escrito tem-se: “ Hoje Raul trouxe uma bola. A turma aproveitou para brincar na hora do recreio. Alguns queriam jogar futebol, mas não deu porque a bola era de plástico muito fino e, com um chute, poderia rasgar”.
Assim, a criança perde tempo de aprendizado, perde conhecimento já adquirido sobre a textualidade e passa a escrever de forma estereotipada, inadequada para as situações reais de interlocução, nas quais é solicitada a se comunicar.
Por isso, desde o início do trabalho de alfabetização, é proposta a realização de atividades que façam com que a criança produza o texto. Assim, o professor inserirá estratégias tais como as abaixo:

*Promover situações de aquisição de conteúdos relativos ao assunto do texto a ser produzido. Como ninguém consegue escrever sobre um assunto desconhecido ou do qual não possua domínio, são previamente organizadas discussões que permitam ao aluno refletir, trocar ideias e elaborar sua própria opinião sobre o tema proposto.
*Promover uma discussão sobre a organização do texto.

Sem dúvidas, é relevante constar que, para se produzir bons escritores na escola, deve-se permitir que as crianças tentem escrever sozinhos, mesmo que apresentem muitos erros. Não há como eles escreverem textos sozinhos apenas quando não mais cometerem erros, pois traz conseqüências negativas para o processo de alfabetização, como: a) retardar (muito) o exercício da escrita em situações de real exigência, de modo a gerar desinteresse das crianças pelo aprendizado, e desconsiderarão a noção dos usos reais da escrita; b) os alunos passarão a valorizar mais seus textos se escritos de forma correta do que os textos estereotipados, cujo conteúdo não é relevante, não têm originalidade, com vocabulário pobre e possivelmente, distorcerão o conteúdo pensado, pois limitar-se-ão às ideias, palavras e frases das quais conhecem a escrita, apenas.
Quanto ao fato de ser aceitável à criança errar ao escrever, não significa, entretanto, que seus erros sejam desconsiderados, mas sim que os erros devem ser objeto de reflexão para serem superados pela aprendizagem progressiva, com a prática da produção escrita, denominada reescrita do texto.
As crianças precisam ser encorajadas a registrar suas ideias em tentativas de escrita para, depois, reformular os erros, objetivando a produção de uma exposição de melhor qualidade. O objetivo do processo de ensino é fazer com que o aluno seja capaz de formular um texto com conteúdo, expondo e criando suas ideias, expressas de modo claro e adequado. Nesse processo de ensino, não há a necessidade de que o texto produzido pelo aluno seja um texto gramatical e ortograficamente correto, mas que possua um bom conteúdo. O foco é passar ao aluno a ideia do texto, o conteúdo. Em outras palavras, a correção gráfica e gramatical estão a sérvio do conteúdo que se quer expressar.

*Para complemento, ler a tabela de “Relação de conteúdos da produção escrita”, na página 71 desta matéria.

Prática escrita
As atividades escritas acontecem naturalmente após as atividades da prática da oralidade. Cabe ao professor julgar a necessidade de continuar ou não com um exercício de produção de texto oral para relacioná-lo numa atividade de exercício escrito desse texto.
É de suma importância a organização de um trabalho de produção de textos narrativos escritos com finalidade definida previamente com os alunos, como livro de histórias, mural das produções, anedotário, diário da turma.
Essas organizações podem ser feitas periodicamente. Com a orientação do professor, pressupõem uma escolha coletiva, do assunto, do interlocutor; dos objetivos, mediante resposta às perguntas: Como? Quem? Quando? Onde?
O professor ainda poderá porpor, além da produção de texto, atividades de registro de palavras que, embora isoladas, sejam significativas em decorrência de determinado contexto, como nome de pessoas, legenda de objetos, animais, brinquedos, comidas, lugares desenhados, calendário com nome dos dias da semana, meses do ano, feriados e outros dados.
Fazendo dessa forma, propondo a produção, de textos orais com atividades escritas, o professor promove o desenvolvimento da compreensão do que representa a escrita, seus usos, formas e representações simbólicas.
O domínio da codificação e decodificação (gráfico), será feito por meio de atividades de produção e leitura de textos, complementadas por atividades específicas de estudo das letras e sílabas, a partir de palavras e frases significativas, provindas dos textos produzidos.

