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quarta-feira, setembro 09, 2020

Psicologia da educação 05/05

Pergunta 1 - A Psicologia da Educação do começo do século XX se baseava, essencialmente, em três áreas que vinham se desenvolvendo muito rapidamente naquela época: a Psicologia da Criança, a Psicologia da Aprendizagem e a Psicologia das Diferenças Individuais. Leia atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B” e, em seguida, assinale a alternativa que reúne as correspondências corretas entre as informações nelas contidas.

 

Coluna A

I – Essa área não se limitava ao estudo do desenvolvimento intelectual, abrangendo, também, o campo da personalidade e do rendimento escolar (Por exemplo, avaliação de habilidades como Matemática e Leitura).

II – Essa área, no começo do século XX, era muito influenciada pelas ideias associacionistas de Thorndike.

III – Essa área foi importante para a Psicologia da Educação, sobretudo, pela aceitação crescente entre os educadores e os teóricos da Educação, de que é indispensável conhecer melhor o desenvolvimento do aluno para poder educá-lo melhor.

 

Coluna B

1. Psicologia da Criança

2. Psicologia da Aprendizagem

3. Psicologia das Diferenças individuais

A sequência CORRETA desta associação é

Resposta Selecionada: e. I-3; II-2; III-1.

 

 

Pergunta 2 - Muitas das ideias da Psicologia Científica já eram questões que intrigavam os seres humanos desde os primórdios e podemos classificar esse conhecimento como Psicologia Pré-Científica. Filósofos gregos como Platão e Aristóteles, por exemplo, pensaram e discutiram muitas dessas ideias, contribuindo para a formulação de teorias sobre a personalidade, a memória, as emoções e os pensamentos, que são temas ainda hoje atuais para a Psicologia Científica. Contudo, esse conhecimento era atrelado ao campo da Filosofia e não de uma Ciência específica. Dessa forma, podemos afirmar que a mudança radical da Psicologia Pré-Científica para a Psicologia Científica foi:

Resposta Selecionada: c. A criação do Laboratório de Psicologia Experimental, de Wundt, em Leipzig, na Alemanha, em 1879, que possibilitou a adoção de métodos científicos para o estudo de processos psicológicos e definiu o objeto de estudos da Psicologia.

 

 

Pergunta 3 - Leia a seguinte definição de Psicologia da Educação:

[...] de acordo como nossos propósitos, interpreta-se o termo “psicologia educacional”, num sentido amplo, como aquilo que cobre todas as fases de estudo da vida mental relacionadas à Educação. Considera-se, pois, que a psicologia educacional inclui não só o campo bem conhecido que integra o livro-texto convencional – a psicologia das sensações, o instinto, a atenção, os hábitos, a memória, as técnicas e a economia da aprendizagem, os processos conceituais etc. -, mas também os seguintes aspectos: os problemas de desenvolvimento mental (a herança, a adolescência e o inesgotável campo do estudo da criança); o estudo das diferenças individuais, do “retardo e da precocidade” no desenvolvimento; a psicologia da “classe especial"; a natureza dos dotes mentais; a medida da capacidade mental; a psicologia dos testes mentais; a correlação dos hábitos mentais; a psicologia dos métodos especiais nas diversas etapas escolares; os importantes problemas da higiene mental. Todos esses elementos – seja do ponto de vista experimental, estatístico ou literário – são temas e problemas a serem tratados em uma revista de psicologia educacional (W. C. BAGLEY; J. C. BELL; C. E. SEASHORE; G. M. WHIPPLE (1910). Journal of Educational Psychology, n. 1, p.1-3).

O trecho acima foi retirado da primeira revista científica especializada em Psicologia da Educação e revela uma tendência comum dessa área, na primeira metade do século XX, que era:

Resposta Selecionada: e. A crença de que a Psicologia Científica poderia ser transformada em uma Engenharia Psicológica aplicada à Educação e, assim, explicar e resolver todos e quaisquer problemas relacionados à Educação.

 

 

Pergunta 4 - Ana dava bons conselhos a seus amigos e familiares. Ela tinha muitas habilidades sociais e sabia como usá-las. Todos diziam que Ana entendia muito bem de Psicologia, pois sabia, como ninguém, convencer as pessoas nas mais diversas situações; até mesmo a tomar remédios quando elas não queriam. Por outro lado, Regina não tinha tantas habilidades sociais, mas cursou a Faculdade de Psicologia e aprendeu teorias e método científicos que a ajudaram a se desenvolver profissionalmente e a usar a Psicologia para ajudar as pessoas a aprenderem melhor.

Considerando-se o relato sobre Ana e Regina é CORRETO dizer que o conhecimento delas sobre Psicologia é diferente e pode ser classificado, RESPECTIVAMENTE, como sendo:

Resposta Selecionada: d. Psicologia do Senso Comum; Psicologia Científica.

terça-feira, setembro 08, 2020

Psicologia e Educação 04/05

 

Pergunta 1 - Segundo a teoria de Piaget, o desenvolvimento cognitivo pode ser descrito em termos de diferentes estágios qualitativamente diferentes. Em cada estágio as crianças apresentam características particulares que são superadas ou modificadas quando um novo estágio se consolida. Em um dos estágios descritos por Piaget as crianças apresentam um comportamento denominado de egocentrismo. Nas palavras de Piaget "o egocentrismo infantil é a confusão inconsciente do ponto de vista próprio com o ponto de vista dos outros." (Piaget, 1951, p. 39). O processo de descentração, ou seja, de mudança dessa característica, surge nas interações entre a criança com adultos e outras crianças. Assim, as relações humanas são de grande importância para que haja a distinção do ponto de vista próprio e dos outros e a coordenação destas diferenças. Mediante essa afirmação, podemos dizer que o egocentrismo é uma característica marcante do que Piaget denomina como: Resposta Selecionada: b. estágio pré-operatório;

 

 

Pergunta 2 - B.F. Skinner ao enfatizar o papel da cultura na aprendizagem identifica três níveis de seleção dos comportamentos que são: Resposta Selecionada: e. filogênese, ontogênese e cultura;

 

 

Pergunta 3 - A teoria de Vygotsky destaca o papel da linguagem como elemento fundamental para a interiorização do que é coletivo. Dessa forma a linguagem é um instrumento que permite a socialização e a formação do próprio pensamento. Podemos dizer que segundo Vygotsky o papel do professor é:

Resposta Selecionada: b. importante para garantir as interações linguísticas em sala de aula e na escola, funcionando como um discurso de suporte para orientar o aluno em seu processo de aprendizagem.