Aula 10 - Análise Lingüística     

A análise  lingüística é  uma atividade paralela às atividades de Leitura e Produção de Textos, que objetiva apreender os mecanismos de constituição de sentido do texto, tais como, concordância, regência, organização, ambigüidade, clareza, argumentação, entre outros. Pode partir do texto produzido pela própria criança ou de um texto selecionado pelo professor.

Atividade de reescrita do texto é a forma mais  fecunda de desenvolver a análise lingüística, uma vez que apreende contextualmente esses mecanismos.

Quanto às questões gramaticais, o professor deve desenvolver com as crianças a reflexão sobre a linguagem, com o objetivo de fazer com que  elas  reconheçam  as  diferentes  possibilidades  que  a  língua  oferece para expressão das idéias de modo que, a partir dessa análise, entendam e superem as dificuldades gramaticais.

A  linguagem  formal:  é  consagrada  socialmente na escrita,  as pessoas que não dominam seu uso podem ser discriminadas e, muitas vezes, preteridas em situações de competição no emprego, no comércio, e em outras circunstâncias com tal exigência. Assim, é importante explicar às crianças que na oralidade pode-se empregar a modalidade formal da linguagem, quando se trata de interação verbal que se realiza sob determinadas convenções sociais de pouca proximidade entre os interlocutores. 

Linguagem coloquial,  por sua  vez,  é  aquela  que  utilizamos diariamente em situações menos formais, com pessoas com as quais temos certa intimidade ou familiaridade.

Análise lingüística propriamente dita: consiste na reflexão gramatical que objetiva levar a criança a buscar  soluções para  os  problemas presentes no seu  próprio texto. Na  oralidade (textos orais ou discursos):  a prática  de  análise  e  reflexão sobre a língua deve  levar as crianças a se apropriarem dos diferentes registros, formais ou coloquiais, mediante a reflexão e a comparação entre as formas de fala empregadas nas mais diferentes situações de uso.  Na leitura: a prática de análise lingüística permite levar a criança – além da incorporação de recursos lingüísticos, que poderão ser empregados nas produções escritas – à reflexão sobre as múltiplas possibilidades de significado que se pode conferir ao texto diante da intencionalidade do autor. Para isso, é necessário desenvolver atividades de leitura,  com análise de todos os  elementos de constituição de sentido empregados, para se entender o sentido do texto. Processo de  revisão dos textos produzidos pelas  crianças (reescrita): possibilita que elas exercitem, com a ajuda do professor, a retirar ou acrescentar elementos, alterar suas posições, sempre buscando torná-los mais compreensíveis para o leitor.

Nessa perspectiva, a  gramática ganha importância no  ensino  e  aprendizagem da língua escrita, liberando-se da didática tradicional, centrada em repetitivos e descontextualizados exercícios de memorização da nomenclatura e regras.

processo  de  reestruturação  do  texto:  permite  enfatizar  para  o  aluno  o princípio de que o ato de escrever para a leitura de outro interlocutor requer o emprego das convenções e normas da escrita, pois elas garantem a fidelidade daquilo que se quer veicular à interpretação que o leitor vai realizar. Além disso, a escrita legível e compreensível também é requisito necessário à aproximação máxima entre o que foi escrito e o interpretado.

Processo de interferência (mediação do professor): é fundamental que  o professor  tome como procedimento apontar inicialmente para o aluno aquilo que ele já domina para que,  com base nas  apropriações    realizadas pelo aluno, este possa  perceber questões  ainda não compreendidas e não incorporadas.

Aula 11 - Sistematização para o domínio do código     


Sistematização para o domínio do código: consiste numa  prática específica da alfabetização (que é o trabalho dito tradicional com letras, sílabas e famílias silábicas), tem sido ignorada com certa freqüência no processo pedagógico do ensino da leitura e escrita que se desenvolve hoje nas nossas escolas. A ênfase na crítica aos métodos de uso da cartilha, que se sustentavam na  memorização  de  famílias  silábicas  e  desconsideravam  os  elementos textuais, acabou por secundarizar ou até mesmo ignorar o trabalho Assim, é necessário enfatizar que se a alfabetização não pode estar assentada na repetição mecânica das famílias silábicas, também não é possível realizá-la sem a reflexão sobre o sistema gráfico da nossa  língua portuguesa, o que  demanda  analisar, comparar, memorizar letras, sílabas e famílias silábicas.

Embora todas as práticas de alfabetização já abordadas (a saber: leitura, produção  de  texto  e  análise  lingüística) contribuam  para  a  aquisição  do gráfico,  não  são,  entretanto,  suficientes.  Por  conseguinte,  é  necessário o  desenvolvimento de atividades  específicas  que auxiliem  as  crianças  a compreenderem as relações entre letras e fonemas, percebendo a existência de relações permanentes, cruzadas e arbitrárias; a identificarem letras e seus  diferentes valores fonéticos;  a reconhecerem  a exigência de uma única forma de grafia para uma dada palavra, não obstante a variedade de letras que possam representar alguns de seus fonemas.

Conteúdos relativos à codificação e à  decodificação
­A escrita como representação.
O princípio alfabético da língua escrita: o sistema escrito tem como  referência o sistema fonético.
As formas de relação entre letra e fonema: fixas, posicionais e arbitrárias.
Os valores fonéticos das letras.
O princípio do registro fixo dos vocábulos.
Outros recursos de escrita: acentuação, notações léxicas, sinal de parágrafo  etc.
­Direção da escrita.
Segmentação.
­
A escrita como representação da oralidade: A nossa escrita obedece a um sistema fonético, isto é, os sinais utilizados na escrita representam os sons da fala, os sons  da voz  humana, que denominamos como fonemas. Dizendo de outro modo, a escrita é o “desenho” da fala humana. Para “desenhar” a fala humana, utilizamos as letras e os sinais gráficos próprios do  código (codificamos, ou seja, transformamos em desenho, em código).  Isso quer dizer que para decodificar (voltar a transformar em  sons os códigos)  os sinais da escrita precisamos conhecer sua relação com os fonemas. Ou seja, precisamos perceber  a relação existente entre a oralidade e a escrita.

O princípio alfabético da língua escrita: o  primeiro grande  desafio do  processo de alfabetização consiste em fazer o aluno compreender que o princípio alfabético que rege a língua escrita estabelece a relação entre uma impressão sonora e uma impressão visual, no caso da escrita, e vice-versa, no caso da leitura. Quando o aluno  percebe o  princípio alfabético,  ele  praticamente dominou  o segredo  da escrita.

As formas de relação entre letra e fonema: O domínio das possibilidades de relação entre letra e fonema é um aprendizado demorado para o aprendiz, uma vez que a nossa língua admite uma complexa gama de relações letra-fonema, que podem ser classificadas em três grupos, a saber:
1°) Relações  regulares ou  biunívocas: compreendem  as  letras  que  representam sempre um único e mesmo fonema. São regulares as letras  B, F, P, T e V.
2°) Relações de valor posicional: referem-se às letras que têm dois valores, dependendo de sua posição na palavra. É o caso, por exemplo, das letras L, M e N, que apresentam um valor fonético antes de vogal (lata , medo, nota) e outro valor depois da vogal (alto, campo, canto).
3°) Relações arbitrárias: dizem respeito às letras que apresentam múltiplos valores ou aos fonemas que  podem ser escritos  por meio  de diferentes letras. Vejamos alguns exemplos:O fonema­ /z/ que pode ser grafado com S (casa), Z (azar), X (exato).­A letra  X pode corresponder aos fonemas /z/ (exato), /x/ (enxada), /ks/ (táxi), /s/ (exceto, expresso).

O princípio do registro fixo dos vocábulos: Não obstante a possibilidade de uma letra representar mais de um fonema e de  um fonema ser representado por mais de uma letra, a língua escrita tem nesse princípio o estabelecimento de uma grafia fixa para cada vocábulo. É possível verificar esse princípio na utilização do fonema /z/, que pode ser grafado com as letras S, Z e X, em cada vocábulo ele admitirá um único registro. Na palavra – casa – , por exemplo, o fonema /z/ só poderá ser grafado com a letra S.

Direção da escrita: determina o traçado da escrita, da esquerda para a direita, em alinhamento de cima para baixo.