 

 

Pergunta 4 - Sobre a importância das relações humanas na Educação, é INCORRETO afirmar que:

Resposta Selecionada: b. Nas escolas não é urgência pensar em relações humanas, já que existem outros fatores mais relevantes como o conteúdo a ser ensinado e os métodos de ensino.

sexta-feira, setembro 04, 2020

Psicologia e Educação 03/05

Pergunta 1 - Sobre a predominância feminina no magistério brasileiro, leia o trecho abaixo:

Ao longo do século XX, a docência foi assumindo um caráter eminentemente feminino, hoje, em especial na Educação Básica (composta da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio), é grande a presença de mulheres no exercício do magistério.

De acordo com o primeiro Censo do Professor, 14,1% da categoria é constituída de homens e 85,7% de mulheres. Levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) com 52 mil professores brasileiros mostra que 97,4% dos docentes de 1a a 4a série do Ensino Fundamental são mulheres. Elas ocupam 80,6% das 5as até as 8as séries desse ensino e 60,8% do Ensino Médio. A pesquisa da CNTE aponta ainda que entre diretores, coordenadores e supervisores ligados à Educação Básica 90,1% são mulheres.

Podemos analisar a predominância feminina no magistério brasileiro revelada por esses dados como sendo resultado de vários fatores. Dessa forma, todos os fatores abaixo foram importantes para essa condição, EXCETO:

Resposta Selecionada: e. A promulgação da lei das escolas de primeiras letras em 1827.

 

 

Pergunta 2 - Tornar-se professor trata-se de um processo complexo e multidimensional que abrange inúmeras facetas, desde motivações individuais até imposições sociopolíticas e culturais. Segundo Flores (2003), devemos considerar quatro contextos da formação do professor: político, curricular, de investigação e prático. Leia atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B” para, em seguida, assinalar a alternativa que reúne as correspondências CORRETAS entre as informações nessas contidas.

Coluna A

I – o papel do professor; o papel de aluno; a compreensão do que é ensinar e aprender; as matrizes curriculares (conteúdos propostos para as disciplinas específicas) e as noções de políticas para formar sujeitos.

II – o enquadramento legal para formar professores; as ênfases nacionais e regionais e a normatização de Leis Educacionais.

III – condições de trabalho; interação com as instituições educacionais; aquisição de cultura e estruturação de liderança; organização de papéis e tarefas; oportunizar aprendizagens (formação ao longo do tempo).

IV - aprender a ensinar; aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional; constante reflexão sobre a prática educativa (conscientização); socialização profissional (trocas entre parceiros de profissão).

Coluna B

1. Contexto político

2. Contexto curricular

3. Contexto de investigação

4. Contexto prático

A sequência CORRETA desta associação é

Resposta Selecionada: b. I-2; II-1; III-4; IV-3.

 

 

Pergunta 3 - Considerando a importância dos estudos sobre a construção da identidade docente e a formação dos professores é INCORRETO afirmar que:

Resposta Selecionada: a) A identidade docente é um conceito uniforme; todos os professores que passam por um curso de formação docente desenvolvem uma identidade docente da mesma forma.

  

 

Pergunta 4 - Antônio da Costa Ciampa é um dos pesquisadores sobre o conceito de identidade de maior renome no Brasil. Ele discute a construção da identidade sob a óptica da Psicologia Social. Para Ciampa, a identidade é:

Resposta Selecionada: c. uma metamorfose, está sempre em constante transformação, sendo o resultado da intersecção entre a história da pessoa, seu contexto histórico e social e seus projetos.

quarta-feira, setembro 02, 2020

Psicologia e Educação 02/05

Pergunta 1 - Considerando as diferentes concepções sobre aprendizagem, é INCORRETO afirmar que:

Resposta Selecionada:

b. Os construtivistas propõem que, como as crianças constroem seu próprio conhecimento, os métodos de ensino não são realmente importantes e os professores são dispensáveis nos processos educativos.

  

 

Pergunta 2 - A proposta de B.F. Skinner apresenta diferenças importantes para o behaviorismo, tanto que sua abordagem passa a ser conhecida como behaviorismo radical. Entre essas diferenças, Skinner amplia a proposta de Watson e Pavlov, identificando um novo procedimento de aprendizagem de comportamentos mais frequente nos seres humanos.

Considerando as propostas de Pavlov, Watson e Skinner, temos dois procedimentos básicos de aprendizagem, que são:

Resposta Selecionada: e. Condicionamento respondente e condicionamento operante.

  

 

Pergunta 3 - Considerando as diferentes perspectivas teóricas sobre a aprendizagem e o ensino, podemos destacar as importantes contribuições de alguns teóricos para a educação. Entre eles, destacamos as teorias de David Ausubel, Carl Rogers, B. F. Skinner e Jerome Bruner, que são, RESPECTIVAMENTE, representantes das seguintes abordagens:

Resposta Selecionada: b. Cognitivismo, Humanismo, Behaviorismo e Construtivismo.

 

  

Pergunta 4 - Em uma sala de aula, um aluno apresenta um comportamento considerado inadequado pela professora, que o encaminha para a Sala da Coordenação. Como a coordenadora estava ocupada em entrevistas com pais, ela permitiu que o aluno utilizasse o computador enquanto esperava. O aluno, então, ficou brincando com jogos no computador, enquanto aguardava a coordenadora. Podemos dizer que, assim, seu comportamento inadequado em sala de aula foi __________, ou seja, em uma situação futura, existe a tendência de que ele irá novamente praticar a ação inadequada para voltar à sala da Coordenação e poder brincar no computador. Por outro lado, podemos dizer que ao encaminhar o aluno que a importunava, a professora foi __________, já que seu comportamento eliminou a situação desagradável para ela e provavelmente ela fará o mesmo em situações futuras.

Segundo a proposta de B. F. Skinner, podemos preencher CORETAMENTE as lacunas da seguinte maneira:

Resposta Selecionada: a. reforçado positivamente; reforçada negativamente.

Psicologia e Educação 01/05

Pergunta 1 - Analise as assertivas a seguir sobre Psicologia do Desenvolvimento:

I – O desenvolvimento humano deve ser analisando considerando-se todas as mudanças que ocorrem desde a concepção até a morte. Isso é considerar o desenvolvimento ao longo do ciclo vital.
II - O desenvolvimento humano deve ser estudado de forma separada e específica, o que possibilita o estudo em detalhes do desenvolvimento físico-motor, ou intelectual-cognitivo, ou afetivo-emocional, ou social.
III – Existe um debate teórico sobre o que é inato e o que é adquirido ou, em outras palavras, sobre qual a influência da natureza (biológico) e da cultura (social) no desenvolvimento humano. Hoje em dia, adota-se mais uma perspectiva sociointeracionista que considera que ambos os fatores contribuem para o desenvolvimento.
IV – As teorias de Piaget, Vygotsky, Wallon e Skinner são exemplos de importantes teorias do desenvolvimento humano.
Quanto à veracidade – V para VERDADEIRO, ou F para FALSO, as assertivas I, II, III e IV são, RESPECTIVAMENTE:
Resposta Selecionada: c. V; F; V; F.