Segmentação entre as palavras: é o espaço existente entre uma palavra e outra no momento do registro, codificação (ato de escrever) do texto pelo aluno.

Obs.: São igualmente imprescindíveis à escrita outros recursos, como acentuação, notações léxicas e sinal de parágrafo.

Podemos concluir que, sendo a escrita alfabética uma produção inteiramente fundada em elementos convencionais, freqüentemente arbitrários, sua apropriação não se dá espontaneamente. Portanto, a criança necessita da mediação de  alguém  que  desvende  para  ela  a  lógica  dessas  convenções  e  arbitrariedades, por meio de um processo de sistematização que chamamos de processo de ensino-aprendizagem.

Aula 12 Procedimentos pedagógicos para sistematização do domínio do código

Selecionar criteriosamente procedimentos que objetivam o domínio da codificação/decodificação.
É das tentativas de produção de textos que emergirão as tentativas de sistematização das letras e sílabas. O professor realiza atividades de produção de textos orais coletivos e faz o registro escrito de um texto selecionado lendo-a em voz alta, para que os alunos percebam a relação entre os fonemas e o registro gráfico.
Após os procedimentos de leitura e interpretação e análise lingüística, uma ou mais frases serão objetos da reflexão sobre o código, envolvendo atividades, como:

&              tentativas de cópia com o alfabeto móvel;
&              cópia escrita e ilustração do conteúdo da frase;
&              exercícios de composição e decomposição de palavras;
&              montagem de palavras no alfabeto móvel;
&              jogos de memória, bingo, quebra-cabeça, dominó de palavras etc.

Exercícios que exercite a escrita, do aspecto motor à aquisição de noções como direção da escrita, segmentação entre palavras, a noção de algumas letras e sílabas mais recorrentes, primeiras
noções sobre outros sinais das letras (cedilha, pontuação), etc. Permitem que a criança constitua palavras apreendidas globalmente, mesmo que não saiba decodificar letra por letra.
Para que atividades sobre o código sejam produtivas, o professor precisa proceder  com comparações variadas. A criança trabalhará, com conjuntos de palavras nas quais pode-se apontar diversas possibilidades de letra e fonema; palavras cuja grafia se dá  com letras diferentes, exemplo /z/ casa, azar. Da mesma maneira,letras iguais fonemas diferentes: casa, sala.
Assim, desenvolvem-se atividades de comparação gráfico-fonética por meio de decomposição, de composição e de combinação, para domínio de padrões silábicos.
Que  pode ser feito conforme a sistematização a seguir:

&              escolher no texto palavras com bom teor referencial – a mais repetida, a que chamou a atenção dos alunos, a que faz parte do título do texto;
&              apresentar essas palavras em vários contextos, utilizando-se de recursos como o quadro-de-giz, cartazes, fichas;
&              insistir na apresentação até perceber que os alunos já fazem uma leitura globalizada, isto é, já identificam as palavras, fazendo a correspondência entre aquele grafismo e a expressão oral;
&              decompor as palavras em sílabas e fazer a relação entre oralidade e escritacom cada sílaba;
&              realizar jogos variados para fixação das palavras, letras e sílabas;
&              promover atividades de formação da sílaba com alfabeto móvel ou alfacabo;
&              promover atividades de escrita com as sílabas estudadas;
&              promover atividades de identificação, no interior de outros vocábulos, das sílabas estudadas;
&              promover atividades de composição de novas palavras pela combinação das sílabas estudadas;
&              promover atividades de memorização das letras em ordem alfabética.

As atividades devem ter duas direções: da oralidade para a escrita e da escrita para a oralidade. Irão aparecer registros e valores fonéticos idênticos como os posicionais e arbitrários.
Segundo considerações da professora Lígia Regina Klein que elaborou a prática pedagógica para sistematização silábica da identidade fonética,que inverte o critério de identidade gráfica predominante nas propostas de alfabetização.
Concluímos que para processo pedagógico proposto, não é necessário aguardar que o aluno domine o código para produzir seus textos escritos e sim que o professor estimule a criança a escrever suas idéias desde o início da alfabetização, e levá-la a pensar sobre o código e começar a entender seus princípios. É importante que o educador se mostre sempre disponível para ajudar.