Pergunta 2 - Lucas tem 5 anos e já sabe andar muito bem de triciclo. Ele tem um __________, que permite que ele ande de triciclo com tranquilidade, tanto que já teve dois triciclos de cores diferentes. No Dia das Crianças, os pais de Lucas deram uma bicicleta para ele, mas, embora Lucas tenha ficado muito feliz, ele ainda não aprendeu como andar de bicicleta. Lucas tentou subir nela, assim como fazia com o triciclo, ou seja, ele estava usando o processo de __________, mas isso não foi eficiente. Ele Lucas tentou a mesma coisa algumas vezes e caiu em todas. Depois de algumas tentativas, Lucas começou a mudar suas estratégias e aprendeu que precisava sentar de um modo um pouco diferente para não cair; então criou um novo __________, por meio do processo de__________.
Analisando o caso de Lucas na perspectiva de Piaget, poderíamos preencher as lacunas com os conceitos piagetianos apropriados, na seguinte ordem:
Resposta Selecionada: d.esquema mental; assimilação; esquema mental; acomodação.



Pergunta 3 - Em sua teoria da epistemologia genética, Jean Piaget identificou quatro estágios do desenvolvimento cognitivo que se caracterizam por mudanças qualitativas nas formas de pensar das crianças. Esses quatro estágios são muito importantes e bases para o desenvolvimento de diversas propostas educacionais.
Assinale a seguir a alternativa que indica a ordem CORRETA dos estágios do desenvolvimento cognitivo segundo Piaget:
Resposta Selecionada: b. Estágio Sensório-Motor, Estágio Pré-Operatório, Estágio Operatório-Concreto, Estágio Operatório-Formal.



Pergunta 4 - Leia a afirmação a seguir, na qual se omitiu (lacuna) o conceito a que se refere, procurando identificar esse conceito por meio das características apresentadas:
_________ é a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar por meio da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado por meio da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY, 1998, p.112).
Resposta Selecionada: d.Zona de Desenvolvimento Proximal.


segunda-feira, agosto 17, 2020

Psicologia e Educação

Pergunta 1 - Leia a seguinte definição:

“__________ é um processo que envolve as esferas cognitiva, afetiva e motora e pode ser inferida a partir de mudanças relativamente permanentes no comportamento, resultantes da prática; porém, estas mudanças não podem ser confundidas com as mudanças causadas pela maturação biológica ou pela atuação de fatores externos como drogas e fadiga.” (BRITO, M. R. F. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. Especial 1/2011, p. 36, 2011).
Assinale a alternativa que preenche, de forma CORRETA, a lacuna:
Resposta Selecionada: e. Aprendizagem


Pergunta 2 - Leia a afirmação a seguir:
A escola foi soterrada nos últimos 30 anos com uma série de ocupações que ela não dá conta – e não dará. Em uma sociedade em que os adultos passaram a se ausentar da convivência com as crianças, seja por conta do excesso de trabalho, da distância nas megalópoles ou da falta de paciência para conviver com aqueles que têm menos idade, a escola ficou soterrada de tarefas. As famílias confundem escolarização com educação. É preciso lembrar que a escolarização é apenas uma parte da educação. Educar é tarefa da família. Muitas vezes, o casal não consegue, com o tempo de que dispõe, formar seus filhos e passa a tarefa ao professor, responsável por uma classe de 35 ou 40 alunos, tendo de lidar com educação artística, religiosa, ecológica, sexual, para o trânsito, contra a droga, português, matemática, história, biologia, língua estrangeira moderna, etc. etc. etc. A escola passou a ser vista como um espaço de salvação. (Entrevista de Mário Sérgio Cortella ao Estado de São Paulo, 2014).
Com base na afirmação do filósofo Mário Sérgio Cortella, podemos concluir que um problema atual é:
Resposta Selecionada: e. Nas últimas décadas, a Escola passou a assumir cada vez mais a responsabilidade por diversos temas da Educação das crianças, dificultando a escolarização, e as famílias cada vez menos responsabilidades pela educação de seus filhos.


Pergunta 3 - Nas escolas, algumas das queixas de dificuldades mais frequentes, que demandam Necessidades Educativas Especiais (NEEs) são as de dificuldades de atenção, de aprendizagem da leitura, da escrita, e de Matemática. Contudo, na maioria dos casos, essas dificuldades são facilmente solucionadas com a mudança nas estratégias pedagógicas. Como a aprendizagem é um fenômeno complexo e que depende da harmonia de diversos fatores (psicológicos, familiares, socioculturais, pedagógicos e biológicos), somente após uma avaliação cuidadosa de cada uma dessas dimensões (especialmente a pedagógica) é que se pode diagnosticar um Transtorno da Aprendizagem (TA). Por essa razão, os TA têm definições e critérios diagnósticos precisos e que excluem as dificuldades de aprendizagem que são frutos das situações educacionais. Considerando isso, leia atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B” e, em seguida, assinale a alternativa que reúne as correspondências corretas entre as informações nelas contidas:
Coluna A
I - A característica essencial desta TA consiste em uma capacidade para a realização de operações aritméticas (medida por testes padronizados, individualmente administrados, de cálculo e raciocínio matemático) acentuadamente a seguir da esperada para a idade cronológica, a inteligência medida e a escolaridade do indivíduo.
II – A característica essencial desta TA é uma dificuldade na escrita, em que os problemas podem estar relacionados ao componente grafomotor (padrão motor da escrita) (por exemplo: forma das letras, espaço entre as palavras, pressão do traço); com a soletração; e com a produção de textos escritos.
III - A característica essencial desta TA é um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade, mais frequente e severo do que aquele tipicamente observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento
IV - A característica essencial desta TA é um comprometimento específico e significativo do desenvolvimento das habilidades da leitura, não atribuível exclusivamente à idade mental, a transtornos de acuidade visual ou à escolarização inadequada.
Coluna B
1. Dislexia
2. Discalculia
3. Disgrafia
4. TDAH
Resposta Selecionada: b. I-2, II-3, III-4, IV-1.

Pergunta 4 - O psicólogo norte-americano Jerome Bruner (1915-2016) foi responsável por desenvolver diversos trabalhos que podem ser classificados tanto na abordagem cognitivista quanto na abordagem construtivista. Ele acreditava que se pode ensinar qualquer conteúdo a qualquer criança desde que se adapte esse conteúdo e o apresente de forma intelectualmente honesta. Dessa maneira, uma proposição de organização curricular de Bruner é o chamado “currículo em espiral”.
Isso significa que a sequência didática deve:
Resposta Selecionada: d. Apresentar os conteúdos em diferentes níveis de profundidade e de representação, iniciando o ensino com definições gerais para depois introduzir exemplos específicos.

sábado, agosto 08, 2020

Psicologia da educação

1- A Psicologia da Educação do começo do século XX se baseava, essencialmente, em três áreas que vinham se desenvolvendo muito rapidamente naquela época: a Psicologia da Criança, a Psicologia da Aprendizagem e a Psicologia das Diferenças Individuais. Leia atentamente as informações contidas nas colunas “A” e “B” e, em seguida, assinale a alternativa que reúne as correspondências corretas entre as informações nelas contidas.

Coluna A
I – Essa área não se limitava ao estudo do desenvolvimento intelectual, abrangendo, também, o campo da personalidade e do rendimento escolar (Por exemplo, avaliação de habilidades como Matemática e Leitura).
II – Essa área, no começo do século XX, era muito influenciada pelas ideias associacionistas de Thorndike.
III – Essa área foi importante para a Psicologia da Educação, sobretudo, pela aceitação crescente entre os educadores e os teóricos da Educação, de que é indispensável conhecer melhor o desenvolvimento do aluno para poder educá-lo melhor.

Coluna B
1. Psicologia da Criança
2. Psicologia da Aprendizagem
3. Psicologia das Diferenças individuais
A sequência CORRETA desta associação é
Resposta Selecionada: e. I-3; II-2; III-1.


2 - Muitas das ideias da Psicologia Científica já eram questões que intrigavam os seres humanos desde os primórdios e podemos classificar esse conhecimento como Psicologia Pré-Científica. Filósofos gregos como Platão e Aristóteles, por exemplo, pensaram e discutiram muitas dessas ideias, contribuindo para a formulação de teorias sobre a personalidade, a memória, as emoções e os pensamentos, que são temas ainda hoje atuais para a Psicologia Científica. Contudo, esse conhecimento era atrelado ao campo da Filosofia e não de uma Ciência específica. Dessa forma, podemos Afirmar que a mudança radical da Psicologia Pré-Científica para a Psicologia Científica foi:
Resposta Selecionada: c. A criação do Laboratório de Psicologia Experimental, de Wundt, em Leipzig, na Alemanha, em 1879, que possibilitou a adoção de métodos científicos para o estudo de processos psicológicos e definiu o objeto de estudos da Psicologia.


3 - Leia a seguinte definição de Psicologia da Educação:
[...] de acordo como nossos propósitos, interpreta-se o termo “psicologia educacional”, num sentido amplo, como aquilo que cobre todas as fases de estudo da vida mental relacionadas à Educação. Considera-se, pois, que a psicologia educacional inclui não só o campo bem conhecido que integra o livro-texto convencional – a psicologia das sensações, o instinto, a atenção, os hábitos, a memória, as técnicas e a economia da aprendizagem, os processos conceituais etc. -, mas também os seguintes aspectos: os problemas de desenvolvimento mental (a herança, a adolescência e o inesgotável campo do estudo da criança); o estudo das diferenças individuais, do “retardo e da precocidade” no desenvolvimento; a psicologia da “classe especial"; a natureza dos dotes mentais; a medida da capacidade mental; a psicologia dos testes mentais; a correlação dos hábitos mentais; a psicologia dos métodos especiais nas diversas etapas escolares; os importantes problemas da higiene mental. Todos esses elementos – seja do ponto de vista experimental, estatístico ou literário – são temas e problemas a serem tratados em uma revista de psicologia educacional (W. C. BAGLEY; J. C. BELL; C. E. SEASHORE; G. M. WHIPPLE (1910). Journal of Educational Psychology, n. 1, p.1-3).
O trecho acima foi retirado da primeira revista científica especializada em Psicologia da Educação e revela uma tendência comum dessa área, na primeira metade do século XX, que era:
Resposta Selecionada: e. A crença de que a Psicologia Científica poderia ser transformada em uma Engenharia Psicológica aplicada à Educação e, assim, explicar e resolver todos e quaisquer problemas relacionados à Educação.


4 - Ana dava bons conselhos a seus amigos e familiares. Ela tinha muitas habilidades sociais e sabia como usá-las. Todos diziam que Ana entendia muito bem de Psicologia, pois sabia, como ninguém, convencer as pessoas nas mais diversas situações; até mesmo a tomar remédios quando elas não queriam. Por outro lado, Regina não tinha tantas habilidades sociais, mas cursou a Faculdade de Psicologia e aprendeu teorias e método científicos que a ajudaram a se desenvolver profissionalmente e a usar a Psicologia para ajudar as pessoas a aprenderem melhor.
Considerando-se o relato sobre Ana e Regina é CORRETO dizer que o conhecimento delas sobre Psicologia é diferente e pode ser classificado, RESPECTIVAMENTE, como sendo:
Resposta Selecionada:
d. Psicologia do Senso Comum; Psicologia Científica.


sábado, janeiro 25, 2020

Prova online: Psicologia da Educação 002#

[QUESTÃO 01] Enrique Pichon-Rivière criou uma importante vertente da psicologia social contemporânea. No estudo dos grupos, instituições e demais formas de sociedade humana, destacou os sentimentos de filiação e de pertença dos indivíduos aos grupos. Para Pichon, os grupos, as Organizações e as distintas formas da sociedade humana originam-se de uma necessidade universal que leva os homens a se associarem. Quanto a esses aspectos, assinale a afirmação correta.
a) O impulso para a filiação tem, como pano de fundo, dois medos básicos que motivam a conduta humana: o temor da perda e do ataque, que só podem ser resolvidos em sociedade com outros semelhantes. (CORRETA)
b) O sentimento de pertença, no entanto, não se relaciona com o de filiação. Ele surge da adoção de atitudes e normas que regem a vida dessa comunidade.
c) A articulação de uma pessoa a um grupo acontece por meio de mecanismo complexo que se sustenta fundamentalmente nas redes de filiações.
d) O modelo dessas relações positivas com o mundo não é fornecido no primeiro vínculo estabelecido com a mãe, já que não é por intermédio dela que as necessidades vitais são satisfeitas.


[QUESTÃO 02] Discute-se muito, hoje em dia, a contraposição entre a escola como instituição que ensina e como instituição aprendente. A primeira pretendeu ensinar, e assim sempre se manteve como um dos pilares do status quo da sociedade; a segunda se coloca como sujeito e pretende aprender com o contexto que a cerca.
Uma das características da escola aprendente é
a) ser normativa, linear e mecanicista.
b) possuir ações desenvolvidas, ora técnicas, ora paternalistas.
c) ter boas relações que impedem o surgimento de tensões e conflitos.
d) o gestor como incentivador da construção da cultura institucional.(CORRETA)


[QUESTÃO 03A influência da Teoria Sistêmica sobre a gestão escolar foi muito marcante no Brasil da década de 1970. Uma dessas influências é a:
a) exploração dos trabalhadores pela organização de trabalho.
b)    ênfase nos grupos e relações informais no trabalho.
c) utilização de planilhas para a elaboração dos planejamentos e a formulação de objetivos instrucionais.(CORRETA)
d) divisão do trabalho, em que cada tarefa deve ser dividida no maior número possível de subtarefas.