Aula 13 Reescrita do texto com Vistas à Sistematização do Código

Trata-se de uma explicação com objetivo didático , pois o processo pedagógico de reescrita do texto pode conter a reflexão sobre o código sendo assim à analise das questões discursivas .
Vejamos como o professor pode desenvolver a analise do texto do aluno , considerando a sistematização dos procedimentos pedagógicos que falem sobre o domínio do código.
ex1.JPG
Analisando o texto podemos dizer que o aluno atingiu os objetivos essenciais do primeiro momento da alfabetização , estando em processo de domínio da escrita, ele nos mostra que reconhece os princípios fundamentais do código e atende as noções básicas de textualidade.
Podemos verificar no conteúdo do domínio do código as seguintes aquisições:
&              reconhece a direção da escrita;
&              tem noção de segmentação, pois faz tentativas, embora ainda não segmentecorretamente;
&              reconhece o princípio alfabético, identificando a relação letra-fonema;
&              reconhece as letras e seus valores fonéticos, inclusive no caso das arbitrárias,
&              embora não complete e não grafe corretamente todas as palavras;
&              apresenta traçado legível das letras;
&              reconhece a função do til;
&              reconhece a função nasalizante do m e do n;
&              utiliza recursos de coesão – depois, e;
&              é capaz de desenvolver um texto narrativo;
&              expõe idéias com seqüência lógica;
&              emprega, no texto escrito, a flexão adequada dos verbos, fazendo uso desua competência lingüística oral, exceto na flexão do verbo ir, flexionadona terceira pessoa, em razão de marca dialetal;
&              produz um texto, ainda que breve, com unidade temática.

Com base nessas considerações, conclui-se que o aluno produz um textobreve, ainda que com problemas de domínio do código. Cabe ao professorproceder de modo a consolidar esses conteúdos e continuar trabalhando comaqueles que ainda não se manifestam como aprendizagem, entre os quais:

&              segmentação;
&              discriminação dos fonemas semelhantes – p/t, f/v e m/n;
&              famílias silábicas compostas por relações arbitrárias – c e q;
&              noção e princípio do uso do parágrafo;
&              distinção entre nome de letra e seu valor fonético;
&              regência, como por exemplo, ir à venda, ao invés de ir na venda;
&              superação da marca dialetal – eu foi, dispois;
&              pontuação;
&              acentuação.
Lembrando que os vocabulários cujo registro contém relações arbitrarias necessitam ter sua grafia memorizada , daí a importância de varias leituras e escritas.
Verificando as aquisições e os problemas apresentados vejamos outro exemplo de analise dos conteúdos do domínio do código no texto.
ex3.JPG 
A Analise evidencia um conjunto de apropriação do aluno com relação ao dom do código:

&              domínio da escrita;
&              noção de segmentação, pois, embora não segmente corretamente, faz tentativas de empregá-la entre as palavras;
&              domínio do princípio alfabético, quanto à relação oralidade-escrita;
&              domínio do valor fonético de uma quantidade razoável de letras;
&              domínio da função de nasalização do til;
&              seqüência lógica de idéias.

Podemos observar na produção do aluno outra questão importante , os problemas do texto contem uma lógica , pode-se constatar um certo domínio dos conteúdos da língua escrita.
ex4.JPG
ex4a.JPG
ex4b.JPG
ex4c.JPG

O Problema mais recorrido no texto analisado é que demandam serem retomados como objeto de sistematização são grafia fixa de vocabulário e segmentação das palavras , sendo que os conteúdos estão relacionados entre si.
Tendo em vista o processo pedagógico proposto , não é necessário que o aluno domine o código para produzir textos .
É essencial  que o professor estimule a criança a escrever suas idéias desde o inicio da alfabetização pois assim será levada a pensar no código e começara a entender seus princípios .
Além disso poderá contar com a ajuda do professor para a estimulação desse conhecimento , pois é importante que o professor mostre-se sempre disponível para ajudar e sanar duvidas em relação as silabas e palavras que a criança não souber fazer sozinha.

AULA  14  Avaliação em ensino da língua escrita

A avaliação não esta  desvinculada dos fundamentos teóricos e metodológicos que norteiam as praticas de alfabetização.
E todo resultado da avaliação da aprendizagem não tem qualquer destinação classificatória, mas se presta unicamente para que o professor possa valer deles para avaliar as dificuldades que embaraçam o progresso do aluno.