[QUESTÃO 04Existe um teórico da Psicologia que tem como característica notável da sua abordagem o estudo da dinâmica dos grupos, a aplicação de conceitos relativos ao comportamento individual e grupal. Assim como o indivíduo e o seu ambiente formam um campo psicológico, assim também o grupo e seu ambiente compõem 
um campo social. Esse autor é
a ) Skinner.
b ) Freud.
c ) Bion.
d ) Lewin.(CORRETA)


[QUESTÃO 05Os nomes de Frederick Winslow Taylor e de Henri Fayol estão ligados, respectivamente,
a) à Escola de Administração Científica e à Escola Clássica de Administração.(CORRETA)
b) à Escola de Administração Científica e à Teoria Sistêmica de Administração.
c) às teorias modernas de gestão e às teorias emergentes de gestão.
d) à Escola Clássica de Administração e à Escola de Administração Cientifica.


[QUESTÃO 06] Para César Coll, a elaboração curricular deve ter em conta a análise da realidade operada com referenciais específicos. O autor fala de quatro referenciais. O primeiro é o socio antropológico, que considera os diferentes aspectos da realidade social em que o currículo será aplicado; o segundo é o psicológico, que se volta para o desenvolvimento cognitivo do aluno; o terceiro é o pedagógico, que se apropria do conhecimento gerado na sala de aula em experiências prévias; o quarto se fixa nas características próprias das diversas áreas do saber tratadas pelo currículo.
Este quarto referencial é chamado de
a) psicopedagógico.
b) epistemológico.(CORRETA)
c) organizativo.
d) temporal.

sábado, outubro 19, 2019

Prova

QUESTÃO 01: A responsabilidade pela implementação do Projeto Político Pedagógico da escola, pela consecução dos aspectos pedagógicos da missão institucional e pela realização das decisões de cunho pedagógico, tomadas pelo conselho da escola, compete

a ) aos professores da escola.
b ) à equipe técnico-pedagógica da escola. (CORRETA)
c ) ao gestor escolar.
d ) à Secretaria de Educação do estado ou do município.


QUESTÃO 02: Existe um teórico da Psicologia que tem como característica notável da sua abordagem o estudo da dinâmica dos grupos e a aplicação de conceitos relativos ao comportamento individual e grupal. Assim como o indivíduo e o seu ambiente formam um campo psicológico, assim também o grupo e seu ambiente compõem um campo social. Esse autor é

a ) Bion.
b ) Lewin (CORRETA)
c ) Skinner.
d ) Freud.


QUESTÃO 03: Discute-se muito, hoje em dia, a contraposição entre a escola como instituição que ensina e como instituição aprendente. A primeira pretendeu ensinar, e assim sempre se manteve como um dos pilares do status quo da sociedade; a segunda se coloca como sujeito e pretende aprender com o contexto que a cerca. 
Uma das características da escola aprendente é

a) o gestor como incentivador da construção da cultura institucional. CORRETA
b) ser normativa, linear e mecanicista
c) ter boas relações que impedem o surgimento de tensões e conflitos.
d ) possuir ações desenvolvidas, ora técnicas, ora paternalistas.


QUESTÃO 04: A síndrome Burnout é uma resposta ao estresse ocupacional crônico e se caracteriza pela desmotivação, pelo desinteresse, pelo mal-estar interno ou insatisfação ocupacional que parece afetar, em variados graus, profissionais que lidam com outras pessoas, que resolvem problemas dos outros, como médicos, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, pessoas que atendem o público, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing, bombeiros e, principalmente, professores. Embora os efeitos sejam danosos, é possível que ele termine com o chamado Fenômeno Fênix. Isso significa que o professor

a )termina como a fênix, consumindo-se em chamas, ?queimando completamente até a incineração completa?, como o próprio termo burnout significa.
b ) enfrenta o Fenômeno Fênix como o início do processo da síndrome de Burnout.
c ) só enfrenta o Fenômeno Fênix se tiver uma estrutura neurótica de personalidade já instalada.
d ) pode recuperar-se e retomar o prazer no trabalho, como uma fênix ? ave mitológica grega ? que
renasce das cinzas. (CORRETA)

quarta-feira, novembro 22, 2017

Psicologia da educação

QUESTÃO 1
Ao tratar do desenvolvimento humano, Vygotsky deixa claro que
a ) as características tipicamente humanas não estariam prontas no nascimento, mas se desenvolveriam ao longo da vida, sendo resultado da interação dos fatores biológicos com os culturais.

QUESTÃO 2
Os conceitos que a criança faz dos objetos e que são internalizados são
c ) apropriados por ela de forma gradual.

QUESTÃO 3
Qual a principal característica do método psicanalítico?
d ) Associação livre.

QUESTÃO 4
Atualmente, o ensino da Psicologia busca
c ) estabelecer um critério sistematizado para analisar os fenômenos humanos inseridos na realidade cotidiana.

QUESTÃO 5
Na teoria de Vygotsky, o brinquedo tem função de
c ) permitir que a criança estabeleça vínculo entre sua atitude e a atitude adulta, o que é uma função importante na construção do psiquismo infantil.

QUESTÃO 6
Que tipos de instrumento permitiram que o ser humano atuasse sobre o meio?
b ) Materiais e simbólicos.

QUESTÃO 7
É característica do estágio do personalismo para Wallon:
a ) formação da personalidade.

QUESTÃO 8
A teoria defendida por Vygotsky ficou conhecida como
d ) teoria sócio-histórica ou histórico-cultural.

QUESTÃO 9
A inteligência analítica constitui
b ) as possibilidades de comparação e avaliação das tarefas.

QUESTÃO 10
Podemos dizer que o que distingue o movimento de um gesto e o som de uma palavra é
c ) o significado apropriado pela criança. 

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Prova N2


PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO

1. A memória de longo prazo é


  •  o mero registro das informações.
  •  a superação de coisas terríveis.
  •  a possibilidade do esquecimento.
  •  a consolidação das informações.   CORRETA

2. Conforme a teoria de Lev Vygotsky, no cotidiano, o adulto vai mediando o olhar da criança sobre o mundo e sobre si mesma.



  • Aos poucos, esse conhecimento vai se transformando em conceito

  •  exclusivamente a partir da atividade cognitiva.
  •  exclusivamente a partir da atividade instrumental.
  •  a partir das atividades cognitiva e instrumental.  CORRETA
  •  já que o adulto fornece todos os conteúdos.

3. O trabalho de grupo é importante para o indivíduo porque gera


  •  apreciação do outro meu semelhante.
  •  confiança social.
  •  autoconfiança, autopercepção.   CORRETA
  •  compartilhamento, cooperação.