Avaliação acontece com procedimentos pedagógicos e  duas formas de entendimentos:
Avaliação processual ---- tem a função de acompanhar o aprendizado do aluno, entender o progresso e suas dificuldades no cotidiano.

Avaliação diagnostica--  tem a função metodológica de identificar  os problemas que emperram a aprendizagem do aluno e orientando novos passos do ensino.

Característica da avaliação
- Sistemática  e contínua, pois se processa no decorrer das atividades.
- deve ser sempre individual  com acompanhamento do professor
- auto-avaliação é quando o aluno se situa em relação ao seu próprio conhecimento de fracasso  ou progresso.
Para auxiliar avaliação do professor temos  uma ficha avaliativa
Que caracteriza o aprendizado em lugar  de ressaltar o erro e permite uma visão detalhada do progresso de cada aluno.

Como deve ser esta ficha de avaliação
 Com conteúdos e critérios das praticas de avaliação onde registra o processo desenvolvido com os alunos e também privilegia e mostra os erros de um aluno ou da classe inteira.

Critérios da ficha de avaliação
- articulação correta dos fonemas
- pronuncia correta sem fala coloquial e formal
- entonação adequada ( frase interrogativa, afirmativa, exclamativa e para expressar sentimentos)
- texto compatível com idade do aluno
- Expõe com clareza suas ideias
- questões gramaticais no uso da fala
- Observa concordância do gênero e números e nos casos mais simples
- observa concordância verbal nos casos  comuns
- elabora conclusões

  ( se quiser pode acrescentar mais critérios )

Linguagem  coloquial ou informal – hábitos da linguagem trazida de casa ou mesmo da zona rural    ex:  barde --- balde

 Linguagem   formal--  é a linguagem que se  aprende na escola      ex:   balde --- balde 

Critérios quanto aos conteúdos da leitura  da produção de texto
- compreensão dos símbolos
- decodificação dos símbolos usuais e criação de novos símbolos convencionais
- utilização de desenhos como de representação gráfica de imagens visuais
- reconhecimento das letras do alfabeto e seu valor fonético
- reconhecimento do texto num todo
- reconhecimento do caixa alta ou cursiva
- distingue letras de conotações  léxicas ( acento til,trema,apostrofo, cedilha)
- compreende função da virgula reticência e trema, hífen
- compreende a lógica do parágrafo
- Procura eliminar repetições desnecessária, valendo-se de sinônimos
- utiliza os modos e tempos  verbais  

Procedimentos do uso da ficha avaliativa não deve mobilizar o processo nas tarefas do cotidiano e sim identificar falhas no aprendizado e registrar o progresso dos alunos.
E também não deve ser  trabalhado e avaliado de forma seqüencial e sim um trabalho com sistematização de cada uma das  praticas de alfabetização.

As quatros práticas são:
- leitura e interpretação de texto
- produção de texto orais e escrito
- analise lingüística
- sistematização dos códigos 
  

Aula 15 –Letramento: novas realidades, novos conceitos

A palavra letramento entrou no vocabulário da educação a 10 anos.Com as transformações da vida as palavras também acabam mudando seus sentidos, parecendo novos conceitos, idéias,novo processo, e a própria língua oferece mecanismos para criar novas palavras, e isso é o que ocorre no processo de letramento.
Magda Soares aponta que “novas palavras são criadas, ou a velha palavra dá-se um novo sentido, quando emergem novos fatos, novas idéias, novas maneiras de compreender os fenômenos.
Antigamente havia outras palavras antes do letramento, que era alfabetização e aprender a ler e escrever.
A razão do aparecimento do novo conceito de letramento são em 3 ordens de razão:
- Desenvolvimento de estudos sobre a escrita.
- Aumento de demanda social da escrita, ou seja, na sociedade atual o uso da escrita  em diferentes situações da vida diária e da vida coletiva é muito mais necessária do que foi a anos atrás. A escrita é usada praticamente para todas as atividades do ser humano.
-Mudanças no modo de produção social, sou seja., como é que a base econômica da sociedade organiza o trabalho e que exigência se fazem para que a pessoa possa produzir no momento em que se aumentou a tecnologia e é embutida  na produção industrial, e na medida em que toda a forma de relações de produção são tornadas mais complexas elas criam exigências maiores que significam mais escolaridades e maior conhecimento da escrita das pessoas.
Essas três características fizeram com que passaram e ter novos conceitos , novas realidades, relativamente ao uso, ao funcionamento, ao conhecimento da leitura e da escrita pelos indivíduos, conceito esse que é o “letramento”.
O conceito de letramento foi produzido ao longo do tempo, lentamente nas próprias relações sociais .
Existem novidades e continuidade. Sendo assim novidade na medida em que o conceito conseguiu juntar idéias que vinham sendo produzidos e assim gera novas idéias .
Continuidade na medida em que ele incorpora coisas que já vinham acontecendo a algum tempo e que foram exatamente as coisas que permitiram a sua emergência, assim sendo ao pensar em letramento principalmente na pratica escolares, e muito importante.
“Letramento e um conjunto de práticas social, que usam a escrita enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contexto específicos (...) p fenômeno de letramento, então extrapola o mundo da escrita tal qual ele é concebido pelas instituições que se encarregam de introduzir formalmente  os indivíduos no mundo da escrita”  ( Angela Kleyman)
Letramento não é aquilo que se faz na escola mas aquilo que se faz na escola e na sociedade em todas as relações sociais.
O primeiro desse conceito é o que podemos chamar de alfabetização contextualizada.
O segundo conceito seria a idéia de leitura do mundo, ela nasce fundamentalmente com o pensamento de Paulo Freire  “ a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, ou seja,  para alguém aprender ler e escrever é preciso considerar a experiência que a pessoa traz no mundo em que está.
O terceiro conceito que é anterior ao conceito de letramento é aquele que opõem de um lado o mundo da leitura e do outro a leitura fragmática. Entendendo que o mundo e a leitura nesse caso esta se referindo  a um conjunto de discurso de produtos culturais bastante sofisticado fortemente organizado e codificados  em função dos processos sociais de produção intelectual e produção discursiva, cientifica e que diz respeito as artes, leituras, a ciência, a religião, etc. O mundo da leitura é muito amplo, difíceis mas que acima de tudo supõem uma convivência intensa com certas formas de organização dos textos do pensamento que tem haver com o conhecimento dessas formas de organização das escritas.
Em oposição de idéias de leitura do mundo, tem-se a idéia de leitura pragmática é aquela que exige um menor domínio discursivo por parte do leitor e acima de tudo um que fizer mais imediato.
Finalmente uma outra idéia que antecipa o conceito de letramento é aquele relativo a pratica de leitura e escrita no ensino da língua; essa idéia  nasceu nos anos 70, e traz um fundamento que é o do letramento, ou seja aprender ler e escrever não é decorar regras, não é saber gramática, é acima de tudo usar  a leitura e a escrita  para fazer coisas,para realizar coisas na escola e fora da escola.
Assim sendo todas essas reflexões contribuiu  para o estabelecimento de novas perspectivas para o ensino da língua. São 4 perspectivas e que são bastantes significativas para o trabalho do professor e para as próprias famílias e pensam a educação de seus filhos.