4. Após o estudo do desenvolvimento da adolescência, pode-se dizer que, para estudá-la, os aspectos biológicos, socioculturais e psicológicos


  •  constituem as fases da adolescência.
  •  são inseparáveis e interdependentes.
  •  são os aspectos biológicos os mais relevantes.  CORRETA
  •  não são dependentes.

domingo, dezembro 02, 2012

Leitura Complementar


50 questões básicas sobre Construtivismo


Revista NOVA ESCOLA
Março de 1995

1 — O que é o construtivismo?
É o nome pelo qual se tomou conhecida uma nova linha pedagógica que vem ganhando terreno nas salas de aula há pouco mais de uma década. As maiores autoridades do construtivismo, contudo, não costumam admitir que se trate de uma pedagogia ou método de ensino, por ser um campo de estudo ainda recente, cujas práticas, salvo no caso da alfabetização, ainda requerem tempo para amadurecimento e sistematização.


2- Em que se distingue a pedagogia construtivista, em linhas gerais?
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito, e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como, por exemplo, a memorização. Daí o termo "construtivismo", pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.


3 — Com base em que o construtivismo adota tais praticas?
Com base nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980),. a maior autoridade do século sobre o processo de funcionamento da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo estruturas lógicas próprias. que evoluem conforme faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto. Por exemplo: se uma criança de 4 ou 5 anos transforma uma bolinha de massa em salsicha. ela conclui que a salsicha. por ser comprida, contém mais massa do que a bolinha. Não se trata de um erro, como se julgava antes de Piaget, mas de um raciocínio apropriado a essa faixa etária. O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.


4 — Piaget criou o construtivismo?
Nada mais falso. Ao contrário do que muitos imaginam, ele nunca se preocupou em formular uma pedagogia: dedicou a vida a investigar os processos da inteligência. Outros especialistas é que se valeram das suas descobertas para desenvolver propostas pedagógicas inovadoras.


5 — De onde vem, então, o construtivismo?
Quem adotou e tornou conhecida a expressão foi uma aluna e colaboradora de Piaget. a psicóloga Emilia Ferreiro. nascida na Argentina em 1936 e que atualmente mora no México. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo, e especificamente. o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.


6 — Então é ela a autora da pedagogia construtivista?
Não. A exemplo de Piaget, Emilia se limitou a desenvolver uma teoria científica. Outros especialistas é que vêm utilizando suas descobertas, assim como as de Piaget. para formular novas propostas pedagógicas. No começo, o nome construtivismo se aplicava só à teoria de Emilia. Com o tempo, passaram a ser chamadas de construtivistas as novas propostas pedagógicas inspiradas em sua teoria, a própria teoria de Piaget e ate mesmo pedagogias anteriores, porem compatíveis, como a do educador soviético Lev Vvgotsky (1896-1934).


7 — O que a teoria de Emilia Ferreiro sustenta?
A pesquisadora aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e da escrita entre crianças na faixa de 4 a 6 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando ela se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. A teoria de Emilia abriu aos educadores a base científica para a formulação de novas propostas pedagógicas de alfabetização sob medida para a lógica infantil.


— Qual é a lógica infantil na alfabetização, segundo Emilia Ferreiro?
A pesquisadora constatou uma sequência lógica básica na faixa de 4 a 6 anos. Na primeira fase, a pré-silábica. a criança não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e se agarra a uma letra mais simpática para "escrever". Por exemplo, pode escrever Marcelo como MMMMM ou AAAAAA. Na fase seguinte, a silábica, já interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor silábico a cada uma (para ela. MCO pode ser a grafia de Mar-ce-lo. em que M=mar, C=ce e 0=l0). Um degrau acima, já na fase silábico-alfabética, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas propriamente ditas. Por fim, na última fase, a alfabética, passa a dominar plenamente o valor das letras e silabas.


9 — O construtivismo se aplica somente à alfabetização infantil?
Não. Ainda se encontra muito vinculado à alfabetização, porque foi por essa área que começou a ser desenvolvido, a partir da base teórica proporcionada por Emilia Ferreiro. Contudo, práticas construtivistas, devidamente adaptadas, já estão bastante difundidas até a quarta série do primeiro grau. A partir da quinta série, porém, quando cada disciplina passa a ser ministrada por um professor especializado, tais práticas são menos utilizadas, até pela relativa escassez ainda registrada de pesquisas teóricas equivalentes às de Emilia.


10 — Por que o construtivismo faz restrições à "prontidão" na alfabetização infantil?
Com base nas teorias de Piaget e Emilia Ferreiro, os construtivistas consideram inútil a prontidão, ou seja, o treinamento motor que habitualmente se aplica às crianças como preparação do aprendizado da escrita. Para eles, aprender a ler e escrever é algo mais amplo e complexo do que adquirir destreza com o lápis.


11 — O aluno formado pelo construtivismo fica bom de raciocínio, com mais senso crítico, porém mais fraco de conhecimentos?
Não é bem assim. Os construtivistas insistem em que, embora o construtivismo enfatize o processo de aprendizagem, este não ocorre desligado do conteúdo: simplesmente não há como formar um indivíduo crítico no vazio. Portanto, a aquisição de informações é fundamental.


12— Como o construtivismo transmite o conhecimento não passível de ser "construído" pelo aluno, como nomes de cidades ou de presidentes?
O construtivismo estimula a descoberta do conhecimento pelo aluno. Evita afogá-lo com informações prontas e acabadas, mas quando necessário não hesita em valer-se da memorização. Neste caso, a professora deve escolher o momento oportuno e criar situações interessantes para transmitir esses conhecimentos, fugindo assim da rigidez da prática tradicional.


13 — O construtivismo requer mais atenção individual ao aluno do que outras linhas de ensino?
Sim, mas não com a obsessão que às vezes se imagina. Se o construtivismo admite que cada aluno tem o seu processo particular de aprendizagem, a professora deve conhecê-lo, acompanhá-lo e fazer as intervenções adequadas. Mas isso não quer dizer centralização total, ao contrário. O construtivismo valoriza muito o intercâmbio entre os alunos e o trabalho de grupo, em que a professora tem uma presença motivadora e menos impositiva.


14 — Como a professora pode dar atenção individualizada em classes de 30 ou 40 alunos?
O ideal é que as classes não sejam tão numerosas. Mas, de qualquer modo, vale a alternativa de trabalhar com duplas ou trios, agrupando as crianças por habilidades parecidas ou opostas, a critério da professora. No construtivismo, a professora aproveita a individualidade de cada aluno para o enriquecimento do grupo.


15 — Por que o construtivismo contesta o ensino dirigido?
Não é bem isso. O construtivismo considera a sistematização do ensino necessária, mas aplicada com bom senso e flexibilidade. Contesta, sim, que o currículo seja uma imposição unilateral, uma camisa-de-força, com etapas rígidas, sucessivas e inalteráveis. Não se aprende por pedacinhos, mas por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos ao mesmo tempo, afirmam os construtivistas.


16 — Por que a alfabetização construtivista rejeita o uso da cartilha?
Primeiro, porque a cartilha prevê etapas rígidas de aprendizagem, coisa que o construtivismo descarta. Segundo. porque os construtivistas acham que a linguagem geralmente usada nas cartilhas ("Bá-bé-bi". "Ivo viu a uva" etc.) é padronizada, artificial, distante do mundo conhecido pela criança.


17— Por que o construtivismo faz restrições aos livros didáticos?
Pelo fato de a maioria deles apresentar o conhecimento em sequência rígida, prevendo uma aprendizagem de conceitos baseada na memorização.


18— E ao ensino da tabuada?
O caso é diferente. A memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas, como a multiplicação. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica. conhecida como "decoreba".


19— E a restrição ao ensino de regras gramaticais?
O construtivismo contesta que o ensino da gramática seja o meio para se levar o aluno a entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita, mesmo com erros gramaticais. A medida que o aluno vai dominando a escrita é que se passa a ensinar-lhe a gramática. As regras identificam certas regularidades da língua, mas para entendê-las é preciso tê-las percebido na prática.


20 — Por que o construtivismo, em geral, não aceita o uso de fórmulas, como as de matemática e as de sintaxe?
Não é que não aceite. A restrição é ao ensino de fórmulas como se fossem os conteúdos, pois elas não passam de esquemas sintéticos muito mais abstratos. A fórmula, em si mesma, não é o núcleo do conhecimento, mas aquilo que o sustenta.


21 — Qual é o papel da professora no construtivismo e em que difere do ensino tradicional?
Em vez de dar a matéria, numa aula meramente expositiva, a professora organiza o trabalho didático-pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo.


22 — O que é necessário para ser uma boa professora construtivista?
Mentalidade aberta, atitude investigativa. desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinada com iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança contínua. Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando, para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade. mas na qualidade.


23 — A professora construtivista precisa de uma orientadora pedagógica?
Sim. A orientadora é importante, não para tutelar a professora, mas para servir de interlocutora com quem ela possa refletir sobre sua prática.


24 — É possível ser construtivista em uma escola tradicional?
Em geral, o projeto pedagógico de uma escola tradicional não favorece nem leva em conta o trabalho de uma professora que resolva tocar em outro tom. Embora seja difícil manter uma proposta individual num ambiente alheio a mudanças, há muitos casos assim. Além disso, deve-se considerar o fato de que é difícil uma escola passar a ser construtivista num só golpe. Isso ocorre de maneira paulatina, até porque o construtivismo, do mesmo modo que respeita os processos de transformação por que passam os alunos, também deve respeitar o das próprias professoras.

25 — Existem manuais que ensinem a ser construtivista?
Manuais, com tudo mastigado, não. Mas não falta material de apoio para que a professora comece a olhar seu trabalho de outro modo (leia bibliografia ao final deste texto). O fundamental, de qualquer maneira. é a prática. Calcula-se que são necessários ao menos dois anos de prática em classe, reforçados por reuniões semanais com outros colegas, para tornar-se uma boa professora construtivista.


26— Existem cursos que ensinem a ser construtivlsta?
Algumas instituições promovem cursos de extensão ou especialização, seminários, palestras e reuniões de estudo com essa finalidadeMas atenção: nesses cursos não se ensina a ser construtivista. Neles se discute a prática da professora, de modo que ela ganhe elementos para encontrar seu próprio caminho, mais ou menos como depois irá fazer em relação ao aluno.


27 — Quais as vantagens do construtivismo sobre outras linhas de ensino?
Procura formar pessoas de espírito inquisitivo, participativo e cooperativo, com mais desembaraço na elaboração do próprio conhecimento. Além disso, o Construtivismo cria condições para um contato mais intenso e prazeroso com o universo da leitura e da escrita.


28 — Quais as desvantagens do construtivismo em relação a outras linhas de ensino?
Sendo uma concepção pedagógica nova e flexível, não oferece à professora instrumentos tão seguros e precisos com respeito ao seu trabalho diário. Ainda há muito por sistematizar, admitem os construtivistas.


29 — As outras linhas de ensino não podem formar alunos tão bem ou mesmo melhor que o construtivismo?
Em termos de quantidade de conhecimento, sim. Quanto à qualidade do conhecimento, dificilmente, pois o construtivismo desperta no aluno um senso de autonomia e participação que não é comum em outras linhas pedagógicas, sustentam os construtivistas.


30 — O construtivismo forma o estudante com mais ou menos rapidez que outras linhas de ensino?
O construtivismo não dá exagerada importância a prazos rígidos. Na alfabetização construtivista, estima-se que um aluno do meio rural, que nunca viu nada escrito, precisa de dois a três anos para chegar a ler e escrever com eficiência. Já no meio urbano, um aluno de 7 anos, que convive intensamente com a escrita, leva algo em tomo de um ano e meio. Comparativamente, no ensino convencional, a maioria das crianças é capaz de soletrar e formar palavras em um ano - o que os construtivistas, contudo, não consideram alfabetização.


31 — Como a escola construtivista lida com a ansiedade de pais que percebem seus filhos atrasados em relação a crianças de outras escolas?
Aproximando os pais da escola, tenta-se demonstrar a eles quais as diferenças desta nova concepção de trabalho, comparando-a com o ensino tradicional. Pode não se tratar propriamente de um atraso, no sentido de deficiência no aproveitamento, mas de um outro ritmo de aprendizado que, ao final do ano, vai resultar numa vantagem qualitativa.


32-Um aluno formado exclusivamente dentro dos moldes construtivistas pode competir em igualdade de condições em vestibulares e concursos públicos?
A resposta é arriscada, pois ainda há muito poucos alunos formados exclusivamente pelo construtivismo em idade de vestibular e não há pesquisas conhecidas a respeito.


33 — O construtivismo permite que os pais ajudem os filhos nas tarefas de casa?
Ponto polêmico. Alguns admitem que sim: se o jeito de ensinar dos pais for diferente do da escola, a criança tem a vantagem de dispor de outra forma de aprender. Outros, contudo, sustentam que a tarefa de casa é para ser realizada pelo aluno. A vantagem, aí, seria ele ter chance de experimentar uma situação rara para ele na escola, uma vez que a maioria das atividades em classe é realizada em grupo.


34 — Como é a avaliação do aluno no construtivismo?
O aluno é permanentemente acompanhado, pois a avaliação é entendida como um processo contínuo, diferente do sistema de provas periódicas do ensino convencional. Segundo os construtivistas, a avaliação tem caráter de diagnóstico - e não de punição, de certo ou errado, de exclusão. Além disso, a própria professora também se auto-avalia e modifica seus rumos.