O primeiro dessas novas perspectivas é aprendizagem significativas da língua; percebe que nada adianta uma criança aprende o código escrito, aprender a letra, a decodificar as letras, pronunciar palavras se ela não aprender os sentidos que isso tem e os valores que isso constitui na vida dela. Aprendizagem significativa  da escrita é fundamentalmente  ir alem do código , não se refligir ao mero aprendizado formal do código escrito. Um segundo aprendizagem significativa é a perfeição da variação lingüística, ou seja, a língua não é sempre igual, as pessoas falam diferentes, e ensinar a língua nesse caso  não é simplesmente corrigir as pessoas , mas fazer perceber como  é que elas falam em cada contexto social em que se encontra. Isso mudou muito a compreensão  do que seja língua, gramática, leitura,  do que seja  o certo e trouxe benefícios muito significativos pra educação
A terceira perspectiva é aquela que diz respeito ao conhecimento da escrita  e a percepção de que é impossível aprender a ler e escrever sem aprender os conteúdos diferenciais relacionados a leitura e a escrita, portanto aprender a ler e escrever é aprender formas de pensar e não aprender formas de produzir texto oral ou grifar o texto escrito,.
O quarto ponto é aquele que diz respeito ao domínio da escrita e inserção social, quanto maior a inserção social de uma pessoa  maior a possibilidade que ela terá de conhecer a escrita e de usá-la  .Por outro lado, quanto maior o seu conhecimento  de escrita maior serão as possibilidades de ter uma boa posição social.
A origem do termo “letramento”  surgiu nos Estados unidos e no Canadá,  países de língua inglesa, o temos que se usava em leis para explicar esse estudos era Literacy (alfabetização). Trazido para o português  onde transformou-se na palavra letramento.
Existem diversas  dimensões  do uso de “letramento” e esse fato poder fazer com que a palavra hora signifique uma coisa , hora outra, atrapalhando a compreensão das pessoas  do seu sentido mais apropriado.
A primeira distinção é aquela que da conta do letramento enquanto processo e letramento enquanto estado. Pensar letramento enquanto processo significa dizer realizar a ação de fazer com que alguém aprende alguma coisa, é um processo pedagógico, ou ainda em evento social que leva as pessoas a aprender alguma coisa, é um processo social.
Quando fala em Estado, refere-se a aquilo que alguém sabe, portanto, é o conhecimento  passivo, conhecimento adquirido pela pessoa,
A segunda ambigüidade é aquela que esta expondo de um lado a dimensão  individual e de outro a dimensão coletiva do letramento. Alguns autores chegam a contextar a idéia de que o letramento  tem haver com a dimensão individual e que nesse caso a palavra  apropriada seria  alfabetização. Exemplo de dimensão individual, letramento de João, Maria, etc. Quando falamos de letramento dos brasileiros, etc estamos, portanto falando e coletivos, A assim 2 conceitos que precisam ser melhor analisados. A terceira ambigüidade seria aquela que contrapõem de um  lado o saber o sistema e do outro o saber usar o sistema – essa é uma oposição que  diz respeito a conhecer o código na sua mecânica e de saber fazer coisas com o código e usar para outra coisa. Alguns pesquisadores insistem que essa possibilidade existe , que as pessoas podem simplesmente saber as letras, o valor das letras,  mas não fazer nada com isso, ou seja não conseguem interpretar um texto, não sabem explicar.
Para poder avançar pedagogicamente e teoricamente nesse campo de estudo e praticas podemos pensar em uma nova sistematização- que tende reunir esses conjuntos de palavras relativas a letramento de uma forma mais equilibrada e que se complementam e não se pões em competições em oposição.
São 4 palavras reunidas, são relativas ao mesmo campo, ao mesmo objeto de pratica, investigação, objeto de estudo, entre elas são:
 Cultura escrita é basicamente modo de organização social, de produção de conhecimento, produção de cultura, de leis, modo de ser, ou seja, vivemos de uma cultura escrita.
Letramento-  entendida como um processo social  escolar e não  escolar de inserir  as pessoas nessas sociedades de escrita , oferecendo maior domínio , conhecimento e uso dos objetos da cultura escrita.
_Alfabetismo -  conceito individual e coletivo das pessoas onde alfabetismo é o estado , a condição de um individuo ou grupo relativamente ao seu conhecimento da escrita . O alfabetismo complementa o letramento, são temos que poder atuar conjuntamente.
- Alfabetização -  tema muito importante pra a escola  e não deve  perder essa dimensão, que agora fica restrita ao aprendizado inicial do sistema da escrita.
 Esses conceitos podem ser usados como tema complementar que certamente vão enriquecer o conhecimento de todo o processo. Usando todos eles ou usando um deles o importante é compreender que educação e o saber ler e escrever são fundamentais para a participação social plena em nossa sociedade.


[1] O filósofo tcheco combateu o sistema medieval, defendeu o ensino de "tudo para todos" e foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança


[2] Surge então o livro didático para a aprendizagem.


4 comentários:

  1. Respostas
    1. Muito Obrigada pela visita e fique a vontade!
      Seja muito bem vinda.

      Excluir
  2. É maravilhoso o seu blog não consigo ficar um dia sem entrar e ver as novidades que são sempre muito interessantes .

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...