35 — Em que difere a prova construtivista?
Ela tem peso menor que no ensino tradicional. Não é o único indicador do rendimento do aluno, que também é avaliado pelo desempenho rotineiro em classe. Além do mais, a prova não é uma peça estranha ao grupo, elaborada fora da sala de aula, por um especialista (geralmente um coordenador). Tal responsabilidade cabe à própria professora, que leva em conta aquilo que já foi efetivamente trabalhado na sala de aula.


36—O que significa o erro do aluno?
É tomado como um valioso indicador dos caminhos percorridos por ele para chegar até ali. A professora não está tão preocupada com o acerto da resposta apresentada pelo aluno, mas sobretudo com o caminho usado para chegar a ela. Em vez de ser um mero tropeço, o erro passa a ter um caráter construtivo, isto é, serve como propulsor para se buscar a conclusão correta.


37 — O construtivismo não corrige o erro do aluno?
Corrige, mas sempre tomando o cuidado de que a correção se transforme numa situação de aprendizagem, e não de censura. Por exemplo, no início do ano a professora pede aos alunos que escrevam um texto e guardem o material corrigido. No fim do ano, pede uma nova redação sobre o mesmo tema. Então, junto com os alunos. compara os dois trabalhos, ressaltando os progressos ocorridos. No ensino tradicional, o erro deixa menos vestígios no caderno do aluno, pois é corrigido, apagado, à medida que aparece.


38—O construtivismo reprova?
Sim, quando o aluno se encontra em tal atraso em relação ao resto da turma, que fazê-lo passar de ano seria lançá-lo numa situação muito desagradável. De qualquer modo, tenta-se evitar que a criança viva a reprovação como um atestado de sua incapacidade ou como castigo por não ter aprendido.


39 — Os alunos transferidos de uma escola construtivista para outra, não-construtivista, acompanham mal a nova turma?
Os construtivistas não reconhecem a existência deste fenômeno, mas especulam que poderia tratar-se de uma pura e simples questão de adaptação, e não de despreparo. Os alunos podem achar a nova escola desinteressante, não gostar da postura da professora ou estranhar os métodos de avaliação.


40 — O aluno educado no construtivismo é mais sujeito a cometer erros do português?
No inicio do construtivismo isso ocorria com freqüência. porque os professores se preocupavam mais com o conteúdo do texto do que com a ortografia - falha que passaram a corrigir nos últimos cinco anos.


41 — Por falta do treinamento motor (prontidão), as crianças alfabetizadas no construtivismo acabam fracas de caligrafia?
O construtivismo sustenta que não, pois o treinamento delas se faz à medida que vão escrevendo. Algumas escolas chegam ainda a lançar mão do velho caderno de caligrafia, como no ensino tradicional, quando a criança tem letra ruim.


42 — O construtivismo desestimula a competição entre os alunos?
Sim, pois uma de suas linhas mestras repousa justamente na cooperação entre eles. No entanto, mesmo pondo de lado a competição, o construtivismo investe no desafio pessoal, como motivação para a criança ir sempre avante nas trilhas do conhecimento


43 — A sala de aula numa escola construtivista é mais barulhenta e agitada do que na tradiconal?
Em termos. O que ocorre é que as crianças não são passivas. mas sim estimuladas a participar, dizem os construtivistas


44 — As crianças não tendem a ficar indisciplinadas, malcriadas e incapazes de ouvir o outro, em consequência de uma educação construtivista?
Caso elas tendam à indisciplina e ao desrespeito a outra pessoa, seja colega ou professor, terá falhado um dos pilares do construtivismo, argumentam seus praticantes, pois o que se enfatiza é justamente a reciprocidade na fixação de regras, no escutar e no ouvir, nos direitos e deveres, nos princípios básicos da cidadania e da democracia.


45 — O professor construtivista deixa os alunos fazerem o que bem entendem em classe?
Não. A sala de aula é um espaço com regras de funcionamento e de convivência. O superliberalismo pedagógico destoa das concepções do construtivismo.


46 — O construtivismo pune alunos indisciplinados?
Sim, porém o caráter dessa punição, dentro do possível, deve ser, digamos, "construtivo" - deve buscar a reciprocidade e a reparação. Por exemplo, se uma criança rasga um livro, deve consertá-lo. De todo modo. em casos mais graves, admite-se até a tradicional suspensão.


47 — Como o construtivismo se espalhou?
As bases teóricas foram estruturadas na primeira metade deste século, com Piaget e os psicólogos soviéticos, entre os quais Lev Vygotsky é o mais divulgado no Brasil. As pontes para a prática pedagógica se consolidaram com Emilia Ferreiro e seus colaboradores, a partir do final da década de 1970. Na década seguinte, o construtivismo se disseminou na América Latina, principalmente na Argentina e no Brasil. As experiências brasileiras mais expressivas foram registradas nas redes municipais de Porto Alegre e de São Paulo, assim como no ciclo básico (as duas primeiras séries) da rede estadual paulista.


48 — O construtivismo passou por mudanças desde que começou a ser adotado no Brasil?
Sim. A fase inicial, em que o aluno era deixado muito solto, como se a professora não estivesse na sala de aula (prática espontaneísta). está superada. Hoje se quer do professor uma atuação firme e planejada (prática intervencionista). No geral, contudo, o núcleo pedagógico do construtivismo permanece inalterado.


49 — A interdisciplinaridade tem alguma relação com o construtivismo?
Sim, embora a interdisciplinaridade seja uma prática pedagógica autônoma e anterior ao construtivismo. Como nenhum professor, por mais ampla que seja a sua formação, pode dominar todos os conhecimentos envolvidos na tarefa de lecionar, o trabalho interdisciplinar é recomendado para todo e qualquer nível.


50— É feio não ser construtivista?
Não, absolutamente. Feio é não ser autêntica e não se preocupar em dar o melhor aos alunos, seja de si mesma. seja das múltiplas áreas do conhecimento. Feio, enfim, é ser má professora.



BIBLIOGRAFIA

Psicogênese da língua Escrita, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. Ed. Artes Médicas, Av.
Jerônimo Ornellas. 670. CEP 90040-340. Porto Alegre. RS. Tel: (051) 330-3444/330-2183

A Escrita e a Escola, de Ana Maria Kaufman. Ed. Artes Médicas.

Alfabetização em Processo, de Emilia Ferreiro. Ed. Cortez. R. Bartira. 387. CEP 05009-000. São Paulo. SP. Tel: (011) 864-0111.

Ensaios Construtivistas, de Lino de Macedo. Ed. Casa do Psicólogo. R. Alves Guimarães, 436, CEP 05410-000. São Paulo, SP, Tel: (011) 852-4633.

Aprendendo a Escrever: Perspectivas Psicológicas e Implicações Educacionais, de Ana Teberosky. Ed. Ática. R. Barão de Iguape. 110. CEP: 01507-900, caixa postal 8656, São Paulo, SP. Tel: (011) 278-9322.

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